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26 de abril de 2012

CD Bicicleta












Por Adrian Rupp

Reuni em um CD informações para ajudar a usar bicicletas de forma mais autossustentável em comunidades.


Lembro sempre que a adoção de bicicletas não é obrigatória para uma comunidade, existe todo um leque de alternativas de transporte autossustentável que merece ser avaliado.

Usei racionamento de mídia, o que significa bastante conteúdo em pouco espaço de memória.

São videos, textos imagens sobre manutenção de bikes, cicloturismo, etc.
Não sei quanto tempo o arquivo estará on-line pois atualmente estamos numa crise de armazenamento de arquivos grandes na Internet.

Tamanho do arquivo:  701,87 MB
Formato: .iso

Link para baixar a imagem de CD:
http://uploaded.to/file/59zqq5e9
clique em 'free download' e espere uns segundos, depois clique em 'donwload starten'.

10 de abril de 2012

Bicicleta autossustentável



Por Adrian Rupp


Introdução

A ideia neste texto é apresentar dicas para que comunidades possam adotar a autossustentabilidade no uso de bicicletas.

Antes de tudo usar bicicletas numa comunidade é opcional. Toda a comunidade necessita de soluções de transporte, mas é preciso avaliar as condições ambientais e custos das alternativas escolhidas. O paradigma ocidental coloca o automóvel como meio de transporte central e o transporte terrestre como principal, porém numa comunidade alternativa não precisamos ficar tão limitados. No geral ao longo da história, comunidades humanas preferiram o transporte à pé ou aquático por sua fácil manutenção, baixo custo, liberdade, discrição e empoderamento humano. De outro modo, a civilização ocidental priorizou a velocidade e o conforto.

Normalmente quando dirigimos um carro estamos perdendo poder enquanto quando andamos de bicicleta, por exemplo, estamos ganhando poder. Um carro exige altos custos que são pagos com várias horas trabalhadas. Enquanto uma bicicleta exige baixos custos e nos ajuda a desenvolver capacidades físicas. Este é o empoderamento que a bicicleta trás. Poderia-se argumentar que o carro trás uma liberdade que a bicicleta não permite. Porém essa liberdade precisa ser comprada e para mim pagar para ser livre não conta como liberdade.

Não sou especialista em bicicletas então certamente meu texto não vai estar tão profundo quanto poderia, mas vou apontar uma direção que pode ser tomada.

Então vamos ao que interessa.


A escolha da bicicleta

Uma bicicleta autossustentável não depende de estradas asfaltadas ou de uma manutenção complexa. Sendo assim nos aproximamos de uma montain bike e evitamos sistemas de suspensão que exigem muita manutenção. Existem também bicicletas que são vendidas no interior, geralmente sem marchas, com manutenção simples e com proteção contra lama e poeira. Aparentemente são mais preparadas para estradas de chão batido, mas tenho dúvidas se elas funcionariam em terrenos mais acidentados. Normalmente elas não usam cabos, que é um item pouco durável nas demais bicicletas.

Creio que o minimo seriam 4 bicicletas: Duas em uso para viagens em duplas e duas sobressalentes para fornecerem peças. A comunidade pode tanto tratar a bicicleta como um bem particular quanto como um bem público do coletivo, ou mesmo ter bicicletas que são do coletivo e outras que são de indivíduos.


A oficina

A oficina é o espaço de aprendizado, trabalho e socialização. Aqui estão reunidas as ferramentas, peças sobressalentes e estrutura para viabilizar o conserto de bicicletas e o empoderamento das pessoas. Claro que numa comunidade nova não conseguimos ter uma oficina exclusiva para bicicletas e usamos a mesma oficina para várias atividades diferentes.

O ponto mais delicado para a autossustentabilidade de bicicletas é o óleo lubrificante. O lubrificante é um item consumível daí a importância de produzir tal óleo. Geralmente os óleos comerciais são derivados do petróleo e são extremamente perigosos para o meio ambiente. O ideal é desenvolver um óleo a partir de alguma planta que seja abundante na comunidade. Infelizmente este tema está muito pouco desenvolvido. Algumas comunidades produzem óleos, principalmente óleo de coco, mas não sei se é viável como lubrificante para bicicletas. Talvez cera de abelhas derretida, mas nunca foi tentado pelo que sei.

Outro ponto delicado são as câmaras das rodas que podem furar facilmente. A manutenção é feita com adesivos especiais, portanto o ideal seria encontrar uma alternativa de manutenção mais autossustentável.

As ferramentas usadas geralmente são duráveis, basta observar as orientações de conservação. Mantendo ainda uma sobressalente podemos passar vários anos sem nos preocuparmos com isso. Existem ferramentas duráveis que são específicas para a manutenção de bicicletas que precisam estar na oficina.


A Saúde

A nossa saúde pode ser afetada pelo uso das bicicletas. É importante cuidar com os bancos duros e os problemas de próstata. Cada um precisa respeitar seus limites físicos para não sofrer com dores no dia seguinte. Uma viagem pode exigir conhecimentos e itens de primeiros socorros. Creio que o ideal é fazer as viagens em duplas. Acidentes sempre são um risco e o melhor é estar preparado. Vejo o capacete como indispensável pois já quebrei um por uma irresponsabilidade minha em alta velocidade e sem ele provavelmente eu não poderia ter voltado à pé.


A informação

Para viagens mais longas se faz necessário informações sobre o percurso. Tais informações podem ser registradas em guias contendo dicas sobre rotas, distancias, tempos previstos, condições de estradas, pontos para alimentação, descanso, socorro, perigos, climas, etc. Estes guias podem ser compartilhados com outras comunidades que também utilizam bicicletas. Pode ser necessário que uma dupla faça uma viagem que nunca vez antes e assim este tipo de guia pode ser vital.


O lixo

Todas as peças da bicicleta precisam receber novas utilidades quando não servem mais em bicicletas. Como já disse em outro artigo, é só uma questão de abstrair o uso habitual e olhar friamente para o objeto e suas características. Um pneu de bicicleta careca é flexível, circular, macio, preto, pode ser usado como brinquedo infantil. Três ou quatro destes empilhados com uma placa grande de vidro cobrindo e com uma panela preta dentro e temos um fogão solar.
Raios estragados são metálicos, duros, dobráveis, podem ser dobrados para virarem brinquedos ou dobrados para ajudar a desentupir ralos de pias. E assim por diante, é só aplicar a criatividade.

Partes de bicicletas são usadas para fazer geradores:
http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1698656-4528,00.html

E Máquinas de lavar (dica da amiga Andréa Xavier):
Para lavar ropa, una bicilavadora
http://news.bbc.co.uk/hi/spanish/science/newsid_7926000/7926404.stm
http://www.youtube.com/watch?v=eL3bY6tpkf0


Desenvolvimentos avançados

Existe o nível básico de autossustentabilidade de bicicletas: ter peças e ferramentas sobressalentes, produzir lubrificante e ter pessoas capazes de consertar e de andar de bicicleta.

Mas algumas comunidades podem ir além: construir bicicletas de bambu, produzir peças, produzir ferramentas, etc. e ofertar às comunidades vizinhas por meio da economia do dom, permuta ou moedas locais.

Alguns passo-a-passo destes desenvolvimentos avançados:
How to Build a Bamboo Bicycle
http://www.instructables.com/id/How-to-Build-a-Bamboo-Bicycle/

Bamboo Bike Frame.
http://www.instructables.com/id/Bamboo-Bike-Frame/

How I built a carbon bike frame at home (and a bamboo frame too)
http://www.instructables.com/id/How-I-built-a-carbon-bike-frame-at-home-and-a-bam/

Build a Bamboo Bicycle (And Light it up!)
http://www.instructables.com/id/Build-a-Bamboo-Bicycle-And-Light-it-up/

1 de abril de 2011

Videos Doma Racional de Cavalos

Seleção de vídeos sobre doma racional de cavalos.

Record Rural - Conheça uma nova forma de doma de cavalo
http://www.youtube.com/watch?v=pAZ-EGjvD1Q



Doma Racional-Monty Roberts
http://www.youtube.com/watch?v=p_0q4HMjirs



Doma Racional de Cavalos - www.videopar.com.br
http://www.youtube.com/watch?v=HkdBR3N8X-c



Doma Racional - Colocar Cavalo em Trailer - Parte 1 de 2
Uso da técnica de Doma Racional para se treinar um cavalo a entrar num trailer.
http://www.youtube.com/watch?v=ryp8YwKJfKU



Doma Racional - Colocar Cavalo em Trailer - Parte 2 de 2
http://www.youtube.com/watch?v=5vp6CUKTtfc



Doma Racional - Linguagem Corporal
http://www.youtube.com/watch?v=0ATf5Ip17Lc



Monty Roberts Join Up Example
(English)
Monty breaks a horse and saddles him and gets a rider on him in less than thirty minutes
http://www.youtube.com/watch?v=9Dx91mH2voo



"Como amansar caballos sin golpes"
(español)
http://www.youtube.com/watch?v=XMMpO3BIr90

27 de março de 2011

Ferrar sem Prejudicar

Por Centran Toledo



Alguns cuidados para ferrar com responsabilidade o seu cavalo estão a seguir:

1 - Conheça o ângulo da paleta do seu cavalo antes de se aventurar cortando o casco. Apare os cascos anteriores (mãos) e tente colocá-los com o mesmo ângulo da paleta. Confira o ângulo dos cascos com um gabarito angulador de casco. Os ossos digitais devem ser alinhados, de forma que colocando-se uma linha reta do meio do boleto e meio da quartela (falanges) ela deve passar pelo emio do casco, alinhada com as suas cânulas naturais (linhas verticais do casco). No casco achinelado as linhas do casco não concindem com este alinhamento da quartela , porque o casco tem ângulo menor do que a paleta e a linha é quebrada para baixo (lado do chão).

2 - Limpe a sola, abra os 3 canais da ranilha de forma a deixar passar o dedo mínimo para entrar ar , obtenha a concavidade da sola e não corte jamais as barras, pois ela são a continuidade da muralha de sustentação e garantem 30% da sustentação do cavalo.

3 - Assegure que os cascos estão balanceados no sentido médio-lateral ( largura) e ântero-posterior ( comprimento). As metades do casco esquerdo, por exemplo, devem ser iguais, assim como os comprimentos desde a pinça até cada um dos talões. Depois confira para que os cascos dianteiros sejam iguais entre si. Quando aparar os cascos traseiros, siga as mesmas instruções. Assim, quando o cavalo coloca o casco no chão ambos os talões apoiam no chão ao mesmo tempo e o casco rola a pinça no meio, o desgaste da ferradura ocorre exatamente na frente e o vôo ou breakover é elegante e para a frente (avante).

4 - Escolha a ferradura de acordo com as necessidades do cavalo e ajuste-a ao casco bem aparado. A ferradura deve proteger toda a muralha de sustentação, apoiando-se até o final do talão, sem obstruir os canais da ranilha e possibilitando expansão da muralha nos quartos e talões. Nos posteriores, a ferradura pode ter ligeiro sobrepasse de talões, nos animais de talões fracos ou escorridos, de forma a dar maior base de sustentação para o cavalo. A mesa da ferradura é escolhida de acordo com a atividade do cavalo. Mesa estreita (filete) para corrida, mesa média ( 17mm) para trabalho, treinamento e lazer e mesas mais largas para esbarro( 25mm) ou tração. O material da ferradura ( aço, alumínio puro, liga de alumínio, poliuretano com alma de alumínio e outros metais especiais), bem como os demais acessórios ( guarda casco, agarradeiras, palmilhas, talonetes e até rampão) devem ser escolhidos de acordo com a atividade , de preferência com conhecimento, para não prejudicar a performance do
animal.

5 - Fixe a ferradura com o cravo adequado, escolhido de acordo com a espessura da ferradura e com o canal ou craveira, de forma que a cabeça do cravo fique totalmente embutida na concavidade do buraco ou canal da ferradura. Os dois últimos cravos a serem pregados não devem ultrapassar a "linha do juízo do ferrador", ou seja, a linha imaginária que une o final dos médios do casco, antes dos talões. Complicado? Não. Imagine o meio da ranilha, com o casco levantado, e trace uma linha para os dois lados. Ela passará sobre a muralha de sustentação (onde a ferradura apoia) exatamente no lugar dos últimos cravos, em cada lado da ferradura. Esta é a " linha do juízo do ferrador".

6 - Depois de bater os dois primeiros cravos (ombros) e os dois últimos ( talões) da ferradura, bata o guarda casco (se houver). Apoie o casco com a ferradura no chão e observe se a linha imaginária que passa pelo meio do boleto, da quartela e do casco (eixo ântero-posterior do digital) está reta. Se estiver tudo bem, pregue os demais cravos, lembrando que uma boa ferradura terá, no mínimo, 5 furos de cada lado e furos nos talões para colocar agarradeira ou cravar talonetes , calços para corrigir aprumos ou palmilhas. Ferradura barata com três ou quatro furos de cada lado nem sempre atende as necessidades do seu cavalo.

7 - Por último, mas não menos importante, depois de acabar de fazer o serviço, não esqueça de repor o verniz dos cascos com o CASCOTÔNICO, para devolver também a flexibilidade, incentivar o crescimento e proteger a sola, paredes e ranilha contra as brocas , frieiras e podridão.

Estas são as principais dicas para você fazer ou gerenciar o ferrageamento dos seus cavalos.
Se os termos usados são familiares a você e ao seu ferrador, parabéns, você está dominando o assunto. Mas, se houver dúvida, venha fazer um curso no Centran Toledo, para aumentar a performance dos seus animais, com o mínimo de afecções. Lembre-se , que o ferrador que não é competente, ferra o dono e o cavalo...

Fonte:
http://www.hipismobrasil.com.br/ferrageamento/ferrar_sem_prejudicar.asp
ou
http://tudosobreoscavalos.nireblog.com/post/2008/03/27/ferragem-sem-prejudicar-o-cavalo

14 de setembro de 2010

Taquago

Por Adrian Rupp

Taquago: Jogo de montar feito com taquaras

Eu nunca fiz este jogo então tudo exposto aqui é teoria, mas imagino que um dia terei os recursos necessários para fazê-lo. Sei que já existe um jogo de montar peças de bambu chamado Bamcriar, mas não consegui detalhes de como ele é feito. Mas minha idéia surgiu por eu brincar muito com esse tipo de jogo na infância, porém usando peças de plástico e quando eu tentei fazer um jogo de xadrez de taquaras.

Jogos de montar são interessantes para o desenvolvimento intelectual das crianças. Brinquedos feitos com materiais naturais ajudam as crianças a terem intimidade com tais materias o que é importante para o uso destas materias-primas na vida adulta.

Não desenhei este jogo da melhor ou da única maneira possível. Isto é só uma sugestão. Por exemplo, as ranhuras para encaixe podem ser ignoradas e o jogo se limitar à empilhar as peças de modo criativo. Como a materia-prima e a produção são locais é possível criar novas peças e aperfeiçoar o jogo continuamente. Situação oposta ao jogos de montar de plástico onde as peças só se somam via compra e se perdem e se estragam poluindo o meio ambiente. Aqui está um brinquedo que não polui para provar que podemos superar o paradigma que só produz lixo.

Pelo pouco que sei sobre tratamento de bambu, manter as taquaras no Sol após o corte é o suficiente para a secagem, o que penso que basta de tratamento para esse uso.

Pequenas falhas de simetria, principalmente produzidas pela variação da espessura da parede das taquaras, não são um grande problema. Uma peça encaixar e outra não, um lado da peça encaixar e outra não, esse tipo de coisa reproduz bem a vida real e portanto tem caráter educativo.


Apresentação das Peças

Peça 1 - Roda

O jogo todo poderia se resumir a um conjuto dessas peças que podem ser empilhadas de diferentes formas. Mas Preferi um desenho mais sofisticado que permite montagens mais interessantes.

Não sei exatamente qual seria a medida ideal da altura, mas deve ser suficientemente alta para que seja possível manter a durabilidade mesmo com os furos que são feitos. É melhor que tenha quatro rasgos de encaixe permitindo encaixe em duas posições diferentes.
achei interessante que a peça fique de pé mesmo que seja posta de lado.

Peça 2 - Calha

Para fazer essa peça basta dividir a taquara ao meio e fazer as entradas para encaixe. O comprimento base que sugiro é o diametro externo da roda. Poderiam ser feitas com várias medidas: 1 roda, duas rodas e 3 rodas.
As ranhuras de encaixe poderiam ter diferentes orientações.

Peça 3 - Meia Calha

Para fazer essa peça basta dividir taquara ao meio e dividir essa metada ao meio novamente. Assim ela representa 1/4 do círculo.

Peça 4 - Viga

Essa peça representa 1/8 do círculo. É ela que faz a ligação entre as demais peças. As ranhuras das outras peças são feitas de tal modo que esta peça possa entrar. O comprimento pode variar como acontece com as outras peças, seguindo o diametro externo da taquara.

Aqui está então. Aceito sugestões de melhorias.

- Veja também:
Diferentes usos dos bambus
Vídeos Tricô de dedo
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