Mostrando postagens com marcador Plantas Medicinais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plantas Medicinais. Mostrar todas as postagens

9 de janeiro de 2013

A Guanxuma

Pesquisa por Adrian Rupp

Sida rhombifolia L.





Nome científico: Sida rhombifolia L.

Nomes populares:[1]
guanxuma; guaxuma; guanxuma-comum; tupiticha; guanxuma-branca; guanxuma-escura; relógio (CE); tupitixa; vassoura; zanzo; guaxima; vassourinha; chuoi duc (Vietnã); afata, cañamo crioulo, escoba, tebincha (Arg.); afata, malvavisco, mata-alfalfa, tipicha (Ur.); broom weed (Jamaica); kingojikwa (Jap.); axocatzin, hinari (Mex.); limpion (Pe.); escoba amarilla (Nicarágua); escoba babosa, escoba blanca (Ven.); hierba de puerco (Pan.); malva de cochino (Cuba); nalis-nalisan (Filipinas);  chittamadi, kotikan-bevilla (Sri Lanka); teaweed, broomjue sida (Ing.); esbobilla (Esp.); ntswembana, quaquaza, letlhakanye (Áfr. do Sul)

Sinônimos Científicos:[4]
Malva rhombifolia (L.) Krause, Sida adusta Marais, Sida compressa Wall., Sida pringlei Gand., Sida scoparia Vell., Sida hondensis Kunth, Sida carpinifolia Bourg. Ex Griseb. Non L., Sida retusa L., Sida ruderata Macfad., Sida unicornis Marais

Família: Malvaceae[1][2][4]

Descrição:
Planta anual ou perene, subarbustiva, ereta, medindo 30 a 80 cm de altura. Tem sistema radicular muito profundo, sendo difícil de arrancar.[2]

Nativa do Continente Americano e amplamente encontrada em todo o território brasileiro.
Folhas simples, pecioladas, membranáceas, medindo de 1 a 3 cm de comprimento. Flores amarelas, solitárias ou em pequenos grupos, axilares, que se abrem somente pela manhã. Multiplica-se apenas por sementes. Ocorrem no país também como ruderal outras espécies deste gênero e gêneros afins com características e propriedades semelhantes, das quais destaca-se Sida carpinifolia (L. f.) K. Schum e Sidastrum micranthum (A. St.-Hil.) Fryxell. Cresce espontaneamente com grande vigor em solos cultivados com lavouras anuais e perenes, beira de estradas e terrenos.[4]

Clima: Subtropical, tropical

Uso Medicinal

Suas folhas são usadas na forma de chá contra diarréia.[4]
A infusão de suas raízes é utilizada na Índia no tratamento do reumatismo.[4]
Tanto a planta fresca como seu extrato clorofórmico mostraram regular atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Scherichia coli e Sacharomyces cerevisiae, bem como uma ação antiinflamatória local, devida às saponinas, sendo por isso, recomendado seu emprego local para o tratamento de torceduras e dores nas articulações.[4]

Usa-se a decocção das raízes, ou do caule com as folhas,interna ou externamente, em inflamações. Costumam mastigar as folhase aplicar no lugar mordido pelas vespas e outros himenópteros.Pesquisas recentes demonstraram que suas raízes têm uma ação eficaz sobre o colesterol e principalmente triglicerídios. São fortemente hipotensoras, diuréticas, antiinflamatórias e febrífugas. Popularmente aguanxuma também é usada para diminuir a queda de cabelos e paraescurecê-los. Para isto basta enxaguá-los com o chá de toda a planta.[2]

Esta planta é indicada como tônica, fortificante para os nervos, combate a disenteria, câimbras de sangue. É um antibiótico natural contra febres, afecções pulmonares (catarro pulmonar), amarelão e afecções do coração. Colher logo após o sol esquentar. Tomar 1 copo do chá da flor com a semente. Durante 5 dias por algumas semanas.[3]

Uso Alimentar

Usada como hortaliça em algumas regiões da África do Sul, inclusive ocasionalmente sendo desidratada e armazenada. Em algumas regiões são consumidas cozidas. Usada como substituta do chá da Índia.[1]

Outros Usos

Os seus ramos são usados em toda a área rural para a confecção de vassouras para varrer o pátio. É conhecida pela tenacidade de sua madeira, que serve como matéria prima para a fabricação de palitos.[2]
Para alvejar panos, devem colocar-se raízes de guanxuma na água onde são fervidos.[2]
As folhas novas são excelente forragem para cavalos, ovelhas e porcos.[1]


Fontes:
[1] Plantas Alimentícias não-convencionais na Região Metropolitana de Porto Alegre - RS
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870

[2]
http://pt.scribd.com/doc/64492889/43/GUANXUMA

[3]
http://tudosobrecha.blogspot.com.br/2011/03/ervas-medicinais-guanxuma.html

[4] Plantas Medicinais no Brasil, Harri Lorenzi, F. J. Abreu Matos, Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda, 2002

27 de novembro de 2012

Picão Branco

Por Adrian Rupp


Galinsoga quadriradiata
Galinsoga parviflora



















Nomes populares:
picão-branco, botão-de-ouro, fazendeiro, brinco-de-princesa[1], erva-da-moda[1], picão-bravo[1], galinsoga de flores pequeñas (Espanhol)[1], soldado galante (Espanhol)[1],
Inglês: quickweed, gallant soldier, smallflower galinsoga, soldiers of the queen, galinsoga, guasca[1]
Colômbia: Guascas, em Cundinamarca e Boyacá. Pajarito, em Sogamoso e oriente de Boyacá.[2]
Argentina: Albahaca silvestre, saetilla.[2]
Peru e Chile: Pacoyuyu fino.[2]
México: Estrellita, mercurial.[2]
Zulu: ushukeyana[1]
galinsoga comune (Italiano); klein knopkruid Holandes)[1]
Franzosenkraut, kleinblütiges Knopfkraut , Unkraut(Alemão)
haret korststrale (Dinamarques) galinsoga glabre (Francês)[1]
galinsoga (Tagalogue - Filipinas)[1]
mamboleo (Tanzania)[1]
nwakhosa, sekogelamaroka (África do Sul)[1]

Nomes científicos:[2]
Galinsoga parviflora Cav.
Wiborgia parviflora (Cav.) Kunth
Stemmatella sodiroi Hieron.
Adventina parviflora Raf.
Galinsoga semicalva (Gray) H.St.John & White
Galisonga quinqueradiata Ruiz & Pav.
Tridax parviflora

Espécie de uso semelhante:[1]
Galinsoga quadriradiata Ruiz & Pav.

Germinação: Suas sementes germinam do outono à primavera.[3]
Ciclo: Apresenta ciclo curto de até 50 dias.[3]

Onde ocorre: Considerada planta invasora de solos cultivados, presente em todas as culturas anuais e perenes, além de pastagens e jardins.[3] Considerada planta indicadora de terras cultivadas com nitrogênio suficiente e falta de cobre.[5]

Presente no clima tropical e subtropical.[1]

composição centesimal:
(base úmida – g/100g): umidade (89); proteínas (4); lipídios (0,5); carboidratos (5,29); cinzas (1,74); fibra (1,24);
E mineral (base seca – mg/100g): Ca (162); P(38); Fe (270); Mg (681); Mn (44); Na (36); Cu (3); Zn (14); energia (41 kcal/100g)[1]
Destaque para a quantidade de zinco, proteína e magnésio.[1]

composição nutricional:
vitamina C (54 mg/100g); proteína (5,0%); fibra crua (1,5%); lipídios (0,7%);
Ca (154 mg/100g); Fe (2,8 mg/100g).[1]

Atividade antioxidante: 76% (base úmida)[1]


Uso Alimentar[1]

Extremamente interessante por ser uma planta que não exige técnicas agrículas. Ela aparece naturalmente.

Possui folhas e ramos jovens tenros, com aroma agradável. A parte aérea jovem (folhas, ramos e flores) pode ser consumida em saladas cruas ou cozidas. Também podem ser consumidas cozidas em sopas, misturadas a farofas ou utilizadas no preparo de bolinhos fritos (tempurah) e em sucos verdes com limão ou outras frutas ácidas.[1]

Na Colômbia seu uso como alimentícia é antiguíssimo, talvez de origem indígena. É um ingrediente clássico da sopa bogotana (de Bogotá, Colômbia) chamada “ajiaco”. Neste país é comercializada em jarros (para não murchar!), desidratada ou moída e transformadas em pó verde. Este pó é utilizado como condimento para sopas e carnes, especialmente carne de frango. O suco fresco (suco verde) pode ser tomado juntamente com suco de tomate ou outros sucos.[1]

As folhas cozidas desta espécie são consumidas na região sudoeste da China (Xishuangbanna), obtidas por extrativismo, durante os 12 meses do ano.[1]


Uso Medicinal

Digestivo muito usada em dores de estômago, males do fígado, icterícia e outras infecções do aparelho disgestivo.[6]

O chá de suas folhas, tanto na forma de decocto ou infusão, é usado para o tratamento caseiro de doenças broncopulmonares.[7]

Externamente, suas folhas aquecidas são aplicadas diretamente sobre a área afetada na forma de compressas e cataplasma nos casos de contusão e feridas.[7]


Fontes:
[1]
Plantas alimentícias não-convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/12870

[2]
Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Galinsoga_parviflora

[3]
Agrolink
http://www.agrolink.com.br/agricultura/problemas/busca/picao-branco_16.html

[4]
PlantaMed
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Galinsoga_parviflora.htm

[5]
Wikipédia: Planta indicadora
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planta_indicadora

[6]
Fitoterapia para todos
http://www.ahau.org/indicfitoterapia-0-html

[7]
Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e Exóticas
Harri Lorenzi, F.J. Abreu Matos

25 de fevereiro de 2012

CD Flora




Por Adrian Rupp

Reuni em um CD informações para ajudar a reconhecer plantas alimentícias não-convencionais (PANCs), plantas medicinais, plantas têxteis, plantas tintórias, etc.

São fotos e textos que auxiliam a identificação e uso de plantas e facilitam o aproveitamento dos recursos florísticos disponíveis numa comunidade.

Dei enfase nas PANCs e em plantas subtropicais e tropicais reunindo centenas de fotos que permitem sua identificação.

O conteúdo é extremamente denso e creio que será de muita utilidade para qualquer comunidade.

Não sei quanto tempo o arquivo estará on-line pois atualmente estamos numa crise de armazenamento de arquivos grandes na Internet.

Tamanho do arquivo: 529,50 MB
Formato: .iso

Link alternativo:
http://www.4shared.com/file/dsZZBKN1/SC-Flora.html

17 de janeiro de 2012

Picão Preto




Nome científico: Bidens pilosa

Sinônimos Científicos:
Bidens alausensis Kunth, Bidens chilensis DC, Bidens pilosa var. alausensis (Kunth) Sherff, Bidens pilosa var. minor (Blume) Sherff, Bidens pilosa var. radiata Sch. Bip., Bidens scandicina Kunth, Bidens sudaica var. minor Blume, coreopsis leucantha L., Kerneria dubia Cass., Kerneria tetragona Moench, Bidens leucantha (L.) Willd., Bidens leucantha var. pilosa (L.) Griseb., Bidens sundaicus Brume., Bidens subalternans DC., Bidens quadrangularis DC.[1]

Família: Compositae (Asteraceae)[1]

Outras espécies semelhantes:
Bidens alba (L.)DC., Bidens subalternans DC.

Nomes populares:
amor-seco, carrapicho, carrapicho de agulha, carrapicho-de-duas-pontas, carrapicho-picão, coambi, cuambu, erva-picão, fura-capa, guambu, macela-do-campo, picão, picão-amarelo, picão-das-horas, picão-do-campo, pico-pico, piolho de padre[1], amor-de-burro[2], pega-pega[2]

Nomes em outras línguas:
nyangundi (Tanzânia);
spanish needles, beggar's ticks, beggarticks, shepherds needles, sticktights, black jack, black felleows, railway daisy, bur marigold, railway begger-ticks (Inglês);
amor seco, saetilla, té de campo, asta de cabra, cacho de cabra, cadillo, cadillo negro, papunga, cambray menudo, moriseco, té de milpa, moso, acahual blanco,aceitilla, mozote (Castelhano/Espanhol);
amalenjane (Zulu); herbe záiguilles, sorne, bident pileux (Francês);
forbicina pelosa, forbicina (Itália);
pirca, sicllayuyu, quico, yuyu (Peru);
ki, ki nehe, ki pipili, nehe (Hawaí); kuambu (Guarani);
san yeh kuci jen tsao (Chinês); broendsel (Dinamarquês);
tarrelzaad naaldekruid (Holandês); kanching baju, subang puteri batek (Malásia);
mositsa, muxidyi (África do Sul); zouqie, shengniangbaicuo (China - Xishuangbanna);
junqqu (Etiópia); cadillo rocero, puinca (Venezuela);
arponcito, cadillo, sirvulaca (Panamá);
margarita, romerillo (Porto Rico);
mozote (Costa Rica); mozotillo (América Central);
purikel (Filipinas); tangamagnia (Congo);[2]

Descrição:
Herbácea ereta, anual, ramificada, com odor característico, de 50-130cm de altura. Folhas compostas pinadas, com folíolos de formato, tamanho e em número variados. Flores pequenas, reunidas em capítulos terminais. Os frutos são aquênios alongados de cor preta com ganchos aderentes numa das extremidades. Multiplica-se apenas por sementes.[1]

Origem: América tropical[1]

Clima: Tropical e subtropical

Composição das partes aéreas em base seca:
Proteína 21,275%, cálcio 1,1%, magnésio 0,54%, manganês 0,0118%, fósforo 0,71%, ferro 0,0153%, sódio 0,0031%, potássio 3%, cobre 0,0011%, zinco 0,0058%, enxofre 0,25%, borro 0,0025%. Com destaque para a quantidade de manganês, fósforo, ferro e borro.[2]

Aspectos agrotécnicos:
O ciclo vegetativo da planta é anual. Ao fim de um período de fertilidade de um ano, segue um crítico no qual se apresentam manchas negras nas folhas que cobrem de 1⁄4 a 1⁄2 polegada. A germinação de sementes se apresenta entre 4 a 5 vezes ao ano.
Cada planta produz de 80 a 100 flores, com um potencial de produção de 3 000 plantas. Em Cuba se tem realizado estudos de estandarização da droga seca estabelecendo a forma de secagem, sendo a mais vantajosa a secagem em estufa de ar a uma temperatura não maior de 58 °C durante 2 dias. Também se há estabelecido os parâmetros de qualidade e se ha determinado uma estabilidade de um ano quando a droga é envasada em latas compostas ou em frascos de vidro de cor ambar.[4]

Constituintes químicos:
acetilenos, ácido-p-cumárico, ácido linólico, ácido linoléico, ácido nicotínico, ácidos orgânicos, ácido salicílico, ácido tânico, aminas, beta-amirina, bioflavonóides, chalconas, cálcio, candineno, esculetina, esteróis, a-felandreno, fenilacetileno (1-fenil-1,3-diin-5-3n-7-ol-acetato), fenilheptatriina, flavonóides, fitosterina-B, fitosteróis, fósforo, friedelina, friedelan-3-beta-ol, glicosídeos de aurona, glicosídeos (flavona matoxilado, quercetin-3,3’-dimetoxi-7-0-a-L-ramnopiranosil-(1®6)-b-D-glucopiranose, quercetin-3,3’-dimetoxi-7-0-b-D-glucopiranose); beta-D-glucopiranosiloxi-3-hidroxi-6(E)-tetradeceno-8,10,12-triino; hidrocarbonetos, limoneno, lupeol, mucilagem, okanina-3-glicosídeo, óleo essencial, a-pineno, policatilenos, poliacetilenos, quercetina, sais de potássio, sílica, beta-sitosterol, taninos, timol, tridecapentin-1-eno; trideca-2, 12-dieno-4,6,8,10-tetraina-1-ol, trideca-3, 11-dieno-5,7,9-triina-1,2-diol, trideca-5-eno-7,9,11-trieno-3-ol; triterpenos, xantofilina”.[4]

Toxicidade: Não foram vistos casos de intoxicação em humanos, o picão é muito bem tolerado.[4]

Contraindicações e efeitos adversos:
Segundo Taylor (2005), esta planta não deve ser utilizada na gravidez, em pessoas alérgicas ou sensíveis a cafeína. O uso de anticoagulantes deve ser monitorizado quando usados junto com o picão. Deve-se ter cuidado quando usado em indivíduos com hipoglicemia ou diabetes, hipotensão.[4]


Uso Alimentar

Folhas e ramos jovens de picão-preto foram consumidos crus e, especialmente, cozidos em diversos pratos: saladas temperadas, farofas, sopas, entre outros. Foram também preparados chás gelados (ice teas) a partir da água de cozimento do picão com adição de suco de limão e açúcar. Entretanto, uma forma especial de consumo foi um refrigerante fermentado com folhas e ramos jovens de picão-preto, o qual apresenta coloração, aroma e sabor muito agradáveis.[2]

Nas Filipinas é utilizado no fabrico de uma bebida vinosa chamada “sinitsit”. Esta bebida feita à base de arroz (rice wine) e que B. pilosa é um dos ingredientes. Além do nome citado este vinho de arroz é também chamado de tafei.
Flores ou folhas são misturadas ao arroz semicozido para fermentação, produzindo o vinho de Igorot, localmente chamado sinitsit.[2]

No México, indígenas consomem as folhas jovens de B. pilosa fervidas e refogadas com pinole (sementes de Atriplex moídas) e sal.[2]

As flores de algumas espécies de Bidens são usadas como substituto de chá (de camomila) em algumas regiões do mundo, flores de B. pilosa são usadas na Polinésia desta forma.[2]

Os ramos apicais (tips) desta espécie são vendidos como hortaliças em mercados locais em Java.[2]

Os caules jovens e as folhas são consumidos cozidos. Esta espécie é consumida (folhas cozidas) na região sudoeste da China (Xishuangbanna), mediante extrativismo, durante todos os meses.[2]


Uso Medicinal

Chá contra disenteria e Verminoses:
1 colher de sobremesa de folhas frescas de picão
1 xícara de chá de água
Modo de Preparo:
Ferva a água e, depois acrescente as folhas de erva picão. Deixe abafado por 10 minutos.
Posologia:
Tome uma xícara de chá logo após ter produzido.[3]

Contra hepatite, icterícia, diabete, verminose:
Infusão de uma colher das de sopa (5g) da erva em meio litro de água fervente.
Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.[4]

Contra feridas, úlceras, hemorróidas, assaduras e picadas de insetos:
Compressas (pode-se usar o suco da planta, ao invés da infusão).[4]


Fontes:

[1] Plantas Medicinais no Brasil - Nativas e exóticas
Harri Lorenzi - F.J.Abreu Matos
Instituto Plantarum - 2002

[2] Plantas Alimentícias Não-convencionais da Região Metropolitana de Porto Alegre, RS
Valdely Ferreira Kinupp

[3] Blog Receita Natural
http://natural.enternauta.com.br/cha/cha-para-disenteria-e-verminoses/

[4] Bidens pilosa L. Andréa Januário da Silva

25 de novembro de 2010

A Nogueira



Pesquisa em site da Internet.

Nome cintífico: Juglans regia
nome popular: nogueira-comum, nogueira-persa, nogueira-do-Ceilão, nogueira-da-Índia

Descrição:
Árvore de até 25 metros e largura de até 20 metros, com folhagem caduca, suas folhas contêm um óleo aromático, além de possuir flores em amentos e frutos drupáceos, conhecidos como nozes, que são muito resistentes, com mesocarpo de sabor adstringente, endocarpo lenhoso, bivalve e dividido em quatro lojas com semente comestível. Possui troncos de até 2 metros de diametro.
Folhas: alternas, imparipinuladas com 3-9 folíolos, elíptico-ovados a lanceolados, acuminados, com 6-15cm cada, glabros, inteiros ou subsinuados, o folíolo terminal é maior; verdes em ambas as faces.
Estrutura reprodutiva: flores masculinas reunidas em grupos de 1-5 sobre os ápices dos ramos do mesmo ano, constituídas apenas por um cálice esverdeado e um ovário peludo; fruto trima com 4-5cm de pele verde, que se desfaz exteriormente libertando a noz (endocarpo+semente)

Floração: Abril, Maio
Maturação dos frutos: Agosto, Setembro, Outubro
Clima: Rústico até -20°C. Sensível às geadas da Primavera.
Tipo de solo: Ligeiramente ácido a calcário.

Longevidade: normalmente entre 300 e 400 anos, embora com perfeitas condições possa ultrapassar os 1000.

Habitat e ecologia: terrenos húmidos e profundos, desenvolvendo-se bem nos calcários, mas suportando também os siliciosos. Dá-se bem até aos 800m, podendo mesmo chegar aos 1500m. Espécie de média luz. Necessita humidade mas sem encharcar; rega moderada a abundante. Suporta grandes variações de temperatura (até -20ºC), mas é sensível às geadas tardías. A árvore produz químicos que, arrastados para o solo pela chuva, inibem o crescimento de outras plantas debaixo da sua copa.

Modos de propagação: Por semente: semear assim que estiver madura em vasos individuais algo profundos, pois produzem uma raiz profunda e ressente-se se perturbada. Deve-se proteger de ratos, pássaros, esquilos, etc. A semente normalmente germina no fim do inverno ou na primavera. Mude as plantas para as suas posições definitivas na primavera e resguarde-as do frio durante os primeiros invernos. As nozes também podem ser armazenadas no inverno no frigorífico, com alguma humidade e plantadas no início da primavera, embora depois possa precisar de um período de estratificação a frio antes de germinar.

As doenças que afectam as nozes são causadas principalmente por bactérias e
fungos.

1) Bacteriose
As bactérias que provocam a bacteriose são do género Xanthomonas e esta doença manifesta-se em condições de chuvas abundantes e temperaturas altas. Afecta as folhas, gomos e frutos, podendo reduzir a colheita para metade. Os frutos afectados apresentam umas manchas escuras na superfície que têm o centro fendido.

2) Aspergillus flavus
A infecção das nozes pode começar antes da colheita e o desenvolvimento da doença é favorecido por tempo chuvoso e húmido, e quando as nozes foram atacadas por insectos. A melhor forma de evitar que os fungos cresçam nos produtos colhidos é através da manutenção de condições ótimas de temperatura e humidade relativa durante toda a manipulação.


Uso madereiro

Medeira de nogueira:
Caracteristicas Físicas
O borne é bem diferenciado, amarelo claro a quase branco, ou de castanho pálido a castanho esbranquiçado.

O cerne é castanho avermelhado claro ou intenso, podendo apresentar-se castanho médio a chocolate. É muito abundante e de contorno mais ou menos regular, mas nem sempre bem definido.

Os anéis de crescimento são facilmente visíveis

O grão é medianamente fino e uniforme. O fio é recto, ocasionalmente ondulado.

A madeira da nogueira é considerada uma das mais valiosas das diversas classes de madeira existentes entre nós.

É de uma dureza comparável à do carvalho, mas fácil de trabalhar, e além disso é extraordinariamente decorativa pelos tons vivos e escuros do seu durame ou cerne.

Propriedades físicas

Densidade / Massa Volúmica (12% H): 550-620-660 Kg/m3
Coeficientes de Retracção: 12,8-14 %
Volumétrica: 8,0 %
Tangencial: 5,0 %

Propriedades mecânicas

Flexão Estática: 90-106 N/mm2
Flexão Dinâmica: 5,8-6,8 J/cm2
Compressão Axial: 45-55 N/mm2
Compressão Perpendicular: 3,9 N/mm2
Módulo de Elasticidade: 10800-13500 N/mm2
Tensão de Corte: 8,8-9,6 N/mm2

Nota: Os valores apresentados são apenas representativos e aproximados da realidade, no entanto podem variar, consuante a amostra em análise.
Propriedades tecnológicas

Madeira semi-dura.
A serragem é fácil de realizar.
A secagem deverá ser conduzida cuidadosamente para que não se produzam defeitos. Apresenta risco de colapso, fendas internas e empenos.
Possui aptidão para a produção de folha por desenrolamento e corte plano.
Boa aptidão para a curvagem. A colagem, pregagem, aparafusamento e acabamento não apresentam problemas.

Durabilidade:
A nogueira está avaliada como "muito resistente" a decomposição do cerne; é uma das madeiras mais duráveis mesmo sob condições favoráveis a decomposição. O Borne é susceptível ao ataque da traça.

Utilizações
É uma madeira utilizada sobretudo no fabrico de móveis e no revestimento interno das habitações, sendo também muito requisitada para trabalhos de talha e para culatras de armas de fogo.


Uso Medicinal

Parte usada: Folhas, casca verde dos frutos, gemas

Propriedades terapêuticas: Adstringente, antiparasitária, tônica, depurativa, hipoglicemiante, antianêmica, antiraquítica, antirreumática, antidiarrêica, eupéptica, antiastênica, antibiótica, cicatrizante, anti-sifilítica, antiflogística, antisséptica.

Princípios ativos: Possui taninos (gálhicos e elágicos), juglona, juglandina, glicose, inusitol, peptídeos, resinas, naftoquinonas (no pericárpio dos frutos), cálcio, vitamina C, carotenos, flavonóides (quercetol e campferol) e alguns ácidos.

Indicações terapêuticas: Mal de Pott (tuberculose óssea), Por ser muito tônico e ter taninos, que auxiliam a restauração do parênquima pulmonar, é util aos tuberculosos em geral também. Trabalha na psoríase, no herpes, no eczema e no diabete (abaixa a taxa de glicemia). Tornam os cabelos acastanhados.

Mulheres com corrimentos via vaginal podem ser beneficiadas com banhos de infusão de 100g de folhas/litro de água em irrigações (ou chás de flores). Também podem ser usadas em feridas e ulcerações. Usada também como afrodisíaco.
Internamente usa-se em infuso de duas colheres de sopa para um litro de água, em 3 xícaras ao dia. Externamente pode ser usada em compressas ou gargarejos em doses 3 vezes maiores que o uso oral.

Cuidado: Não deve ser dado a nutrizes e gestantes.
As preparações de nogueira são incompatíveis com os sais de ferro.

Num importante projeto de investigação, descobriu-se que as pessoas consumidoras de pelo menos 150 g de frutos secos por semana tinham três vezes menos o risco de sofrer enfartes do que aquelas que raramente ou nunca os consomem.

Contra-indicações/cuidados: pessoas de estômago sensível a taninos.
Pode causar mal-estar e vômito e desencadear reações de hipersensibilidade, como irritação dérmica e ocular.
Não usar em casos de úlcera gástrica ou gastrointerites.


Uso alimentício

As nozes são o fruto da nogueira, têm uma forma arredondada ou ovóide e uma casca dura e rugosa, de cor castanho-avermelhada. A parte comestível do seu interior tem um sabor doce particular. Normalmente, as nozes consomem-se em cru como aperitivo ou sobremesa, sozinha ou combinada com outro alimento. Utiliza-se como ingrediente em muitos pratos, saladas e gelados. Para além de ser um dos frutos secos mais apreciados pelo seu agradável sabor, é um dos mais ricos em óleo, que pode ser extraído. O óleo de noz tem um sabor doce e agradável. O fruto imaturo utiliza-se para fabricar o licor conhecido como ‘Ratafía’.

É um alimento muito nutritivo, com um alto valor calórico, 662,5-688kcal/100g e entre as vitaminas presentes nas nozes, as mais importantes são as do grupo B, entre as quais se destaca o ácido fólico.


Outros Usos

Empregada em protetores solares e repelentes de insetos.
Usada também como árvore ornamental.


Fontes:
http://www.florestar.net/nogueira/nogueira.html
http://www.fotosantesedepois.com/2010/06/09/nozes/
http://portaldamadeira.blogspot.com/2010/06/especie-de-madeira-nogueira.html
http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Juglans_regia.htm
http://mulher.sapo.pt/bem-estar/saude/combata-o-reumatismo-com-nozes-803960-2.html
http://pt.wikilingue.com/gl/Nogueira
http://pt.wikilingue.com/gl/Nogueira_comum
http://ameliapalmela.webnode.com/products/nogueira-comum-juglans-regia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nogueira-comum



- Veja também:
Praticar Culturas para um abastecimento alimentar em continuidade
As Plantas Medicinais


17 de setembro de 2010

Bonsai

Por Adrian Rupp



Bonsai é a arte oriental de se cultivar árvores em bandeijas. Sua prática ajuda o artista a desenvolver a sensibilidade, paciencia e dominio da fisiologia das árvores. Mas o mais interessante de se apresentar aqui neste blog são as aplicações práticas.

A prática do bonsai nasceu na China a partir da necessidade de preservar espécies que eram perdidas durante o inverno. Portanto, tal costume tem incrível potencial como estratégia de preservação da biodiversidade. Tanto para preservar espécies nativas de condições climáticas inesperadas, quanto para permitir o cultivo de espécies exóticas que por sua dimensão normal e exigencias climáticas seriam impossíveis de serem cultivadas por outra técnica.

Mas para que cultivar bonsai de espécies exóticas?
Cultivar espécies exóticas pode ameaçar a biodiversidade local na medida em que interagem com o ambiente alterando o equilibrio biológico. Principalmente quando são plantas invasoras que podem tomar toda as áreas. Isso não ocorre quando se cultiva exóticas em forma de bonsai.
Outra vantagem é que podemos controlar as condições climáticas e o tipo solo o que seria impossível com uma árvore.

Um bonsai pode ser feito apartir de qualquer árvore, arbusto ou trepadeira lenhosa. Criar bonsais de espécies nativas presentes na comunidade pode parecer inútil, porém, fazendo isso podemos ter uma segurança contra qualquer imprevisto que ocorra com nossas árvores.

Tudo isso amplia a diversidade de espécies disponíveis para a comunidade. Com a vantagem adicional de ocupar apenas uma pequena parcela do espaço que seria normalmente necessário.

O bonsai tem todas as características de seu exemplar natural com a excessão das dimenções. Assim, raizes, ramos, folhas, frutos, etc. podem ser extraídos. Não só podem como devem ser retirados para manter as dimensões da planta. Bonsai não recebem nenhum tipo de alteração química ou genética para serem pequenos. O que é feito é apenas o controle do crescimento através de podas constantes e do confinamento em pequenas bandeijas. O uso de adubos químicos constuma ser recomendado por especialistas, mas não é realmente necessário. Porém é importante ter ciência de que o substrato se esgota rapidamente e deixa de ser alimento para o bonsai.

Vejo como sendo bastante limitado o potencial do bansai de fornecer alimentos, óleos, porém acredito no potencial para fornecer sementes ou como planta medicinal ou planta tinctória. A capacidade de uma comunidade de tratar ou curar doenças está diretamente ligada a sua biodiversidade. E nestes casos possuir um grande banco de sementes não é o bastante. É preciso ter a materia-prima disponível para uso imediato.

Bonsai na Educação

Outro potencial dos bonsais pouco desenvolvido é seu uso na educação. Crianças e jovens podem ser ensinados a cultivar bonsais e assim ter conhecimentos práticos sobre como funcionam as plantas.
É muito mais fácil se esquecer de algo que a gente leu do que de algo que a gente viveu. Cultivar um bonsai significa vivenciar páginas e páginas de conhecimentos de botânica.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bonsai
http://www.bugei.com.br/bugei/mentais/bonsai_hist.asp
http://www.terrabonsai.com.br/info_faq.aspx

- Veja também:
As Plantas Medicinais
Praticar Culturas para um abastecimento alimentar em continuidade

16 de julho de 2010

Plantas medicinais na localidade do Km45

Interessante para conhecer algumas ervas medicinais que podem ser cultivadas em regiões subtropicais.

Por Virginia Koch

No momento em que são realizadas pesquisas com plantas medicinais, a botânica contribui com informações básicas de outras áreas de atividades, complementando-as.

Segundo Ming (1995) “o estudo botânico adquire característica fundamental, seja no apoio ao levantamento antropológico em comunidades, seja no fornecimento de informações morfológicas e ambientais, auxiliando com importantes dados sobre fenologia, tipos de estruturas secretoras, hábitos, outras características e identificação das espécies levantadas”.

Na localidade do “Km 45” as famílias sempre fizeram uso de plantas medicinais para cuidar de sua saúde e este conhecimento chamado empírico veio com os primeiros imigrantes, somado ao conhecimento adquirido.

A inexistência de médico e dentista e as dificuldades de acesso, fez e ainda faz com que as famílias façam uso das plantas medicinais, passando este conhecimento de geração à geração, através da transmissão oral.

Segundo Amorozo (1995), o conhecimento é transmitido em situações, o que faz que a transmissão entre gerações requeira contato intenso e prolongado dos membros mais velhos com os mais novos.

Conforme levantamento realizado, 200 espécies de plantas medicinais, são conhecidas pelas famílias que formam a comunidade sendo 50 espécies as mais utilizadas.

Estes dados são de grande importância, pois nos geraram a informação de que destas 50 espécies, 37 são cultivadas e 13 são espontâneas, e, assim, coletadas na natureza, e de que 23 espécies são originárias do Brasil e América do Sul e 27 espécies de outros países e continentes, onde se destaca a Europa, de onde nossos migrantes são originários.

As espécies brasileiras e da América do Sul são chamadas de plantas nativas e podemos observar que a maioria são plantas espontâneas, não sendo ainda cultivadas.


Plantas medicinais mais usadas pelas 40 famílias da comunidade italiana do “Km 45”, Riozinho, RS.

Nome Comum
Nome Científico
Família
Usos populares
Origem

1. Agrião
Nasturtium officinale
Cruciferae
Tosse, rins e problemas de fígado.
Europa

2. Alcachofra
Cynara scolymus
Compositae
Problemas de fígado, colesterol, baixa a pressão. Zona Mediterrânea e África Setentrional

3. Alcanfor
Artemisia camphorata
Compositae
Contusões, torções, reumatismo
América do Sul e África do Sul

4. Alecrim
Rosmarinus officinalis
Labiatae
Melhora a circulação do sangue, contra hemorróidas, feridas e úlceras.
Costas Mediterrâneas

5. Arruda
Ruta graveolens
Rutaceae
Provoca a menstruação, combate piolhos e feridas.
Europa Meridional, Mediterrâneo, Eurásia e Ilhas Canárias.

6. Babosa
Aloe arborescens
Liliaceae
Gastrite e úlceras do estômago, queimaduras, hemorragias, feridas,
furúnculo e queda de cabelo.
África do Sul, Arábia e Ilhas do Cabo Verde

7. Baleeira
Cordia monosperma
Boraginaceae
Nas diarréias e hemorróidas.
Brasil

8. Boldo
Coleus barbatus
Labiatae
Fígado, digestão, prisão-de-ventre e estômago.
África Tropical, Índia e Ceilão

9. Camomila
Matricaria recutita
Compositae
Cólicas e inflamações da pele e olhos.
Eurásia

10. Capim-cidró
Cymbopogon citratus
Gramineae
Combate a gripe, baixa a pressão e a febre, analgésico.
Região Meridional da Índia e Srilanka

11. Carquejinha
Baccharis articulata
Compositae
Digestiva, nos problemas do estômago, debilidade orgânica e anemia.
Sul da América do Sul

12. Catinga-de-mulata
Tanacetum vulgare
Compositae
Problemas de estômago, fígado, vermes e feridas.
Europa e Ásia

13. Cipó-mil-homens
Aristolochia triangularis
Aristolochiaceae
Usa-se nas picadas de insetos, aranhas, cobra, alergia e feridas, para o estômago.
Brasil, Argentina e Paraguai

14. Confrei
Symphytum officinale
Boraginaceae
Cicatrização de feridas, cortes, queimaduras.
Europa e Ásia

15. Endro
Anethum graveolens
Umbelliferae
Contra inflamações da boca e garganta, alivia dores intestinais, gases e acidez do estômago.
Sul da Europa, Índia, Pérsia, Caúcaso, Egito e Ásia Menor

16. Espinheira-santa
Maytenus ilicifolia
Celastraceae
Úlceras do estômago, afecções da pele, feridas, cicatrizante.
Brasil (SP ao RS)

17. Erva-cidreira
Aloysia triphylla
Verbenaceae
Calmante, digestiva, estimulante das funções gástricas.
América do Sul

18. Erva-santa
Aloysia gratissima
Verbenaceae
Tosse, calmante, digestivo.
Sul do Brasil, Norte do Uruguai e Nordeste da Argentina

19. Funcho
Foeniculum vulgare
Umbelliferae
Cólicas intestinais, tosse, aumenta a lactação.
Mediterrâneo e Caucásia

20. Gengibre
Hedychium coronarium
Zingiberaceae
Problemas de garganta, gases intestinais
Ásia Tropical

21. Gervão
Stachytarpheta cayennensis
Verbenaceae
Dores do fígado e estômago, febre, prisão de ventre.
Brasil

22. Gravatá
Bromelia antiacantha
Bromeliaceae
Digestivo, tosse e asma.
Brasil e Argentina

23. Guaco
Mikania laevigata
Compositae
Expectorante para tosses e bronquites
Brasil

24. Hortelã
Mentha sp.
Labiatae
Prisão-de-ventre, digestiva, tônica e combate vermes.
Sul da Europa, África Setentrional e Sudoeste Asiático

25. Losna
Artemisia absinthium
Compositae
Estômago, fígado, contra vermes e na falta de apetite.
Europa e Ásia

26. Malva
Malva sp.
Malvaceae
Inflamações na boca e garganta, útero e ovários, feridas
Europa, Oeste da Ásia e Norte da África

27. Manjericão
Ocimum basilicum
Labiatae
Contra gases intestinais, tônico, digestivo.
Ásia e Norte da África

28. Manjerona
Origanum vulgare
Labiatae
Fraqueza muscular, resfriados, cólicas intestinais.
Pérsia e Mediterrâneo

29. Maracujá
Passiflora sp.
Passifloraceae
Calmante, diurético.
Sul dos EUA, Brasil e Peru

30. Marcela
Achyrocline satureioides
Compositae
Digestiva, antiinflamatória, diminui a taxa de colesterol.
América do Sul

31. Mastruço
Coronopus didymus
Cruciferae
Tosse, bronquite, usada como salada, machucaduras e contusões.
América do Sul

32. Melissa
Melissa officinalis
Labiatae
Calmante, insônia, dor de cabeça, digestiva.
Europa Meridional

33. Mil-folhas
Achillea millefolium
Compositae
Nas inflamações, miomas, hemorróidas, e tosses.
Europa e Ásia Ocidental

34. Nespereira
Eriobotrya japonica
Rosaceae
Tosse, para baixar a pressão.
China e Japão

35. Pata-de-vaca
Bauhinia forficata
Leguminosae
Diabete, infecções urinárias e dos rins.
Sul do Brasil, Uruguai e Argentina

36. Pariparoba
Pothomorphe umbellata
Piperaceae
Afecções das vias urinárias, afecções gástricas e hepáticas e debilidade orgânica.
Brasi

37. Poejo
Cunila microcephala
Labiatae
Digestivo, calmante, nas tosses crônicas e afecções das vias respiratórias.
Sul da América do Sul

38. Pulmonária
Stachys byzantina
Labiatae
Problemas pulmonares e expectorante.
Turquia, Sudoeste da Ásia e Caúcaso

39. Quebra-pedra
Phyllanthus niruri
Euphorbiaceae
Pedra nos rins.
EUA até Argentina

40. Quebra-tudo
Caleae pinatifida
Compositae
Diabete, infecções urinárias e dos rins.
Brasil

41. Quitoco
Pluchea sagittalis
Compositae
Contusões, torções, reumatismo, fígado.
América do Sul

42. Romã
Punica granatum
Punicaceae
Inflamações da garganta e amígdalas, nas tosses, diarréias e cólicas intestinais.
Irã

43. Sabugueiro
Sambucus australis
Caprifoliaceae
Provoca suor nas gripes, tosses, sarampo, varíola, caxumba, feridas e furúnculos
Europa, Ásia e África

44. Salsa
Petroselium sativum
Umbelliferae
Digestão, hepatite, anemia.
Sudoeste da Europa e Oeste da Ásia

45. Sálvia-da-gripe
Lippia alba
Verbenaceae
Para gripe e tosse.
América do Sul e Central

46. Sálvia-tempero
Salvia officinalis
Labiatae
Problemas digestivos, gripes, dor de garganta, cólicas.
Balcãns, Sul da Europa, Mediterrâneo Oriental, Ásia Ocidental e Madagascar

47. Sene
Cassia acutifolia
Fabaceae
Usada como laxante e contra febres.
Egito, Sudão e Região do Saara

48. Tansagem
Plantago tomentosa
Plantaginaceae
Dor de garganta, infecções urinárias, gengivite, estomatite, faringite e amigdalite.
América do Sul

49. Urtigão
Urera baccifera
Urticaceae
Combate hemorróidas, hemorragias, reumatismo, contra queda de cabelos, doenças de pele, frieiras.
América do Sul e Central

50. Violeta-de-jardim
Viola odorata
Violaceae
Tosse, bronquite, dor de garganta.
Europa

Fonte:
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/1814


- Veja também:
Formas Básicas de Preparo das Plantas Medicinais

As Plantas Medicinais

10 de junho de 2010

Árvores Úteis do Sul

Lista de árvores usadas como medicinais, para fazer cabos de ferramentas e alimentícias, nativas do Sul do Brasil. Clique no nome científico para encontrar mais informações.

- Árvores medicinais:

Açoita-cavalo - Luehea divaricata Mart.
Antidesintérica, antileucorréicas, depurativa do sangue

Angico-Vermelho - Parapiptadenia rigida (benth.)
Diarreias, contusões, cortes, úlceras, leucorreia

Aroeira Piriquita - Schinus molle L.
Tosses, bronquites, doenças renais, hemorragias

Cambará - Moquinia molíssima Malme.
Folhas usadas contra tosses rebeldes.

Cancorosa - Maytenus ilicifolia Mart. et Reis
Doenças do estomago e da pele. Câncer de estômago

Canela-Preta - Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez.
Folhas anti-reumáticas, frutas contra flatulência

Caroba - Jacaranda micrantha Cham.
Doenças da pele, dores reumáticas e musculares

Carvalho-Brasileiro - Casearia silvestris Sw.
Reumatismo, artritismo, herpes, impingens, feridas

Casca-de-Anta - Drimys winteri Forst.
estomática, antiescorbútica, sudorífica

Catiguá - Trichilia clausseni C. DC.
Purgativa, tônica

Corticeira-da-serra - Erythrina falcata Benth.
Flores contra doenças reumáticas

Erva-mate - Ilex paraguaiensis St. Hill.
Estimulante, digestiva, ativadora do pâncreas

Guajuvira - Patagonula americana L.
Feridas, tumores, furúnculos, herpes, impingens

Ipê-amarelo - Tabebuia alba (Cham.) Sandw.
Adstringente e contra inflamações da mucosa bucal

Ipê-da-várzea - Tabebuia chrysotricha Mart.
Adstringente e contra doenças da garganta

Ipê-roxo - Tabebuia ipe Mart.
Feridas, coceiras, sarna, inflamações artríticas

Murta - Blepharocalyx tweediei - var longipes (berg.) Mattos.
Tosses, bronquites, reumatismo, artrite, psoríase

Pata-de-vaca - Bauhinia candicans Benth.
Contra glicosúria, para reduzir excreção urinária

Pitangueira - Eugenia uniflora L.
Folhas como febrífugas e adstringentes.

Sassafrás - Ocotea odorifera (Nees.) Mez.
Gota, dermatoses, reumatismo, intoxicações metálicas

Tarumã - Vitex megapotamica Spreng.
Hemorroidas, depurativo do sangue, dores reumáticas

Vacum - Allophylus guaraniticus Camb.
Folhas contra problemas digestivos.


- Árvores para cabos de ferramentas:

Açoita-cavalo - Luehea divaricata Mart.
Araçazeiro-do-mato - Myrcianthes gigantea Legr.
Camboim - Myrciaria tenella (DC) Berg.
Canela-de-veado - Helietta longifoliata Britt
Cerejeira - Eugenia involucrata DC.
Cincho - Sorocea bomplandii (Bail.) Burg. Laij. et Boer.
Cocão - Erythroxylum pelleterianum St. Hill.
Dedaleiro - Lafoensia pacari St. Hill.
Farinha-seca - Lonchocarpus muehlbergianus Hass.
Guabijueiro - Myrcianthes pungens (Berg.) Legr.
Guabirobeira - Campomanesia xanthocarpa Berg.
Guajuvira - Patagonula americana L.
Guamirim - Myrceugenia euosma (Berg.) Legr.
Guatambu - balfourodendron riedelianum (Engl.) Engl.
Peroba - Aspidospherma australe M. Arg.
Pinheiro-brasileiro - Araucaria angustifolia (Berg.) Ktze.


- Árvores Alimentícias:

Camboim - Myrciaria tenella (DC) Berg.
Cerejeira - Eugenia involucrata DC.
Figueira-do-mato - Ficus subtriplinervia Mart.
Goiaba Serrana - Feijoa sellowiana Berg.
Guabijueiro - Myrcianthes pungens (Berg.) Legr.
Guabirobeira - Campomanesia xanthocarpa Berg.
Guamirim - Myrceugenia euosma (Berg.) Legr.
Ingá-Feijão - Inga marginata Willd.
Jaboticabeira - Myrciaria trunciflora Berg.
Pinheiro-brasileiro - Araucaria angustifolia (Berg.) Ktze.
Pitangueira - Eugenia uniflora L.
Uvaia - Eugenia pyriformis Camb.

Fonte: Livro das Árvores - Árvores e Arvoretas do Sul
Rubens Alberto Longhi


- Veja também:
As Plantas Medicinais
Formas Básicas de Preparo das Plantas Medicinais

17 de janeiro de 2010

As Plantas Medicinais

Por Moacyr Pezati Rigueiro

COMO RECONHECER AS PLANTAS MEDICINAIS

É preciso ter muito cuidado para não confundir uma planta com outra e acabar usando a planta errada. Trocar uma planta medicinal por outra parecida e venenosa pode levar à morte.

Confundir plantas não é muito difícil, porque algumas são realmente muito parecidas no tipo de folhagem, de flores e até no cheiro. Além disso num país tão grande como o Brasil, a mesma planta pode ter mais de um nome popular, conforme a região; por exemplo, a planta que no sul do país é chamada de erva-cidreira, tem outro nome no norte ou no nordeste.

Para evitar esses erros, os botânicos (cientistas que estudam os vegetais) classificam as plantas em grupos e dão a cada uma um único nome, que é o mesmo no mundo inteiro.

Essa classificação em grupos é feita de acordo com as semelhanças entre as várias plantas. Um certo número de plantas semelhantes forma uma família. Cada familia é formada por vários grupos menores, chamados Gêneros. Cada gênero, por sua vez, agrupa várias espécies. Algumas plantas, mesmo sendo da mesma espécie, mostram algumas diferenças entre si, sendo portanto de variedades diferentes. Toda essa classificação termina por dar a cada planta um nome, ou melhor, "nome e sobrenome"; é o chamado nome científico. Esse nome é sempre escrito em latim, com letras grifadas, sendo o primeiro nome o do Gênero (letra inicial maiúscula) e o segundo o da espécie (letra inicial minúscula). Às vezes ainda há um terceiro nome, o da Variedade.

Para que se entenda melhor, tomemos como exemplo a família das Umbeliferas. Essa família agrupa algumas plantas que dão flores e sementes em umbelas (daí o nome da família). Umbelas são aqueles "cachos" parecidos com um guarda-chuva, que podem ser vistos na erva-doce, no anis, na salsa e em muitas outras plantas. Por isso elas são da mesma família.

Como outro exemplo, tomemos a hortelã e o poejo. Elas são plantas da mesma família, a das labiadas. As duas pertencem também ao mesmo gênero, o gênero Mentha. A única diferença é que são de espécies diferentes, tendo portanto o segundo nome ("sobrenome") diferente. A hortelã chama-se Menthai crispa e o poejo Menthai pulegium. Não existe outra planta com o mesmo nome científico em nenhum lugar do mundo.

Não há dúvida de que isso tudo é muito complicado e que só mesmo um botânico pode saber o nome científico, ou pelo menos a que família uma planta pertence. Mas também não há dúvida de que isto pode nos ajudar a encontrar uma determinada planta em farmácias que vendem ervas. É só conferir no pacote ou no frasco o nome científico para ter certeza de que não estamos comprando a planta errada. Na prática, é claro que todos sabem reconhecer o alho, a cebola, a
hortelã, a salsa, a arruda e o alecrim, que são plantas cultivadas em qualquer horta, jardim ou mesmo encontradas para vender nas feiras e mercados. O problema é reconhecer as plantas mais raras ou aquelas que não são cultivadas na região onde se mora. Para isso são úteis os livros de plantas, ou as revistas de hortas e jardins, porque costumam trazer as fotografias ou os desenhos de cada planta, com o nome científico também. Quem se interessa pelo assunto em pouco tempo estará familiarizado com os mais diversos tipos de plantas, podendo facilmente reconhecer qualquer uma delas. Se a pessoa vai colher a planta no campo, no jardim ou mesmo comprá-la em qualquer lugar, se tiver a menor dúvida no reconhecimento, é melhor não usar aquela planta.


COMO COLHER E GUARDAR AS PLANTAS MEDICINAIS

A maioria das plantas pode ser guardada depois de secas por até um ano. Depois de um ano, começam a perder suas qualidades.

Todo o cuidado é pouco quando lidamos com a saúde. Se vamos usar as plantas como remédio, é importante que sejam limpas e livres de bichos, mofos ou venenos.

COLHEITA: Primeiro confira qual a parte da planta que deve ser usada (folhas, flores, flores, frutos, raízes, casca ou toda a planta), pois isso pode definir em que época do ano será melhor colher. Em geral, as folhas têm mais princípios ativos (são mais concentrados) na época da floração e as raízes na época do outono ou inverno, quando a planta tem menos folhas ou perde todas (período de dormência da planta). As flores devem ser colhidas assim que começarem a abrir.

A colheita deve ser feita de maneira a proteger a planta o máximo possível, principalmente se a pessoa vai colhê-la no campo, onde nasce espontaneamente. Não arranque a planta toda se for usar somente as flores ou as folhas. Deixe alguns brotos e ramos para que a planta possa continuar seu crescimento. Se precisar arrancar toda a planta, cuide para sempre deixar algumas delas no local, para que possam multiplicar-se e serem encontradas novamente no futuro. Muitas plantas correm risco de desaparecer para sempre de um lugar se não forem protegidas. Espalhe sementes ou plante galhos (caso a planta se multiplique por galhos ou estacas). De preferência, cultive suas plantas em jardins, vasos ou hortas, pois é mais fácil ter certeza de que não estarão poluídas e de que não serão destruídas totalmente. Procure não cortar a raiz principal, senão a planta morre; tente arrancar somente as raízes
laterais, menores.

Verifique sempre se o local não é irrigado com água poluída, sé não há poluição de fábricas ou de automóveis, como nas beiras de estradas, ou perigo de envenenamento com agrotóxicos por estar perto de roças e plantações.

Não colha plantas doentes ou com bichos. Despreze as partes que pareçam muito sujas ou comidas por insetos.

Não colha em dias chuvosos, úmidos; espere o orvalho secar, porque a umidade facilita o aparecimento de mofos.

Se a planta estiver muito empoeirada ou suja de terra, lave cuidadosamente com água limpa, escorra bem e enxugue com um pano seco.

SECAGEM: Para a secagem, primeiramente separe cada tipo de planta. Depois de secas, é mais dificil a separação. Coloque sobre uma tela ou peneira, de plástico ou pano, evitando as de metal, que podem enferrujar. Coloque para secar em local bem iluminado mas sem sol direto, bem ventilado. Se necessário, cubra com outra tela fina para impedir que o vento espalhe as plantas. Procure deixar bem espalhadas as partes a serem secas, porque facilita a evaporação da água.

Em geral a secagem demora poucos dias, dependendo do tipo de planta e do local. As folhas bem secas tornam-se quebradiças. Não se esqueça de proteger da poeira ou de qualquer coisa que possa estragar ou contaminar as plantas (cheiro de tintas, venenos, fumaças, calor intenso etc.).

Os frutos e raízes devem ser picados em pedacinhos bem finos para facilitar a secagem, porque contêm mais água que as folhas e flores.

ARMAZENAMENTO: Depois de muito bem secas, as plantas devem ser colocadas em vidros muito bem limpos e secos, de preferência escuros (porque a claridade destrói alguns princípios ativos) e muito bem fechados. Cole uma etiqueta ou papel no vidro, como um rótulo, com o nome da planta e a data em que foi colhida (pode também escrever a data em que ela perde o valor, ou seja, um ano depois de seca, e mesmo para que serve aquela planta: isso facilita o uso). Verifque sempre antes de usar a planta seca se não apareceram bichos ou fungos (bolores), que podem ser venenosos. Se estiver mofada, com cheiro diferente do normal, não use: jogue fora e prepare outra porção. Muito cuidado com as crianças; deixe sempre esses vidros (e todas as plantas e remédios) em lugar onde não consigam pegar sozinhas.

E importante marcar no rótulo se alguém da casa não pode tomar preparados daquela planta por causa de alergia ou de outra contra-indicação.


COMO USAR AS PLANTAS MEDICINAIS

O preparo de qualquer medicamento feito com plantas medicinais deve permitir preservar ao máximo o fito-complexo e principalmente o princípio ativo. Por isso, preste sempre atenção às receitas para não fazer chás das partes erradas da planta (usar raiz em vez de flores, por exemplo) ou ferver plantas que devem ser usadas cruas.

Principais tipos de preparados

INFUSÃO: Para preparar uma infusão, ferva a água e despeje sobre a planta a ser usada (a planta deve estar bem cortada em pedacinhos, para facilitar a extração dos princípios ativos). Deixe em infusão por alguns minutos, em geral 10 minutos, depois coe ou filtre. Conforme a planta, pode-se tomar quente ou fria, adoçada ou não. Use sempre vasilhas de vidro temperado, porcelana, louça ou cerâmica (barro), nunca use alumínio. Durante o tempo de infusão, pode-se
deixar o recipiente tampado.

DECOTO: O decoto é outra maneira de preparar plantas medicinais, mas que ao contrário da infusão, exige que a planta seja fervida na água durante algum tempo. Também não deve ser feito em recipientes de alumínio. Depois de ferver pelo tempo indicado, em geral deixa-se em infusão por mais alguns minutos, para que a extração dos princípios ativos se complete. Então coa-se ou filtra-se.

NIACERADO (TINTURA): Para preparar uma tintura, a planta deve ficar alguns dias em maceração (de molho) em um líquido, que pode ser vinho, vinagre, óleo, aguardente, conhaque, ou outra bebida alcoólica ou mesmo álcool puro. As tinturas feitas em álcool não devem ser usadas para beber, porque o álcool comum pode ser tóxico. Se for para tomar uma tintura, use um bom aguardente ou vinho, se não encontrar álcool puro de cereais para preparo de licores e
bebidas em farmácias. As tinturas são mais fortes que as infusões e decotos, por isso são usadas em doses menores. Evite dar às crianças, por ser
bebida alcoólica.

SUCO: O suco em geral é feito com a planta ou frutos frescos. Esmague muito bem a planta e então esprema fortemente com um pano limpo, para retirar o líquido. Pode ser usado o liquidificador ou a centrífuga, além dos espremedores de frutas.

CUIDADOS: As infusões e os decotos devem ser preparados de preferência na hora de tomar. Mas você pode deixar pronta a quantia que é usada num dia, guardando em local fresco e em vasilhas bem fechadas. Não guarde por mais de um dia. Para aplicar o suco de plantas frescas em ferimentos, é preciso que elas estejam muito bem limpas, para evitar infecções. Para matar micróbios,você pode deixar as plantas de molho por meia hora em água com vinagre (meio copo de vinagre por litro de água), enxaguando bem depois com água limpa. Todo ferimento profundo, principalmente com pregos, ferros e madeira,
pode causar o tétano. Procure imediatamente um posto de saúde para ser vacinado. O mesmo deve ser feito com mordidas de cachorro, que podem
causar a raiva. Não tente tratar picadas de aranhas, escorpiões e cobras com remédios caseiros, porque há risco de vida (o tratamento é feito com
o soro específico que combate o veneno de cada bicho). Todo ferimento deve ser muito bem lavado com água e sabão, mesmo que doa.

Para adoçar os preparados, use de preferência o mel de abelhas. Os diabéticos não devem usar nem açúcar nem mel; se não querem beber sem adoçar, podem usar adoçantes naturais como o steviosídeo ou os artificiais.

Para evitar que a água do decoto evapore totalmente durante a fervura, mantenha a vasilha tampada ou prepare uma quantidade maior de cada vez, já que neste manual as receitas em geral são para uma dose só.


COMO FAZER AS MEDIDAS

As medidas usadas neste manual de forma abreviada são o grama (g) e o mililitro (ml). Assim, 5g que dizer cinco gramas e l00m1 quer dizer cem mililitros. Cada quilo tem mil gramas e cada litro tem mil mililitros.

E difícil encontrar balanças que pesem pequenas quantidades como um ou dois gramas. Se você conseguir pesar l00g de uma planta muito bem picada ou em pó, conseguirá "pesar" de maneira aproximada as quantidades menores que precisar.

Por exemplo, pese 100g da planta que vai utilizar. Se dividir em duas partes iguais, terá duas porções de 50g cada. Se dividir em 10 porções
iguais, terá 10 montinhos com lOg cada. Se dividir a porção de 50g em 10 montinhos iguais, terá dez porções de 5g cada. E se dividir um montinho
de lOg em cinco partes, terá cinco porções de 2g cada. Dessa maneira, é possível obter pequenas porções mesmo sem ter uma balança especial.

O mesmo você pode fazer com as medidas de líquidos. Usando uma garrafa de refrigerante litro ou um saquinho de leite, por exemplo, você pode medir l.000m1. Basta encher o litro ou saquinho com água e depois dividir em partes iguais, usando copos ou outros recipientes que você tenha em casa. Assim, se você dividir em duas partes iguais, terá duas medidas de 500ml (meio litro). Se dividir em 10 partes iguais, terá 10 medidas de l00ml. Você pode então fazer uma marca no copo ou vasilha onde cabem os 100m1, com tinta ou esmalte de unha, guardando como medida; cada vez que precisar de apenas 100 ml,
é só encher de água a sua medida, sem necessidade de repetir sempre a divisão em partes iguais.

Outra maneira simples de fazer essas medidas, é usando colheres de café, de chá, de sopa ou ainda copos e xícaras. Mas é menos confiável porque, dependendo da fabricação, uma xícara ou colher de café, por exemplo, podem ser menores ou maiores (compare xícaras de fabricantes diferentes para ver como é difícil encontrar duas iguais). Apesar disso, é muito prático e as diferenças não são tão grandes a ponto de causar preocupações.
Assim: uma colher de café corresponde a 2 g.
uma colher de sopa corresponde a 5g.
uma xícara de café corresponde a 50m1.
uma xícara de chá corresponde a l00m1.

Dose de acordo com a idade

Neste manual, quando não estiver especificado, as receitas são destinadas a pessoas adultas, ou seja, de 21 a 50 anos. Para as outras idades, corrigir as doses de acordo com esta tabela:

maiores de 50 anos: dar 3/4 da dose.
de 14 a 20 anos: dar 2/3 da dose.
de 10 a 14 anos: dar 1/2 da dose.
de 5 a 10 anos: dar 1/4 da dose.
de 3 a 4 anos: dar 1/6 da dose.
de 2 a 3 anos: dar 1/8 da dose.
menores de 2 anos: dar 1/15 da dose.

Estes números indicam em quantas partes deve ser dividida a dose e quantas partes devem ser tomadas. O primeiro número representa sempre quantas partes são tomadas e o segundo número em quantas partes você deve dividir. Assim, 3/4 significa que você deve dividir a dose recomendada na receita em 4 partes e dar ou tomar somente 3 partes. 1/8 significa dividir a dose em 8 partes e tomar apenas uma.

Fonte:
http://www.scribd.com/doc/7020242/Manual-Ilustrado-de-Plantas-is

- Veja também:
Formas Básicas de Preparo das Plantas Medicinais
A Cebola

27 de agosto de 2009

A Cebola

Nome Científico: Allium cepa

Em outras línguas:
Espanhol : cebolla - Italiano : cipolla - Mirandês: cebolha - Cabo-verdiano : sabóla
Inglês : onion - Francês : oignon - Alemão : Zwiebel - Basco : tipula
Africâner : ui - Holandês : ui - Croata : luk - Suaíli : kitunguu
Finlandês : sipuli - Checo/Tcheco : cibule - Estoniano : sibul

Classificação científica:
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Alliaceae
Género: Allium
Espécie: A. cepa

Valor nutricional:
Cada 100 gramas de Cebola contém:
Calorias - 33kcal
Proteínas - 1,5g
Gorduras - 0,3g
Vitamina A - 125 U.l.
Vitamina B1 (Tiamina) - 60 mcg
Vitamina B2 (Riboflavina) - 45 mcg
Vitamina B5 (Niacina) - 0,15 mg
Vitamina C (Ácido ascórbico) - 10 mg
Potássio - 180 mg
Fósforo - 45 mg
Cálcio - 35 mg
Sódio - 16 mg
Silício - 8 mg
Magnésio - 4 mg
Ferro - 0,5 mg

Descrição da planta:
Planta herbácea, cuja base aérea pode atingir até 60 cm de altura. Suas folhas são tubulares e ocas, e as flores pequenas e brancas. A parte comestível se constitui no caule subterrâneo, formado pelas bainhas carnosas das folhas, que se sobrepõem umas às outras e são
recobertas, exteriormente, por escamas secas de coloração que varia entre o branco, amarelo e toxo, dependendo da variedade. É um bulbo bi-anual, ou seja: no primeiro ano acumula reservas, e no segundo dá flores e frutos.





- Uso Alimentar:

Aroma e sabor:
De aroma forte, seu sabor é picante e adocicado.
As cebolas brancas têm um sabor menos acentuado e picante que as
roxas.

Como Consumir:
Pode ser servida crua, cozida ou refogada.
A cebola deve ser empregada em quantidades moderadas, quando o prato
não exige o seu sabor, pois este não deve superar o dos demais
temperos, nem tão pouco o do ingrediente básico.
Para evitar aquelas lágrimas desagradáveis ao descascar cebola,
mergulhe-a por um minuto em água fervente.
Seus valores nutritivos se perdem, principalmente a vitamina C,
quando se frita ou se cozinha demais. Levemente cozida ou assada para
aqueles que não toleram seu sabor forte, ocasiona uma perda menor.

As folhas da cebola são um bom alimento para as ovelhas, elas são
ricas em vitaminas A, B e C, sais minerais como cálcio, fósforo e
ferro.





- Uso Medicinal:

Indicação: diurética, anti-reumática, estimulante geral, anti-
séptica, digestiva, anti-trombose, hipoglicemiente, vermífuga,
hipnótica suave, anti-inflamatória, expectorante e hipo-
colesterolêmica.

Externamente é usada para tratar acne (espinha). O cataplasma é
aplicado para retirar o veneno das aranhas, vespas, abelhas, etc. O
sumo é usado para massagear articulações ou reumatismo. A cebola
espetada na brasa ou fogão, colocada sobre abcesso ou tumor, ajudará
a formar o olhinho para depois drenar o pus. Fatias de cebola são
aplicadas no peito para tratar congestão.

Internamente a cebola é útil nos casos de icterícia e problemas de
vesícula, pois, estimula a produção da bílis (fel).
Por ser estimulante e expectorante, é útil nas doenças respiratórias
como tosse, tuberculose, gripes, bronquites, etc, usada na forma de
lambedor ou cozimento.
Na Índia, o sumo fresco é usado nos casos de flatulência, disenteria
e cólera. Pesquisas em laboratório mostrou o efeito bactericida (mata
bactérias) sobre Escherichia colli e Salmonella typhi.

Diabetes: O uso da cebola no dia a dia é recomendada para quem sofre
de diabete, porque possui efeito hipoglicemiante (baixa o açúcar no
sangue), e ajuda também aqueles que necessitam tomar diariamente
insulina, pois o corpo aumenta a produção da mesma, com isso diminui
a quantidade a ser injetada.
É um bom diurético. Serve nos casos de edema provocado por doença
renal. Tomar 3 colheres de chá do sumo por dia.
A cebola impede que o colesterol presente nos alimentos seja
absorvido pelo organismo, daí sua importância nos casos de
hipercolesterolemia (aumento do colesterol no sangue), nas doenças
coronárias e nos casos de pessoas com predisposição à
arteriosclerose. Para prevenir infarto e arteriosclerose, coma uma
cebola crua por dia em forma de salada.
Como tem a capacidade de dissolver coágulos de sangue é um bom
preventivo de trombose coronária.
Para as crianças com vermes, pode-se dar uma colher (de café) de sumo
de cebola, com açúcar, por 15 dias em jejum.
Cabelo: Casca seca de cebola é a melhor fonte natural de quercetina
(glicosídeo que serve para diminuir a fragilidade dos capilares).
O chá da casca seca é usado para prevenir derrame cerebral nos
hipertensos. A casca da cebola serve também para preparar tintas de
cabelo e vitamina P.

Homens que habitualmente consomem cebola têm menor risco de
desenvolver câncer de próstata, segundo informação do National Cancer
Institute, dos Estados Unidos. Os efeitos benéficos se devem ao
composto à base de sulfeto - que causa forte odor - presente nos dois
alimentos.

O consumo freqüente de cebola pode reduzir o risco de osteoporose,
doença que atinge um terço das mulheres após a menopausa. Segundo um
novo estudo da Universidade de Berna, na Suíça, um grama de cebola
por dia pode evitar um processo chamado reabsorção, no qual o osso
perde cálcio e torna-se frágil.





- Como Cultivar:

Solo:
Da escolha de um terreno apropriado depende, em grande parte, o êxito
de uma cultura.

Para a cultura de cebola ser viável, é preciso que o solo escolhido
seja bastante profundo, um tanto solto, suficientemente fértil e rico
em matéria orgânica.

Um terreno francamente arenoso seria impróprio, porque resiste pouco
às secas e conserva pouco os adubos aplicados.
Os solos argilosos também devem ser evitados: são duros, difíceis de
serem trabalhados, e sua superfície endurece e racha depois das
chuvas e das irrigações, se não forem escarificados a tempo. Em suma,
as plantas não podem enraizar-se com desembaraço, e o resultado é a
formação de bulbos pequenos, deformados, aumentando o número dos
charutos.
Técnicos americanos há que condenem os solos ácidos para a cultura da
cebola. Todavia, ela prospera bem, entre nós, em solos relativamente
ácidos, e, no Rio Grande do Sul, toda a cultura é feita em solos com
pH entre 5,5 e 6,0. Não sendo exageradamente ácido, o solo pode ser
utilizado para o plantio da cebola.
Preparo do Solo

Escolhido o terreno, passa-se a cuidar do seu preparo para receber a
cultura.
Logo que seja possível, após as chuvas de verão, já se começa a
trabalhar o terreno. Tal preparo consiste em arar e gradear a terra.
Trinta dias depois, nova aração e gradeação, convindo, dessa ver,
aprofundar um pouco mais a lavra, pois, ao contrário do que se pensa,
a cebola explora o terreno não só superficialmente, como, também, em
profundidade. A maioria das raízes se localiza de 40 a 50 cm de
profundidade, regular porção delas de 70 a 80 cm e, algumas, de 90 a
100 cm.
Convém notar que as raízes não descem, de inicio, perpendicularmente,
mas caminham cerca de 10 cm, paralelamente à superfície, e a 5cm de
profundidade, para depois baixarem às camadas mais profundas. Por
essa razão é que as capinas devem ser superficiais e cuidadosas, a
fim de evitar que as raízes sejam cortadas.

Como as raízes de cebola exploram o terreno em sua profundidade,
seria de esperar que, quanto mais profundas fossem as lavras e as
adubações, maior seria a produção. A experimentação, todavia, provou
não ser verdadeiro tal raciocínio. Experiências levadas a efeito no
IAC-SP, mostraram que, em terras profundas, não há vantagem em
aprofundar as lavras, porquanto a produção não se altera. Em terras
rasas, as lavras, além de certo limite, tornam-se prejudiciais, por
misturar o solo com o subsolo. Assim, não são aconselháveis arações
profundas, bastando uma lavra de 15 cm, mais ou menos.
A época de preparo do terreno tem grande influência, sobre a cultura.
Não é demais insistir em recomendar que a primeira aração seja feita
no término da estação das águas, isto é, em fins de fevereiro. Dessa
forma, a retenção das águas já contidas no solo será maior, devido ao
revolvimento da parte superior; haverá, ainda, pelo fato de a terra
estar bem solta, um maior aproveitamento por infiltração, das chuvas
que caírem daí em diante. Ademais, como a primeira aração é a mais
penosa, nessa ocasião, devido à umidade do solo, o trabalho será
facilitado.
Entre a última aração e o transplante das mudas, deve haver, no
mínimo, um intervalo de 15 dias.

Se a transplantação se der logo depois de uma lavra mais ou menos
profunda, pode-se esperar grande número de falhas, pelo fato de as
mudas caírem em camada de terra com baixo teor de umidade, devido à
evaporação provocada com o revolvimento da terra. Mesmo depois de
vingarem, as mudas não poderão dar bons bulbos, por causa do meio
impróprio que lhes foi proporcionado nos primeiros dias de vida no
campo, e tornam-se raquíticas.
Se a cultura não vai ser irrigada, é o bastante esse preparo. Quando
muito, pode-se utilizar um pranchão para aplainar mais ou menos o
terreno. Se vai ser irrigada por infiltração, e as linhas de
plantação forem longas, o trabalho de aplainamento deve ser perfeito,
para evitar o empoçamento de água.
Adubação

A adubação pode ser levada a efeito por dois diferentes métodos:
- nos sulcos de plantação;
- em sulcos laterais distanciados de 15 cm dos sulcos de plantação.
No primeiro, os adubos são aplicados nos próprios sulcos, por ocasião
do transplante das mudas, e, a seguir, bem misturados com a terra.
No segundo, só praticável quando a plantação é inteiramente feita a
arado, colocam-se os adubos nos sulcos que não levam mudas. Dos dois,
o mais recomendável é aquele em que os adubos são aplicados, nos
sulcos de plantação, uma vez que sejam bem misturados com a terra.
Calculo da adubação e calagem para a cultura da cebola

A adubação e calagem da cebola, assim como de todas as culturas, deve
ser feita com base na análise do solo.
- Calagem: Aplicar calcário, de preferência dolomítico, até alcançar
valor de V=70 %.

Cobertura: Aplicar, em duas vezes, 30 a 50 kg/ha de nitrogênio aos 30
e 45 dias após o transplante.

Adubação orgânica:
Incorporar restos de cultura; aplicar palhas, cascas, estercos,
tortas; 20 t/ha de esterco de curral bem curtido ou 5 t/ha de esterco
de galinha ou 2 t/ha de torta de mamona. Os estercos e tortas devem
ser aplicados 8 a 10 dias antes do plantio.

Sementes:
Para esse fim, as cebolas são colhidas bem maduras, e, depois da
cura, rigorosamente selecionadas, isto é, são colhidos bulbos
arredondados e não perfilhados. Apenas bulbos perfeitos, firmes e com
as características da variedade, serão reservados. Aqueles de
segunda, cujo diâmetro transversal varia de 40 a 55 mm, quando bem
escolhidos, dão ótimos resultados.
O trabalho de restiar é o comum, sendo as tranças amarradas em grupos
de quatro e dependuradas em travessas de madeira roliça, distanciadas
em 1 m, até a cobertura do galpão, ficando cada série á distância de
1 m, da seguinte.
Nesses varais, elas se mantêm relativamente perfeitas até meados de
abril ou princípios de maio, época de plantio. As podres vão sendo
retiradas, através de inspeções freqüentes. Os galpões precisam ser
amplos, secos e bem ventilados.
Pode-se também dispensar o restiamento, sendo os bulbos armazenados
em estrados ou tabuleiros, em galpões bem ventilados, com duas
camadas de bulbos, no máximo, a fim de favorecer sua conservação.
A gleba de terra escolhida para plantio dos bulbos deve ser bem
isolada de outras culturas de cebola, porque essa planta se cruza com
facilidade. Uma distância mínima de 2 Km assegura o isolamento do
campo.
Não será exagero recomendar que o campo de produção de semente seja
distanciada do campo de produção de muda, porque neles sempre aparece
certa porcentagem de hastes florais prematuras que iriam comprometer
o valor das sementes colhidas.
As baixadas férteis e enxutas, em geral, não dão boa produção de
sementes, apresentando, ainda, a desvantagem de serem muito sujeitas
a ataque de moléstias.

Por isso, terras de meia encosta com possibilidade de irrigação por
infiltração, são as mais recomendáveis.
O preparo da terra é idêntico ao usado na obtenção de bulbos,
variando só a distância de plantação. O espaçamento a ser empregado
deverá ser o seguinte: para duas linhas distanciadas de 0,80 m,
deixar um caminho de 1,50 m, afim de facilitar os tratos culturais,
principalmente as pulverizações. O espaçamento entre as plantas será
0,10 m.
Para terra de mediana fertilidade, dependendo de sua análise, a
adubação poderá ser a seguinte, por metro de sulco:

Esterco curtido de curral 5 quilos
Superfosfato (20% P2O5) 100 gramas
Cloreto de potássio (60% K2O) 20 gramas
Nitrocálcio (20% N) 40 gramas
Tais adubos serão aplicados nos sulcos, 8 a 10 dias antes do plantio
dos bulbos, á exceção do Nitrocálcio, que será aplicado em cobertura
aos 30 e 45 dias após o plantio, metade da dose em cada aplicação.

O Nitrocálcio poderá ser substituído por sulfato de amônio (20% N) ou
por salitre do Chile (15,5% N), levando-se em conta o teor em N.
Três meses após, quando já estão desprovidas de folhas, convêm chegar
terra às plantas, a fim de aumentar-lhes a estabilidade, pois as
hastes florais chegam a alcançar mais de 1 m de altura.
O plantio dos bulbos deverá ser efetuado de fins de abril a
princípios de maio. Cerca de 6 meses depois do plantio dos bulbos, dá-
se o início das colheitas, que se prolongam por 40 ou 50 dias.
A média de produção é de quatro a cinco inflorescência por pé,
chamadas cachopa, no Rio Grande do Sul, e em S.Paulo, sendo umbela o
nome certo.
Numa cultura normal, considera-se boa uma produção de sementes
equivalente a 10% do peso dos bulbos plantados.

Efetua-se a colheita quando cerca de 40% dos bulbos estão se abrindo.
Nesse ponto, a umbela de desprende com facilidade, bastando puxá-la
com a mão. São, então, colhidas em sacos e depois espalhadas em
galpões ventilados, em camadas de 7 a 8 cm, devendo ser revolvidas
uma vez por dia.
No caso de pequenas quantidades, estando secas, são postas em sacos e
cuidadosamente batidas com pau roliço. Para facilitar um revolvimento
perfeito e evitar que se rompam, os sacos não devem levar mais de um
terço da sua capacidade.

As sementes que caírem dos frutos durante a secagem das umbelas,
serão peneiradas, assim como as que foram batidas no saco.
Para grandes quantidades de sementes, existem máquinas que efetuam o
beneficiamento completo.
Germinação-índice

É imprescindível conhecer o valor germinativo das sementes, tanto
colhidas como compradas. Para tanto, faz-se o seguinte:

- Em um recipiente ou caixa de madeira com altura máxima de 5cm,
coloca-se areia bem limpa, até a metade;
- Sobre a areia coloca-se um pedaço de mata-borrão, com cem sementes
tiradas ao acaso do saco em que estavam guardadas; convém desinfetá-
las, para evitar o desenvolvimento de bolores, que inutilizariam a
experiência;
- Encharca-se o conjunto com água limpa, mas de modo que não fique
água acumulada no fundo do recipiente;
- Cobre-se o recipiente com um pedaço de vidro, deixando-se pequena
abertura para entrada de ar, ou com um pano esticado;
- Toda manhã, efetua-se nova irrigação, tendo o cuidado de não tocar
ou movimentar as sementes.
Quatro ou cinco dias após, começa a germinação. Vai-se, então,
diariamente, retirando e contando as sementes germinadas, até o
décimo dia. Pela contagem total das germinações fica-se conhecendo a
porcentagem de germinação das sementes; considera-se boa uma
germinação acima de 70 %.

Plantio
Época de Plantação
A cebola, para produzir bem, durante seu crescimento prefere
temperaturas amenas e, por ocasião da formação dos bulbos,
temperatura mais elevada. Chuvas bem distribuídas, durante toda a
fase de desenvolvimento, e um período seco, depois que os bulbos já
estão formados.

Essa é a razão de a cultura, no início, ter-se concentrado na zona
sul do Estado, onde chove mais no inverno e menos no verão, como no
Rio Grande do Sul.
Além disso, na primavera e no verão, no Estado gaúcho, os dias são
longos e quentes, formando um conjunto de fatores favoráveis à boa
formação dos bulbos.

Pelo exposto, fácil é deduzir que a cebola só pode ser cultivada,
economicamente, em São Paulo, num período restrito, que vai de março
a meados de outubro.
As semeações de fevereiro, época chuvosa e muito quente, são
perigosas, sendo comum à perda das sementes, pelo excesso de umidade,
ou a inutilização das plantinhas, logo após o nascimento, pela
manifestação de moléstias.

As plantas originárias da semeação desse mês apresentam hastes muito
grossas, que não tombam com o amadurecimento do bulbo, dificultando,
assim, não só a colheita como, também, a operação de restiamento. Há,
ainda, duas outras desvantagens: os bulbos mostram-se recobertos por
películas muito espessas, que lhes dão um mau aspecto externo, e as
plantas ficam com acentuada tendência de emitir pendão floral,
comprometendo o aspecto interno dos bulbos.
A experimentação tem demonstrado que, tanto no Planalto Paulista como
em regiões mais altas, a produção decresce nas semeações de abril,
sendo muito reduzida em maio.

Semeando tarde, a planta se desenvolve pouco, apresentando bulbos
pequenos, além dos chamados charutos - cebolas compridas, como o alho-
porro. Quanto mais tarde a cebola for semeada, mais curto será o
ciclo. Com a semeação em princípios de março, a planta terá
desenvolvimento normal, evitando-se o perigo das chuvas de verão,
porque a colheita será nos dias da primavera.
Se a fase de máximo desenvolvimento dos bulbos coincidir com forte
calor e chuvas demoradas, o prejuízo é certo, pois a planta entrará,
desde logo, no segundo ciclo, emitindo folhas e raízes novas. Dessa
forma, as cebolas não amadurecem porque, para tanto, são
indispensáveis a morte das raízes, e o murchamento da parte aérea.
Se forçarmos a colheita, prejudicaremos a qualidade do produto, pela
falta de uma cura perfeita, com perda das características das cebolas
amadurecidas em condições normais: cor brilhante e aspecto quebradiço
das películas exteriores. Nesse caso, todavia, a fim de evitar danos
totais, é aconselhável apressar a colheita, mesmo com a queda do
valor comercial do produto, que deve ser de consumo imediato.
Como as plantas colhidas assim possuem hastes muito grossas, o
trabalho de restiamento é facilitado com o destalo: corte
longitudinal das hastes, com um canivete, e retirada da parte
central. Com um pau roliço, dá-se uma pancada na haste, colocada
sobre um tronco de madeira: as folhas centrais se destacam com
facilidade, dando bons resultados.

São recursos de emergência, empregados por muitos cultivadores,
visando evitar prejuízo maior. Colhem bulbos ainda verdes, para
chegar mais cedo ao mercado, no intuito de alcançar preços mais altos
para o produto.
Canteiro de Semeação

A escolha do local e o preparo dos canteiros de semeação são
essenciais: nesse ponto, qualquer negligência aparentemente sem
importância poderá concorrer para malogro do empreendimento, logo no
início dos trabalhos da cultura. O canteiro de semeação precisa
situar-se o mais próximo possível do local escolhido para a plantação
definitiva, e não distante de fonte de água, para facilitar as
irrigações. O lugar deve ser pouco íngreme, bem batido de sol e longe
de árvores frondosas. Evitar as terras encharcadas, ou mesmo úmidas,
para fugir à manifestação da mela, moléstia comum em canteiros mal
cuidados. No seu preparo, toda precaução é pouca, visto que ele irá
receber sementes pequenas e delicadas.
O terreno escolhido será todo revirado a enxadão e destorroado à
enxada, para, em seguida, serem construídos os canteiros, seguindo as
linhas de nível do terreno. Se a área for grande, haverá vantagem no
emprego do arado e da grade.

Quando o terreno apresentar certa declividade, é conveniente a
construção de uma valeta na parte superior da série de canteiros, no
intuito de evitar as enxurradas.
Os canteiros muito largos têm a desvantagem de obrigar o operário a
demasiado esforço para atingir-lhes o centro, sem pisá-los. O ideal é
1,20 m, com a largura útil de um metro, sobrando 10 cm de cada lado,
para os bordos.
Convém que sejam pouco mais altos do que o terreno, para evitar
enxurradas e facilitar o escoamento do excesso de umidade, não além
de 10 cm, porém, nos terrenos comuns; caso contrário, ficaria
sujeitos a ressecamento. Só é recomendável maior altura, nos terrenos
úmidos ou em época chuvosa, quando convém incliná-los, ligeiramente,
para evitar empoçamento de água da chuva.
O comprimento do canteiro pode variar muito; os muito longos,
contudo, dificultam a passagem de uma série para outra. Um bom
comprimento é 10m. A direção deve ser sempre perpendicular ao declive
do terreno.

Os canteiros serão separados por caminhos de 50 cm de largura. A
separação de duas séries de canteiros precisa ter a largura mínima de
um metro, para facilitar a passagem de pessoas e de veículos pequenos.
Preparada a terra, espalham-se, por metro quadrado de canteiro e pela
superfície, 15 quilos de esterco de curral fino e bem curtido, 150
gramas de superfosfato simples e 30 gramas de cloreto de potássio,
incorporando-os à terra por meio de uma enxada. Com um ancinho,
nivela-se perfeitamente a superfície.

Os canteiros devem ter a superfície horizontal com o objetivo de
impedir o escoamento rápido da água de chuva ou de irrigação do
canteiro, irrigando-o fortemente, a seguir.
Não semear logo depois do preparo do canteiro, a fim de dar tempo a
que a terra se assente e os adubos fiquem bem incorporados a ela.
Decorridos oito dias efetuam-se a semeação, quando se deve tratar as
sementes com um desinfetante.

Um método prático para realizar esse tratamento consiste em colocar
um pouco de desinfetante junto com as sementes em um saco de papel,
agitando fortemente e peneirando sobre um papel: o excesso de
desinfetante é guardado.
Semeação

Semear o mais uniforme possível, em pequenos sulcos transversais ao
comprimento dos canteiros, com 1 a 1,5cm de profundidade e
distanciados de 10 cm. É conveniente misturar um pouco de areia às
sementes, para auxiliar a semeadura. Sendo a areia clara e as
sementes pretas, o operário sabe, com precisão, onde elas caem. Se
for bastante prático, pode dispensar a areia.
Cada metro quadrado de canteiro levará mais de cinco gramas de
sementes, evitando-se, assim, que as mudas nasçam amontoadas e
raquíticas.
As vantagens que a semeação em linha apresenta, sobre o sistema a
lanço, também recomendável, são estas: germinação mais uniforme,
insolação mais perfeita e arejamento mais adequado, possibilitando,
ainda, as capinas e escarificações, o que seria quase impossível no
sistema a lanço. Haverá, em conseqüência, produção de mudas mais
fortes, com menor perigo de manifestação de pragas e moléstias.
Um sistema prático para a semeação consiste em colocar, sobre o
canteiro de semeação, um marcador de linhas confeccionado da seguinte
maneira: tomam-se três tábuas de 1,50m de comprimento, unidas por
sarrafos do lado de cima, no sentido transversal ao comprimento
delas. Na parte das tábuas que irá assentar sobre os canteiros, serão
colocados, distantes entre si de 10 cm, sarrafinhos de seção
trapezoidal, com estas dimensões: base maior (que será colocada junto
às tábuas) = 2 cm; base menor (que formará o sulco de semeação em
profundidade) = 0,5cm, e altura (que dará a profundidade do sulco) =
1cm. O marcador é colocado na cabeceira de um dos canteiros e calcado
com o peso de um homem. Para facilitar-lhe o manejo, pode-se colocar,
em sua parte superior, duas alças, uma de cada lado no sentido do
comprimento das tábuas.
Ficarão, portanto, demarcadas, quinze linhas para semeação, distantes
entre si de 10 cm. A seguir, o marcador é mudado para frente, e
outras linhas ficarão demarcadas. Assim, a operação de marcação das
linhas torna-se simples, perfeita e rápida.

As sementes são, então, cobertas, com terra do próprio canteiro, e a
superfície deste, com uma leve camada de capim seco sem sementes ou
palha de arroz.

Irrigar, de manhã e à tarde, até alguns dias após a germinação, e,
daí em diante, só à tarde.
Retirar a cobertura, de uma só vez, a qualquer hora, se o dia estiver
nublado, ou à tarde, se houver sol, logo que a germinação tenha
início, o que se dará entre 5 e 7 dias após a semeação.

Não abusar das irrigações nas vésperas da transplantação, convindo
mesmo suspendê-la dias antes, para que as plantinhas se acostumem à
vida que terão no campo. Entretanto, deve-se irrigar copiosamente,
pouco antes do arrancamento das mudas, visando facilitá-lo.
Se, por quaisquer circunstâncias, as mudas não apresentarem um
aspecto muito satisfatório, haverá vantagem no emprego de uma solução
nutritiva, que poderá ser obtida com a dissolução de um grama de
Salitre do Chile e um grama de Superfosfato, por litro de água.
Irrigam-se os canteiros com cinco litros por metro quadrado dessa
solução, e, em seguida, com água, a fim de lavar bem as folhas.
Um grama de sementes de cebola possui cerca de trezentas sementes.
Para plantar um hectare, são necessários 900g de sementes, com 80% de
germinação. Não será demais, no entanto, o emprego de um quilo de
sementes por hectare, a fim de possibilitar boa seleção das mudas,
por ocasião do transplante.
Em condições normais, elas estarão prontas para serem transplantadas
de 40 até 80 dias depois da semeação. Antes dos 40 dias, terão hastes
muito finas, não suportando a transplantação. Depois dos 80, já um
tanto engrossado, em início de formação de bulbos, sofrerá maior
choque com o transplante, o que acarretará queda de produção por área.
As mudas de 40 dias somente poderão ser empregadas nas pequenas
culturas, onde os cuidados dispensados às plantas podem ser maiores,
pois com essa idade, as hastes são muito finas, não passando em
geral, de 3mm, sendo, também, reduzido o número de raízes, que não
vão além de dez.
Dos 50 aos 80 dias, as mudas poderão ser utilizadas nas culturas
extensivas, pelo fato de serem mais fortes e mais desenvolvidas,
facilitando o manuseio.
A idade das mudas, dentro dos limites citados, não tem grande
influência na produção. À medida que vão sendo plantadas com mais
idades, as colheitas vão se tornando mais tardias, o que tem grande
importância econômica - as cebolas enviadas mais cedo ao mercado
alcançam sempre preços melhores.
É fácil compreender que nem todas as mudas da mesma idade apresentam
hastes com diâmetro igual. São consideradas mudas de primeira as de
hastes com diâmetro superior a 5mm; de segunda, entre 4 e 5mm; e, de
terceira, entre 3 e 4mm. São tidas como refugo aquelas cujas hastes
apresenta menor diâmetro.
Por ocasião do plantio, não se devem cortar as pontas das folhas e
nem as raízes, deixando-as, como é costume, com 3 a 5 cm, apenas.

Tal operação, além do consumo de mão-de-obra, prejudica a produção.
As mudas arrancadas dos canteiros não oferecem dificuldades de
plantio, mesmo com raízes não cortadas.
Transplantação

A passagem das mudas de cebola, dos canteiros de semeação para o
lugar definitivo, constitui ponto de suma importância na sua cultura.
O lavrador não deve ter pressa na transplantação das mudas, porém
esperar, calmamente, uma boa chuva, já que a operação deve ser
efetuada com terra úmida, no intuito de evitar falhas. Como se disse,
a experimentação tem demonstrado que a produção de bulbos mantém-se
praticamente a mesma, quando são empregadas mudas de 50 até 80 dias
de idade. De modo geral, entre cinqüenta e sessenta dias, elas
atingem o melhor tamanho para transplante.
Os canteiros de semeadura devem ser copiosamente irrigados por
ocasião do arrancamento das mudas, o que muito facilitará o trabalho.
São três os métodos na transplantação das mudas:
- sulcos abertos e cobertos à enxada;
- sulcos abertos com sulcador e cobertos à enxada;
- sulcos abertos e cobertos com sulcador.

Em qualquer dos casos, os sulcos não devem ter mais de 6 cm de
profundidade, para que as mudas não fiquem muito enterradas.
No primeiro método, um operário vai abrindo o sulco, enquanto outro
vai colocando as mudas, em distância e posição certas, o que se
consegue com algumas horas de prática. Ao mesmo tempo em que um
operário abre um sulco, outro vai atirando terra no sulco aberto ao
lado, já com as mudas.
No sistema misto, um operário abre os sulcos com o sulcador, outros
distribuem as mudas nos sulcos abertos, as quais são enterradas por
outra turma, à enxada. Convém, que o sulcador não se distancie muito
dos plantadores, para a terra não secar. É esse o método mais usado
entre nós. Em geral, 8 homens plantam um alqueire de linhas durante o
dia, necessitando, cada homem, de dois distribuidores de mudas.
No último sistema, tanto o trabalho de abertura dos sulcos como o de
cobertura das mudas colocadas no seu interior, são feitos com o
emprego de sulcador. Para tanto, o sulcador abre um sulco onde são
dispostas as mudas; na volta, o sulcador atira terra nos sulcos, já
com as mudas. O novo sulco aberto não é usado. Efetua-se novo
sulcamento, cobrindo-se ao mesmo tempo o anterior, não utilizado;
nova distribuição de mudas no último sulco, e assim sucessivamente.

Como é fácil compreender, as mudas não ficam em posição vertical,
como se verifica ao serem plantadas à mão, e sim inclinadas, porém,
dentro de poucos dias, erguem-se.
Espaçamento

Em geral, é de 40cm a distância das linhas de plantação, quando as
capinas e escarificações são feitas à enxada. Essa distância é
elevada para 50cm quando os tratos culturais são efetuados com o uso
do Planet.
Quanto ao espaçamento dentro da linha, pode variar de 10 a 30 cm.
Experiências têm mostrado que a produção para uma mesma área aumenta
com a diminuição de espaçamento. Por outro lado, o tamanho do bulbo
também é atingido, de forma marcante, pela distância de plantação:
menor distância, bulbo menor.
Além de as plantações demasiadamente apertadas darem origem a bulbos
reduzidos, de baixo valor comercial, ainda apresentam a desvantagem
de dificultar a capina entre as plantas e facilitar a disseminação do
fungo causador da moléstia conhecida por queima das folhas, que se
caracteriza pelo secamento das extremidades das folhas das plantas.
Com um espaçamento médio de 15 a 20cm, a produção será satisfatória
e, os bulbos, de bom tamanho, alcançam preço compensador no mercado.
Multiplicação por bulbinhos

Em São Paulo, já é comum o aparecimento, em maio, junho e julho, de
réstias de cebola recém-colhida, embora a época normal da colheita
seja setembro-outubro. São bulbos resultantes da plantação de
bulbinhos colhidos no ano anterior.
O interesse dos lavradores por esse método de plantio de cebola vem
aumentado de ano para ano, concorrendo, conseqüentemente, para
diminuir a necessidade de o mercado paulista importar bulbos, no
período de entressafra de outras regiões.
Dentre as variedades que se prestam para a formação de bulbinhos,
destacam-se Baia Bojuda e Periforme. Entretanto, algumas linhagens
dessas variedades produzem bulbinhos que, na formação dos bulbos, dão
grande porcentagem de charutos, produtos sem valor comercial.
Para conseguir bulbos fora de época, é necessário cuidar
primeiramente da obtenção de bulbinhos.
Tal semeação é realizada em canteiros comuns, de 1,20 m de largura,
convenientemente adubados e em sulcos transversais distanciados de 15
cm.
Dependendo do poder germinativo das sementes, usa-se de 0,3 a 0,6
grama por metro de sulco. Existem máquinas manuais que, bem
reguladas, efetuam o serviço de semeação com rapidez e segurança. No
caso de empregá-las, o sulco de semeação será no sentido do
comprimento do canteiro.
A melhor época de semeação é a que vai de princípios de junho a
meados de julho, com a colheita dos bulbinhos em outubro-novembro,
quando as chuvas, menos freqüentes, permitem sua cura perfeita. Uma
vez colhidos e submetidos cura ao sol, mas protegidos pelas folhas e
depois em galpões arejados, armazenam-se em depósitos bem ventilados
até a época do plantio.
Para o armazenamento, colocam-se os bulbinhos em estrados ou
tabuleiros, que são empilhados uns sobre os outros. A camada de
bulbinhos em cada tabuleiro não deve exceder de 6 a 8 cm, para obter
maior aeração e evitar o seu apodrecimento.
Bulbinhos com diâmetro transversal entre 15 e 25mm são os melhores;
entretanto, podem-se empregá-los com menor diâmetro, pois estes
apodrecem menos no período de armazenamento, porém, apresentam mais
falhas no campo de plantação e dão origem a bulbos de tamanho um
tanto reduzido. Os de maior diâmetro, ou seja, acima de 35 mm, são
comerciáveis, têm peso mais elevado, pelo que não se recomenda seu
plantio, e apresentam o inconveniente de originar bulbos perfilhados
e defeituosos.
Os bulbinhos que forem apodrecendo durante o armazenamento deverão
ser eliminados. Na véspera da plantação, corta-se a haste rente ao
bulbinho.
A distância de plantio é igual à adotada rio sistema de mudas
originárias de sementes: 40x15 cm, e os tratos culturais também são
os mesmos, subindo de importância, porém, nesse caso, as irrigações
periódicas.
A melhor época de plantação de bulbinhos coincide com aquela
recomendada na semeação de cebola para cultura normal: fins de
fevereiro e meados de março. O ciclo será muito curto, as plantas
terão bom tombamento e o produto obtido, boa apresentação.
Para ser plantado, não é necessário que o bulbinho esteja com início
de brotação. O plantio de março será colhido em junho, quando o
produto alcança ótimo preço no mercado. Além de produzirem bulbos, os
bulbinhos também se prestam para conserva.

Cultivo:

Tratos

Os tratos culturais, muito limitados, resumem-se a duas ou, no
máximo, três capinas, quando o terreno é muito praguejado, e a
escarificações quando necessárias.

As enxadas empregadas devem ser estreitas e não muito afiadas,
podendo-se utilizar aquelas já bastante gastas.

Quando o terreno é bem solto, poderá ser usado o sistema dos
espanhóis que consiste num arco de barril, cujas extremidades são
solidamente amarradas-na ponta de um cabo de enxada. Fica o aparelho
com o tamanho e o formato aproximados de uma enxadinha, com a grande
vantagem de não ferir os bulbos nem romper as raízes situadas mais à
flor da terra.
Em terra leve e bem trabalhada, o emprego do cultivador manual Planet
Júnior é bem econômico para capinar e escarificar a terra entre
linhas, não deixar crescer muito o mato, pois, a máquina funcionará
mal.
Nas grandes culturas, pode-se mesmo usar cultivador maior, tipo
Planet, puxado por um só animal: nesse caso, as linhas de plantação
devem ser espaçadas de 50 cm.

As escarificações são efetuadas quando a superfície da terra se torna
dura, depois de algumas irrigações ou de dias de chuva.
A capina entre as plantas tem que ser feita à enxada, cuidadosamente,
a fim de não estragar as folhas e as hastes, ou ferir os bulbos em
formação. Pode se usar herbicidas para eliminar o mato.
Florescimento prematuro

As plantas que emitem hastes florais não formam bulbos, e, se o
fazem, são de má qualidade, não resistindo ao armazenamento; em
conseqüência, não são aceitos nos mercados, ou alcançam preço
bastante reduzido.

Diversos fatores determinam o maior ou menor aparecimento de hastes
florais, predominando, sem dúvida, o fator genético. Existem
variedades que apresentam esse defeito em maior escala.
O desenvolvimento da planta também tem bastante influência, pois
aquelas muito desenvolvidas têm mais tendência a apresentar essa
anomalia do que as menores. Quanto à temperatura, nota-se que mais
alta porcentagem de hastes florais ocorre após temperatura elevada,
no outono, e baixa, na primavera. Um outono quente concorre para
grande desenvolvimento da planta, e a combinação de planta bem
desenvolvida e primavera fria fornece condições propícias à emissão
das hastes florais.

Essas hastes têm maior probabilidade de surgir em solos pesados do
que em leves, e em baixadas úmidas do que em encostas. Evita-se, em
parte, esse mal, cortando as hastes à unha, logo que surgem.
Irrigação

Como a cebola, no Estado de São Paulo, é cultura de inverno, época em
que as chuvas são escassas, será vantajoso, para suprir a falta de
água, o uso de irrigações, seja por infiltração, seja por aspersão.

O gasto de água, na irrigação por infiltração, que é a mais
eficiente, é de 15 a 20 litros por metro quadrado, ao passo que, na
irrigação por aspersão, não vai além de 4 a 5 litros, dependendo da
quantidade e da freqüência das irrigações, como é natural, do tipo de
solo e da sua porcentagem de umidade.
Será de toda conveniência manter teor de umidade no solo durante todo
o crescimento da planta, até o bulbo atingir o máximo
desenvolvimento, quando devem ser suspensas as irrigações.
Tanto a deficiência de umidade como a umidade excessiva traz
prejuízos às plantas, denunciados pelo amarelecimento das folhas. A
carência de água concorre para o decréscimo de produção e retarda o
amarelecimento do bulbo. A umidade excessiva favorece o engrossamento
das hastes, o que dificulta o restiamento, tornando ainda os bulbos
aquosos e de pouca duração.

Na irrigação por infiltração, a água é levada para a parte superior
da cultura, com o emprego de bomba ou por um canal adutor, de onde
partem os canais distribuidores de primeira ordem, a pleno declive, e
dos quais saem os canais de irrigação, entre as linhas de plantação.
Para construção das linhas de plantação, pode-se empregar um nível
sobre um trapézio de madeira, o nível de borracha ou, então, a
própria água. Para isso, faz-se um sulco com uma enxada, partindo do
canal a pleno declive, e com a inclinação bem próxima à linha de
nível do terreno, o que se consegue observando o deslocamento da água
no trecho do sulco já construído.

Em seguida, constroem-se linhas de plantação paralelas ao sulco cujo
declive foi determinado pela água, até certo limite. Depois, rasga-se
novo sulco, com auxilio da própria água, como o primeiro, construindo
as novas linhas de plantação paralelas ao novo sulco, e assim por
diante.
Os canais de irrigação devem ter um declive suave, não além de 0,25%;
Maior inclinação provoca erosão, isto é, o arrastamento de partículas
terrosas, prejudicando ainda a própria irrigação, devido à má
distribuição de água ao longo das linhas de plantação.

Esses canais não devem passar de 8 a 10 m de comprimento, isto
porque, quando muito extensos, exigem aplainamento perfeito e
bastante dispendioso.
Outro sistema de irrigação por infiltração, muito usado pelos
lavradores paulistas, com ótimo resultado, consiste em construir
canais, com pouco declive, partindo do canal a pleno declive. Deles,
saem os canais de irrigação propriamente ditos, entre as linhas de
plantação, voltando em direção ao canal a pleno declive, com queda
mínima, aproximada, tanto quanto possível, da horizontal; irão, pois,
formar ângulo agudo com o canal de onde partem.
As linhas de plantação, nesse caso, não devem passar de 4 a 5 m de
comprimento. A fim de evitar arrastamento de partículas terrosas do
interior do canal distribuidor a pleno declive, formando valetas,
convém colocar capim seco ou palha de arroz, transversalmente ao
comprimento do canal, prendendo as pontas com terra e colocando leve
camada, na terra no centro, visando assentar o capim.

Para interceptar a água no canal em declive, dirigindo-a para os
canais entre as linhas de plantio, pode-se usar um saco com areia.
Esses canais podem ser construídos com a aiveca do próprio
cultivador. Pode-se economizar 50% do trabalho, sem grandes
desvantagens, alternando as linhas de irrigação.
Para irrigação por aspersão, constroem-se, dentro da cultura,
pequenos regos em declive, espaçados de 15 cm, com os percursos
interrompidos por pequenos tanques, de onde será atirada água às
plantas. Para as culturas maiores, há vantagem no emprego de bombas
especiais, canos leves providos de junções rápidas e aspersores
giratórios.

Colheita:
Uma vez completo o primeiro ciclo de plantio, o bulbo atinge o máximo
desenvolvimento, as raízes morrem, as folhas murcham e a haste tomba.
Em certos casos, tais como terreno úmido ou muito rico em nitrogênio,
a planta não tomba, pelo fato de a haste, também conhecida por
pescoço, tornar-se demasiadamente grossa. Com um pouco de prática, o
operário fica logo conhecendo a planta madura, pelo empalidecimento
da coloração das folhas, ou, então, batendo com a mão na planta, que
cai para o lado.
A colheita, em geral, é efetuada em três vezes, pois nem todas as
plantas completam o primeiro ciclo de uma vez. As plantas colhidas
são colocadas lado a lado, para secar, ficando os bulbos
resguardados, pelas folhas, dos raios diretos do sol.
Se o tempo estiver firme, não se deve apressar o recolhimento das
plantas arrancadas, mas deixá-las no campo até à tarde do dia
seguinte. Se não houver ameaça de chuva, convém mantê-las aí por mais
um dia. A permanência exagerada das plantas no campo, depois de
colhidas, traz desvantagens: pode acarretar a queima ou o murchamento
dos bulbos, comprometendo, assim, tanto o valor comercial do produto
como o seu armazenamento.
No Rio Grande do Sul, toda a cure se processa no campo, onde as
cebolas ficam cerca de 5 dias, protegidas pelas folhas, No Estado de
São Paulo, seria abuso o emprego desse processo, já que as chuvas
aqui são constantes no período de colheita - de meados de setembro a
princípios de novembro -intensificando-se o trabalho em outubro.
Em condições normais, um hectare de terra produz de 10.000 a 12.000
quilos de cebola vendáveis. Um homem colhe e transporta mais ou menos
750 quilos de bulbos por dia.
A colheita, o amontoamento das plantas no campo e o transporte para
os galpões devem ser feitos com todo o cuidado, porque os bulbos
feridos ou amassados são de fácil conservação.
A cura se completa, em ranchos espaçosos e bem ventilados. Com mais
dois ou três dias em tais ranchos as folhas tornam-se secas, os talos
murchos, e os bulbos, enxutos, ficando a planta em condições de ser
restiada.

Restiamento:
Depois de convenientemente curadas, as cebolas são reunidas em
réstias. Ë costume corrente começar cada réstia com os bulbos
maiores, decrescendo de tamanho em direção à ponta, prática essa que
não é das melhores. Seria conveniente que cada réstia tivesse bulbos
de um só tamanho, o que viria a facilitar, em muito, a
comercialização do produto.

De conformidade com lei federal em vigor, e segundo o diâmetro
transversal, a cebola é assim classificada:
- de primeira: acima de 55 mm;
- de segunda: entre 40.55 mm;
- de terceira: entre 25.40 mm.

É chamado "tipo conserva" aquelas com diâmetro inferior a 25 mm. G
claro que réstias com maiores bulbos terão menor número, para não
ficarem muito compridas.

Esse critério vem sendo adotado, há muitos anos, com ótimos
resultados, no Rio Grande do Sul. O restiamento é operação das mais
simples: fazem-me as réstias com tábua seca e umidecida por ocasião
do emprego. Para cada réstia, são usadas doze tábuas. Um homem faz,
mais ou menos, cem réstias por dia.

No restiamento, além da seleção por tipo, o operário vai pondo de
lado as plantas com bulbos feridos, destalados, murchos ou imaturos,
que são de pouca duração e mais sujeitos ao ataque dos agentes
causadores de podridão e que iriam comprometer os demais bulbos.

Armazenamento:
A questão do armazenamento cresce de importância, sabendo-se que o
preço da cebola cai logo após a colheita, para elevar-se novamente
depois, à medida que os meses vão passando, até ao início da nova
safra. Colheita de bulbos bem maduros cura perfeita e restiamento
cuidadoso: eis a base de um bom armazenamento.

É de suma importância assegurar um arejamento perfeito nos depósitos,
que devem ser amplo, fresco e seco. A umidade, relativa ideal para um
bom armazenamento deve variar entre 70. 75ºC.
As réstias são amarradas aos pares e dependuradas em travessas de
madeira roliça ou bambu, distanciadas de um metro, até a cobertura do
galpão, ficando cada série um metro da seguinte.

Por meio de inspeções freqüentes, retiram-se as cebolas estragadas e
brotadas, à medida que surgirem. Depois de cada inspeção, varrer
muito bem o piso do depósito, não deixando restos apodrecidos de
cebola, fonte de multiplicação de fungos e bactérias produtores de
podridão.
As cebolas de ciclo longo duram mais que as de ciclo curto; as
brancas, menos que as coloridas. As câmaras frigoríficas com
temperatura regulada de 2 a 4ºC, os bulbos permanecem em boas
condições, por longo tempo.

Embalagem e Transporte:
Para os transportes comuns, dentro do Estado, as réstias de cebola
são cuidadosamente colocadas em caminhões, formando diversas camadas.
Os lavradores mais caprichosos entregam as cebolas, para o mercado,
em sacos de aniagem de malha larga, cuja propriedade é de quarenta e
cinco quilos. Tais sacos fornecem bom arejamento para o produto, além
de torná-lo mais atrativo. Para transporte a longa distância, são
empregadas caixas de madeira, de diversos formatos.



Pragas e Moléstias:
Pragas

As pragas mais importantes são a tripse e a lagarta-rosca, a primeira
é um inseto muito pequeno, de 1 mm de comprimento, corpo delgado e
longo, de cor amarelo-pardo, muito ágil, conhecido pelo tripse -
Thrips tabaci Liderman. Vive nas partes invaginastes da base das
folhas e se alimenta da seiva e dos grãos de clorofila.
As plantas atacadas apresentam, nas folhas, manchas acinzentadas que
tomam, mais tarde, uma tonalidade prateada. Um exame dessas manchas
revela a destruição dos tecidos externos. É comum, também, o
aparecimento, na superfície das folhas, de pontos negros, produzidos
pelo excremento dos insetos.
Quando a população de insetos é muita elevada, o que ocorre,
comumente, nos períodos quentes e secos, os bulbos não se desenvolvem
normalmente, as folhas se tornam amareladas e com pontas secas e
retorcidas.
A Lagarta-rosca (Agrotis ypsiíon) é a larva de uma mariposa, e assim
chamada por se enrolar quando tocada. É cor de terra, mede cerca de 3
cm de comprimento e 0,5 cm de diâmetro, e corta as plantas rente ao
colo. Denunciam sua presença pelo aparecimento de pés caídos, pela
manhã, podados junto ao chão.

Moléstias

Entre nós felizmente, poucas moléstias atacam a cebola, citaremos as
principais:
- Mela: Conhecida assim no Brasil, nos Estados Unidos como damping
off, é bastante comum nos canteiros de semeação. Seu sintoma
principal é o apodrecimento da base da planta, rente à superfície,
bem como das raízes, tendo como conseqüência o tombamento da planta,
desprendendo-se do solo a parte aérea.

Essa moléstia não é causada por um único fungo, mas por um grupo de
fungos, que se aproveitam do estado de fraqueza das plantas nascidas
em canteiros mal localizados, ou com semeação muito densa.
Não há um tratamento específico para o seu controle. Com o objetivo
de evitar, em parte, a manifestação do mal, deve-se seguir a
orientação dada para a construção dos canteiros de semeação. Convém
frisar, entretanto, que local úmido e mal ensolarado, assim como
aglomeração de mudas' nos canteiros, concorre para manifestação da
mela.
Seu aparecimento se manifesta sob a forma de reboleiras, neste caso,
deve-se suspender as regas diárias, a fim de que o fungo encontre
condições adversas ao seu desenvolvimento, pois a falta de umidade
interrompe sua proliferação. É conveniente efetuar uma rega com
fungicidas indicados por técnico
- Podridão branca: Manifesta-se em qualquer fase da vida da planta,
ficando os próprios bulbos, depois de colhidos, sujeitos ao seu
ataque.

Como a cultura da cebola atravessa a estação fria do ano, essa
moléstia sobe de importância, porque o fungo causador - Sclierotium
cepivorum Berk encontra, entre 18 e 24ºC, a temperatura ideal para
seu desenvolvimento.
As plantas atacadas apresentam folhas amareladas e murchas, as raízes
apodrecem e se destacam do bulbo, ao ser a planta arrancada, ficando
na terra a coroa de raízes.

De início, as partes afetadas se recobrem de um bolor branco, com
aspecto de algodão, de onde surgiu o nome podridão branca. Esse
revestimento constitui o micélio do parasita, formando, depois,
corpúsculos brancos, quando novos e, mais tarde, pretos e
arredondados, com um quarto a meio milímetro de diâmetro,
assemelhando-se à semente de agrião, o que justifica o nome podridão
preta, que alguns lavradores lhe dão.
Esses corpúsculos, chamados escleródios, são os órgãos de resistência
do fungo, e podem permanecer na terra por vários anos, voltando à
atividade logo que as condições do meio lhes sejam propícias.
É moléstia de difícil controle, sendo todas as recomendações de ordem
preventiva: escolha de terra não contaminada; uso de mudas livres da
doença; rotação de cultura; destruição das plantas atacadas e
eliminação dos restos da cultura.
- Queima das folhas: Muito comum nos cebolais de São Paulo, é causada
por um fungo denominado Alternaria porri.

As folhas atacadas apresentam manchas pequenas, deprimidas,
irregulares, esbranquiçadas e de centro arroxeado.
Decorridas duas a três semanas do aparecimento dos primeiros sintomas
que são manchas escuras formadas pelos esporos, aparecem sobre a
lesão órgãos de multiplicação dos fungos. As partes atacadas absorvem
umidade, apodrecendo aos poucos. As folhas murcham, tombam e se
tornam secas nas pontas.
É comum, nas sementeiras, encontrarem-se mudas com as pontas das
folhas queimadas pala moléstia.

Os bulbos também podem ser atacados pelo fungo, que lhes causa
apodrecimento, a começar pelo pescoço.

As plantas enfraquecidas sejam pelas más condições do meio, seja pelo
ataque da praga tripse, são as mais sujeitas à contaminação.
O controle dessa moléstia é efetuado por meio de pulverizações
preventivas com fungicidas, dissolvido à razão de 200 gramas por 100
litros de água ou conforme orientação técnica.
Como é comum o aparecimento de tripse nas partes invaginantes
(talos/hastes) das folhas, convém misturar o fungicida com um dos
inseticidas recomendados para o controle dessa praga, de tal forma
que obtém-se uma calda de ação dupla: fungicida e inseticida.
O fungo ataca as flores, as folhas e, especialmente, as hastes
florais, ocasionando lesões claras que, depois, tomam uma tonalidade
róseo-arroxeada. Com as lesões, bastante graves, as hastes florais ficam enfraquecidas, tombando.

A manifestação da moléstia, na inflorescência, se manifesta pela
morte das flores e chochamento dos frutos em formação, ocasionando o
que os gaúchos chamam de careca da cebola.
O controle é feito com pulverizações preventivas, recomendando-se a eliminação das partas atacadas, antes da pulverização.
Obs.: O fungo Alternaria porri, muitas vezes, é confundido com o míldio - Peronospora destructor, de características semelhantes às
suas.
Convém notar que o mais importante, para o controle dessa moléstia, é o emprego de bulbos sadios e de terra nova de meia encosta, porque as
baixadas são muito sujeito ao ataque do fungo.



- Curiosidades:

Segundo relatos de alguns historiadores, este produto chegou a ter um valor tal, que era usado como pagamento de rendas, na Europa Medieval, para onde foi levado pelas caravelas de Cristovão Colombo. Sagrada entre os egípcios, cultivada também pelos romanos, presente no cabrito dos Bizantinos, e ingrediente indispensável no pão que servia como base à alimentação dos Assírios, a cebola era consumida em grande quantidade pelos soldados, por ser considerada grande fonte de vigor e coragem.
É uma das hortaliças mais cultivadas no Brasil.

Fontes:
http://pt.wiktionary.org/wiki/cebola
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebola
http://www.sensibilidadeesabor.com.br/cebola.html
Que não estão mais disponíveis:
http://www.plantaservas.hpg.ig.com.br/arquivos/ervas/cebola.htm
http://www.vidaintegral.com.br/nutricao/alhocebola.php
http://www.vegetarianismo.com.br/cebola1.htm
http://criareplantar.com.br/agricultura/cebola/cebola.php?tipoConteudo=texto&idConteudo=1334

- Veja também:
Calendário Lunar
A Araucária
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...