30 de julho de 2010

A Pitangueira



Reunião de informações sobre a pitangueira.

Nome científico: Eugenia uniflora
Família: Myrtaceae

Nomes populares: pitanga-mulata; ginja; pitanga-da-praia; pitanga-roxa; qrnfud (etiópia); ñangapiré (Uruguai); arrayán (castelhano); ñangapirí (Guarani); pitanga'i(Guarani); Surinam cherry, Brazilian cherry (Inglês); cerezo de cayena, c.de suriman, c. de florida (Castelhano); hong zi guo (China); ceriise de cayenne (francês); surinamkirsche (Alemão); ciliegio di cayenna (Itália); ma yom farang (tailandês); goraka-jambo (sri Lanka); cerezo de cayenne (Cuba); ñangapiri-me (Paraguai).

- Descrição:
Apresentando-se como uma arvoreta de até oito metros de altura.
Seu tronco é liso na cor bege-acinzentado com estrias que se formam na sua constante renovação da casca. Sua folhagem é densa e verde escura, com folhas opostas, ovais, onduladas, inteiras, pequenas, lustrosas e aromáticas. As folhas novas são cor de vinho.Suas flores são brancas e surgem na primavera até o verão. São melíferas abundantemente providas de pólen, hermafroditas, dispostas na axila das folhas. Possuem quatro pétalas e muitos estames amarelos.
Seus frutos começam a vingar com maior quantidade a partir do sexto ano de vida, eles são esféricos de 1,5 cm a 3 cm de diâmetro de casca muito fina, lisa e colada a polpa. Possuem oito gomos nas cores vermelho, alaranjado ou roxo escuro. A polpa é vermelha, sucosa, macia, doce ou agridoce, perfumada, saborosa. A fruta prende-se a arvoreta por meio de um pedúnculo com dois a três cm de comprimento.

Origem:
Nativa do Brasil, Argentina e Uruguai.

Clima:
Subtropical, tropical e temperado.
A pitangueira encontra-se em todo o Brasil, de Norte a Sul, menos nas regiões semi-úmida, subúmida e semi-árida e nos municípios mais frios. Cresce bem, portanto, em climas quente e úmido e temperado-doce suficiente úmido. Adulta, a pitangueira suporta temperaturas inferiores a zero grau centígrado. Tem alguma resistência à seca. Entre nós, é bastante comum na região amazônica, nas regiões úmidas do Nordeste, no Sudeste, no Sul e no Centro-Oeste. Há muitas pitangueiras nas proximidades de Salvador. Em João Pessoa empregam-na freqüentemente como cerca viva.

Frutificação: De outubro a janeiro

Solos:
A pitangueira não se mostra exigente em solos. Cresce muito bem, em nosso país, nas aluviões das margens dos rios. Cresce muito bem em solos leves, arenosos, sílico-argilosos, argilo-silicosos. Suportam muito bem os solos argilosos. Devem ser preferidos os solos de textura média, profundos, bem drenados, férteis.

Multiplicação:
A multiplicação da pitangueira pode ser sexuada ou gâmica e assexuada ou agâmica. A multiplicação gâmica é a mais fácil e a geralmente utilizada. Obtêm-se plantas rústicas e de produção seródia. Não permite conservação das variedades com todas as qualidades que as distinguem. Produz desde os quatro anos de idade. A melhor forma de propagação enxertia.

Espaçamento:
5 x 5 m é julgado suficiente nas regiões úmidas.. Nas regiões menos chuvosas o compasso poderá ser de 6 x 6 m.

Tratos culturais:
A pitangueira é uma planta rústica, necessitando de pouco trato cultural. Em regra os tratos culturais se resumem em capinas e escarificações.

Adubação:
Não se costuma adubar as pitangueiras.

Colheita:
Procede-se a colheita com a máxima facilidade. Colhem-se as frutas maduras. Entre nós, no Brasil a pitangueira dá duas safras por ano: a primeira em outubro; a segunda em dezembro ou janeiro.

Transporte:
O Transporte é difícil porque a pitanga é uma fruta muito delicada, não suportando pancadas, e é de pouca duração. Daí a necessidade de evitar traumatismos. As frutas geralmente estão maduras três semanas depois da floração. A produção é, quase sempre, muito abundante.

Uso na alimentação:
Partes usadas:
Folhas, frutos, flores

Frutos podem ser consumidos in natura ou usados em saladas, geléias, sucos, doces diversos, licores, vinhos e sorvetes.
Flores são comestíveis podem ser utilizadas em saladas e ou adicionadas a doces e licores. As folhas, em pequenas quantidades, são utilizadas no preparo de sucos verdes.

Uso medicinal:
Partes utilizadas: folhas, frutos.
Contra-indicações/cuidados: não encontrados na literatura consultada.
Efeitos colaterais: Não encontrados na literatura consultada.

Chá das folhas:
COMO FAZER: Coloque 3 colheres de sopa de erva para um litro de água, quando a água alcançar fervura, desligue. Tampe e deixe a solução abafada por cerca de 10 minutos.
Ingerido e banhos: afecções do fígado, bronquite, cólica menstrual, diarréia, febres
intermitentes, gota, hipertensão, reumatismo, limpar e descongestionar a pele do rosto, queda e oleosidade dos cabelos.
COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.
Em gargarejos: infecções da garganta.
Em jejum e durante o dia, ajuda no emagrecimento.
Frutos após as refeições: digestivo.

Uso madereiro:
Madeira usada na estrutura da casa mbyá-guarani.
Utilizada também para a fabricação de cabo de ferramentas e outros componentes agrícolas.

Uso ambiental:
É indicada para recuperação de áreas degradadas e também na implantação de sistemas agroflorestais. Também é utilizada como espécie ornamental em muitas cidades brasileiras.

O extrato de pitanga também é usado para a fabricação de sabonetes e shampoos.


Fontes:
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/10697
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Eugenia_uniflora.htm
http://www.chaecia.com.br/loja/produto-111058-1309-pitanga__eugenia_uniflora_l_100_grg
http://www.embrapa.br/embrapa/imprensa/artigos/2008/pitanga-uma-fruta-especial-2
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/pitanga/pitanga-7.php
http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/501/pitanga-a-fruta-do-azedinho-doce


- Veja também:
Formas Básicas de Preparo das Plantas Medicinais
Agrofloresta: o que é e como fazer?

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