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30 de março de 2015

Hospedando Sites em Redes Livres


Por Adrian Rupp



Introdução

Redes livres são redes de computadores que são administradas pelos próprios usuários. Elas são uma alternativa a Internet, embora em alguns casos estejam ligadas a ela. Elas são um esforço para termos uma rede com mais poder e controle descentralizado, e menos censura. Para saber mais: www.redeslivres.org.br

Divido as aplicações das redes livres em dois grupos: interativo e lote. Aplicações interativas são as que exigem a presença de pessoas em cada ponta da comunicação para funcionar, como por exemplo: bate-papo, troca de arquivos, jogos eletrônicos. Aplicações em lote são as que funcionam automaticamente, basta ativar para que a função fique disponível para quando alguém quiser utilizar, como por exemplo: câmeras de vigilância, transmissão de audio ou vídeo, ou mesmo um site.

Neste artigo vou apresentar algumas ideias para hospedar sites em redes livres. Com esse recurso você pode compartilhar textos, imagens, vídeos, etc. de modo fácil e gratuito, mesmo onde não há redes de celular ou Internet. Pode também facilitar o acesso de conteúdos de um dispositivo para outros, como acessar vídeos que estão num disco rígido através de um celular por exemplo.

O Que é Preciso?

Lista do que é necessário para hospedar um site numa rede livre:

Item 1. Dispositivo capaz de criar redes wi-fi ou com placa de rede para redes cabeadas, ou PC com placa de wi-fi. Ou seja, qualquer smartfone com Android e wi-fi, qualquer notebook com wi-fi e qualquer PC com wi-fi ou entrada para cabo de rede. Também é possível com Pocket PC com wi-fi e Windows Mobile. O alcance está diretamente ligado ao hardware. É possível fazer antenas externas de wi-fi em casa para ampliar o alcance e usar refletores de sinal caseiros para garantir que o sinal seja melhor numa direção do que em outra. Veja mais em: cienciacompartilhada.blogspot.com.br/2013/04/antena-wireless-caseira.html

Item 2. Um programa de web servidor, disponível para Windows, Android, Linux, Windows Mobile e outros sistemas operacionais.

Item 3. Um site para hospedar.

Como conseguir cada item?

Item 1. Graças a desvalorização dos PCs, um computador adequado para esse função pode ser encontrado de graça. Se ele não tiver wi-fi, um adaptador wi-fi pode ser encontrado por menos de R$ 50. Muitas pessoas tem smartfones com Android e wi-fi que também podem ser usados.

Item 2. Um programa de web servidor pode ser baixado gratuitamente da Internet. É uma coisa legal de você também oferecer no seu site e ajudar a reduzir a dependência da Internet. No Linux existe o famoso Apache2 (httpd.apache.org) , que pode ser encontrado no repositório da maioria das distribuições. No Android uso o Palapa Web Server (alfanla.com/palapa-web-server). No Windows Mobile há o MobileWebServer (http://www.sphinx-soft.com/MWS/order.html).

Item 3. Você pode criar um site novo usando o LibreOffice ou outro editor. Alternativamente (ou complementarmente) pode baixar um ou mais sites da Internet e oferecer na sua rede com o programa HTTrack Website Copier (https://www.httrack.com/page/2/en/index.html). Além disso, muitos web servidores listam os arquivos o que permite disponibilizar conteúdos sem precisar criar páginas para navegar. É mais rápido, mas o visual fica mais pobre.


Criando o Site

Os sites normalmente devem estar no formato .html. Existem vários programas que permitem editar esse tipo de arquivo.

Tive problemas no LibreOffice 4.2.7.2 então sugiro salvar no formato .odt e só por fim salvar em .html, pois o Libreoffice está com problemas em abrir arquivos .html que ele mesmo criou. Cuide também para ter sempre cópias de segurança para não perder seu trabalho acidentalmente.

Sugiro usar um layout parecido com a timeline do Facebook. Muitas pessoas, principalmente jovens, tem sua experiência de sites bem limitada ao Facebook e fica mais atraente a interface quando ela lembra algo familiar. É interessante observar a evolução do visual de sites, de palavras sublinhadas que levavam para outros tópicos, com presença mínima de imagens, a sites ricamente ilustrados, criados por artistas gráficos. Os primeiros sites, das palavrinhas sublinhadas, não eram deste modo apenas por serem feitos por técnicos de redes, mas também para facilitar o acesso as páginas em conexões de baixa velocidade.

Normalmente a pagina inicial se chama index.html

Conteúdo
Você precisa se perguntar:
- Quem irá acessar o site?
- Que conteúdo é importante disponibilizar?

Creio que o interessante é combinar os tipos de conteúdos e colocar um pouco de cada:
- O que é importante disponibilizar
- O que você quer disponibilizar
- O que dá audiência

Tamanho dos arquivos
O tamanho do site depende da memória do dispositivo. Recomendo usar a estratégia de racionamento x/20, onde o espaço total disponível é dividido por 20 e assim definimos o tamanho máximo de cada arquivo. Por exemplo, para um disco rígido de 500Gb temos um tamanho máximo de arquivo de 25Gb. Isso é especialmente recomendado para casos onde se tem pouca memória e queremos garantir que o dispositivo tenha espaço disponível para outras aplicações, como num smartfone. É bom lembrar que arquivos menores são transmitidos mais rapidamente pela rede.

Juntando Tudo e Fazendo Funcionar

Passo a passo então:
1. Instale o web servidor: Baixe o webservidor adequado para seus sistema e instale ele.

2. Copie seu site para a pasta correta
Seja lá qual for o web servidor e sistema operacional há uma pasta onde você deve colocar o seu site para que fique disponível na rede. Normalmente os web servidores são ativados automaticamente quando são instalados. A página inicial normalmente deve se chamar index.html.
Android: No caso do Palapa Web Server a pasta é /sdcard/pws/www
Linux: No caso do Apache2 a pasta é /var/www/html . Cuidado com as permissões, para garantir que qualquer um possa ver os arquivos.

3. Teste o funcionamento
O primeiro teste é abrir o navegador e digitar no campo de endereço 'localhost'. Se a sua página apareceu, seu site está funcionando e seu web servidor também.
O segundo teste é digitar no campo de endereço do navegador seu  ip, algo tipo '10.42.0.1'. Em alguns casos também é preciso indicar a porta que normalmente é 8080 (ou 80), ficando assim '10.42.0.1:8080'. Se aparecer sua página isso significa que seu site está pronto para ser acessado por outros dispositivos conectados na rede.
O terceiro teste é conectar um dispositivo (PC, smartfone, notebook, etc.) na rede, seja por cabo ou wi-fi, abrir o navegador do dispositivo e digitar no campo endereço o ip do dispositivo onde está o site. Se sua página aparece no outro dispositivo conectado isso é a prova definitiva que seu site está pronto para ser acessado por outros dispositivos.

Como os outros podem acessar seu site?

Dois modos principais:
1. Você divulgando sua rede e/ou seu site e endereço de ip onde está o site. E a forma mais comum de alguém entrar no seu site.

2. A pessoa fazendo uma varredura por portas abertas nos dispositivos conectados na rede. No Linux um programa que recomendo que faz isso é o 'Zenmap'. É a forma mais incomum de alguém acessar seu site já que poucos fazem esse tipo de varredura. Mas isso é interessante caso um site de algum amigo mude de ip e você queira encontrar rapidamente. Você também pode usá-lo para saber quantos dispositivos estão conectados na rede no momento. No Android existe o Net Scan (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.wwnd.netmapper) e o Fing (http://www.apk4fun.com/apk/1070/), entre outros.

Concluindo

Hospedar sites em redes locais ou redes livres é um recurso pouco conhecido e pouco utilizado mas que pode ser útil em diferentes momentos, como por exemplo se você quer compartilhar um conteúdo com várias pessoas ao mesmo tempo e elas estão próximas a você. Também permite que o conteúdo fique acessível sem depender da Internet e sem custos financeiros.

Espero que possam usam esse recurso e facilitar o acesso a informação e ao lazer para além da Internet e sua vigilância e censura.

26 de fevereiro de 2012

Dicas para a autossuficiência na Informática




Por Adrian Rupp


OBS: Conceito alterado de 'informática autossustentável' para 'autossuficiência na informática' para evitar confusão com a ideia de uma informática que se mantém sem a intervenção humana e para deixar claro que é a aplicação do modelo da autossuficiência econômica na área da informática.(21/11/2023)


1. Produzir eletricidade
É a questão mais importante. A eletricidade pode ser produzida pela própria comunidade e utilizando recursos naturais como os movimentos, o Sol, os ventos, os rios, gazes, as mares, etc. O ideal é possuir mais de uma fonte para situações de contingencia.

2. Fazer a manutenção
Computadores sem manutenção se tornam lixo assim é necessário realizar reparos com o tempo. Tais reparos exigem ferramentas, conhecimentos técnicos e peças sobressalentes. O recomendável é ter mais de uma pessoa na comunidade qualificada para realizar a manutenção e ter no mínimo um computador reserva com peças intercambiáveis.

3. Racionalizar o uso das mídias
O racionamento de mídias mudou bastante minha vida. Antes eu gravava um filme de 700Mb num CD e achava que fazia um bom aproveitamento. No fim tinha uma grande pilha de CDs e perdia toda a mídia por qualquer pequeno defeito. O pendrive ou o palmtop sempre pareciam ter muito pouca memória. Hoje meu pendrive parece um canivete suíço digital, assim como DVDs e CDs que gravo. Dificilmente falta espaço no palmtop ou pendrive.
O segredo é simplesmente limitar o tamanho de cada arquivo ou programa a 5% da mídia. Por um lado você limita bastante o que vai guardar na mídia, por outro, vai ter muito mais conteúdo e/ou funções em cada mídia e um pequeno defeito não transformará a mídia inteira em lixo.
Isso é o fim das monoculturas dentro das mídias.

4. Manter backups
Todas as mídias, digitais ou não, são falíveis, portanto se faz necessário fazer cópias de segurança de tudo que for importante.

5. Reduzir a dependência da Internet
A Internet é uma rede extremamente centralizada, o que a torna frágil. Creio que o melhor seria criar novas redes descentralizadas e não hierarquizadas como as redes mesh, mas esse tipo de iniciativa nunca vai partir de governos e empresas que visam explorar o povo. Uma rede realmente livre e democrática só poderá surgir das próprias comunidades. Até lá creio que o ideal e pensar na Internet como uma ferramenta que pode desaparecer a qualquer momento, seja por interesses políticos, panes elétricas, problemas técnicos, aumento nos custos, etc.

6. Usar software livre
A liberdade que o software livre oferece facilita a autossuficiência. Podemos
fazer várias cópias se segurança do próprio sistema e iniciar um computador por CDs, DVDs, pen-drives, em vez de ficarmos presos a necessidade de ter um disco rígido funcionando. Algumas comunidades podem se aprofundar e modificar os programas conforme suas necessidades.
Software livre permite também utilizar computadores mais antigos com sistemas mais novos.
E ficamos livres dos vírus.
E ainda a vantagem de reduzir os custos já que é gratuito.
Redução de custos, autossuficiência na informática e software livre andam sempre juntos.

7. Usar hardware livre
Hardware livre não é uma área tão desenvolvida quanto o software livre. Mas já existem computadores e periféricos livres. A vantagem para a autossuficiência é que podem ser fabricados na própria comunidade, e uma vez dominada a fabricação fica fácil fazer adaptações e melhorias.

8. Reutilizar o 'lixo'
Um defeito numa peça pode inutilizá-la definitivamente e ai entra a reutilização. Passamos a olhar para um CD, por exemplo, não como uma mídia mas como um disco duro com um lado reflexivo. Assim ele ganha uma nova utilidade, bem diferente da original. Um exemplo são os cabos flat que viram mini-protoboards.

9. Informática modular
Prefira equipamentos divididos em várias partes, como monitores com cabos que podem ser removidos sem a necessidade de abrir todo o monitor. Informática modular facilita a manutenção e reduz o desperdício de recursos. Ela está associada a preferencia por desktops pois eles são mais modulares que palmtops, netbooks ou notebooks. Normalmente o hardware livre também está associado, já que podem ser montados de modo que cada componente eletrônico passa a ser um módulo também.

10. Tudo Bootável
Muitas vezes ocorre de não podermos usar um computador simplesmente por não conseguirmos realizar um boot nele.
Assim sendo tudo fica mais fácil em situações de contingencia se pudermos fazer o boot com qualquer tipo de mídia que tivermos disponível.
Podemos tornar o pendrive bootável com o programa Linux Live USB Creator
E usando o SliTaz que ocupa apenas 30Mb.
O CD, DVD ou Bluray pode se tornar bootável adicionando uma imagem de disquete de boot no momento de sua gravação. A maioria dos programas de gravação de CDs tem uma opção para isso. O arquivo de boot ocupa menos de 2Mb da mídia gravada.
Imagem de boot FreeDOS (Balder)
Imagem de boot KolibriOS (Com ambiente gráfico e programas)


11. Use mini arquivos
Eu chamo de mini arquivos arquivos de imagens ou texto não formatado que ocupam 70Kb. Assim usando o racionamento de mídias tais arquivos são adequados para qualquer mídia que possua mais de 1,4Mb de capacidade.
Essa radical leveza permite:
- Rápida cópia de arquivos de uma mídia para outra.
- Ótimo aproveitamento da capacidade até mesmo de mídias com pouco espaço.
- Fácil acesso em diferentes sistemas usando arquivos .txt e .jpg
- Acesso rápido mesmo em computadores muito lentos.
- Transmissão rápida mesmo em redes muito lentas.
- Possibilidade de fazer vários backups sem gastar muitas mídias.
Enfim, usando mini arquivos podemos superar a necessidade de sempre termos computadores mais potentes, sempre necessitar de uma rede mais rápida e termos assim acesso a informações relevantes de forma mais rápida.
Sei que o paradigma atual está nos levando a arquivos, programas e sistemas cada vez maiores e mais pesados, mas está é a necessidade da indústria não a necessidade das pessoas e comunidades.

Várias dicas parecem levar para uma redundância, mas é justamente isso que permite que os problemas sejam solúveis ou solúveis e sem comprometer a independência.
Espero que tenham gostado das dicas e elas ajudem.

16 de janeiro de 2012

Como entrar para o Linux



Por Adrian Rupp

Resolvi facilitar um pouco as coisas para quem quer conhecer e adotar o Linux.
Não vou entrar na questão dos motivos para adotar o Linux. Quem quiser saber pode olhar o documentário Inproprietário: O mundo do software livre
http://www.youtube.com/watch?v=wNfI3BNHLMY
ou ler:
http://www.forumpcs.com.br/comunidade/viewtopic.php?t=39175

Clicando nos termos sublinhados é possível ter mais informações.


1º Passo: Noções Básicas

Linux é um sistema operacional que se apresenta em diferentes formas chamadas distribuições. Cada distribuição inclui programas e ambiente gráfico próprios, algumas são ideais para usuários iniciantes, outras para usuários experientes, algumas para computadores potentes, outras para computadores modestos, e assim por diante. Existem centenas de distribuições Linux, o que por um lado torna a escolha uma tarefa complicada, mas por outro traz uma grande liberdade.

Não existe distribuição Linux perfeita, cada uma tem seus pontos fortes e fracos. É por isso não adiantaria todos os envolvidos no desenvolvimento do Linux se unirem para criar um 'super linux': Não é possível ganhar na beleza sem perder no desempenho, ganhar na facilidade sem perder no domínio sobre o sistema, etc.

Portanto o ideal é cada comunidade abrir o leque e não utilizar apenas uma distribuição Linux.

Para instalar no pendrive, para poder iniciar o computador pelo pendrive (LiveUSB) mas continuar utilizando ele para outras funções creio que o ideal é usar o SliTaz3 pois ele ocupa apenas 30Mb: http://www.slitaz.org/pt/

Para inicializar o computador pelo drive de cd (LiveCD), no caso de perda do disco rígido por exemplo, recomendo o BigLinux que acompanha um grande número de programas como pacote office, editores multimídia, emuladores, etc.
http://www.biglinux.com.br/

Para instalar no disco rígido a resposta se torna mais difícil. Mas arrisco sugerir o Xubuntu que possui um repositório vasto, está bem traduzido para o português, exige pouca memória RAM (256Mb) e é fácil de usar.
http://wiki.ubuntu-br.org/Xubuntu-BR

Como se pode perceber é possível usar o Linux sem fazer alterações no computador. Também é possível manter o Windows no disco rígido e instalar o Linux numa segunda partição. Recomenda-se por precaução que se faça cópias de segurança dos arquivos pessoais do Windows antes de fazer uma instalação do Linux.


2º Passo: Backup Geral

Copie todos os arquivos pessoais para Pendrives, CDs, DVDs, ou Blu-rays. Esse tipo de cópia de segurança deve ser feita frequentemente independente de se instalar um sistema novo ou não. De preferência faça mais de uma cópia para se certificar que não perderá arquivos importantes. Após copiar verifique se os arquivos foram realmente copiados.


3º Passo: Arranje um Linux

Encontrem uma forma de conseguir um Linux. O mais habitual atualmente é baixar da Internet e grava num CD ou Pendrive. O arquivo estará em formato de imagem de CD e precisara de um programa específico para ser gravado num CD ou DVD (ex. Nero) ou outro para ser gravado num pendrive (http://www.linuxliveusb.com/).

4º Passo: Inicie o PC com o Linux

Seu computador precisa estar configurado para buscar o sistema operacional num CD/DVD ou pendrive, ou ter a opção de escolher o dispositivo onde está o sistema através de um menu acionado pelas teclas F8 ou F12 dependendo do computador. Às vezes só é necessário ligar o computador com o CD/DVD/pendrive do Linux já colocado que o sistema automaticamente inicia ele. Em outros caso é preciso digitar F8 ou F12 para que apareça o menu onde você escolhe por onde será feito o boot.

Iniciar o computador com o Linux num CD/DVD/pendrive não provoca nenhuma alteração no computador e o mesmo funcionará normalmente quando for reiniciado sem o Linux presente.

A maioria das distribuições Linux atuais possuem a opção LiveCD que permitem testar o sistema sem instalá-lo no disco rígido. O desempenho normalmente é mais lento do que se o sistema estivesse instalado no disco rígido o que permite ter uma boa noção se o sistema funcionará bem, antes de fazer uma instalação definitiva. Se o sistema ficar lento pode-se buscar uma distribuição mais leve, o que garante que teremos sempre um computador rápido seja lá qual for o hardware. Esse artigo fala mais sobre isso:
Puppy Linux, Feather Linux e Damn Small Linux (DSL) PC's antigos (K6-2, Pentium)!
http://infosucata.blogspot.com/2008/01/puppy-linux-feather-linux-e-damn-small.html

Observe que o sistema Linux que você iniciou pelo CD/DVD/pendrive não é 100% completo, mas já reconheceu seu hardware, está pronto para abrir e editar vários formatos de arquivos e possivelmente já está com a Internet funcionando. Se alguma coisa não estiver funcionando como impressora, Internet, webcam, etc. É hora de descobrir o motivo, ou simplesmente testar outra distribuição. Normalmente basta deixar ligados os dispositivos como impressora que o sistema instala os drives necessários para eles funcionarem.
Em casos específicos é necessário instalar drives proprietários, mas isso é geralmente bem fácil de fazer no Xubuntu.

Os programas que estão neste Linux iniciado pelo CD/DVD/pendrive não são todos os programas que funcionam nesta distribuição, são apenas os programas que mais provavelmente você vai precisar. Você pode instalar mais programas baixando da Internet usando a 'Central de programas' que está no menu principal do Xubuntu, ou usando o Synaptic que é mais complicado. Observe que os programas que você instalou pela Internet não vão ser gravados no CD/DVD/pendrive, e isso é um dos motivo de ser interessante fazer uma instalação mais definitiva no disco rígido.

5º Passo: Instalando no disco rígido

Isso é muito fácil. Basta seguir as instruções que são fornecidas no instalador.

Quando se inicia o computador pelo CD do Xubuntu após selecionar o idioma aparece um menu onde há a opção 'Instalar Xubuntu'.
Aqui tem um artigo bom que descreve esse procedimento:
http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Introducao-ao-Linux-Instalacao-do-Xubuntu

Para quem está começando o ideal é instalar o Xubuntu lado a lado com o Windows, para poder escolher qual sistema precisa cada vez que for usar o computador. No artigo indicado acima não aparece a opção 'instalar lado a lado com Windows' e é descrito o particionamento manual. Felizmente as coisas evoluíram e os usuários novatos não precisam mais se envolver com particionamento para instalar o Xubuntu.

Para os usuários mais avançados creio que é interessante usar 4 partições: Sistema Linux 1, Sistema Linux 2, partição para trocas (Swap), Partição para os dados (/home). Assim pode se ter dois Linux no mesmo computador e ter os dados seguros mesmo se um sistema falhar ou for substituído. Mas é melhor não tentar particionamento manual se você não sabe exatamente o que está fazendo.


Dúvidas Frequentes

- Vou poder abrir meus arquivos?

Normalmente sim. Já vi alguns casos de problemas de formatação em arquivos de texto do Word ou Powerpoint, mas no geral da para abrir todo tipo de documento com o LibreOffice, todo o tipo de vídeo ou áudio com o VLC, todo tipo de imagem com o Gimp. Para outros aplicativos mais específicos você pode fazer buscas na 'Central de Programas do Ubuntu' usando no nome do programa ou extensão de arquivo por exemplo 'SPSS' ou '.mht', e baixar aplicativos específicos.

- Vou poder usar os mesmos programas/jogos que eu usava no Windows?

Talvez. Em alguns casos é possível usar os equivalentes do Linux como no caso do pacote office. Em outros se pode continuar usando os programas e jogos do Windows através do Wine (que pode ser baixado na 'Central de Programas do Ubuntu'). Em alguns casos extremos não há equivalentes no Linux e o programa não funciona através do Wine. Nestes casos a migração para o Linux não é completa e pode ser usar o programa ou jogo através de uma máquina virtual no Linux ou com uma partição Windows no computador.

- Os programas do Linux são piores porque são grátis, certo?

Não é tão simples assim. 1º alguns programas são piores e outros melhores do que os do Windows. 2º O software livre tem um desenvolvimento descentralizado, o que produz programas melhores do que os fechados. O que ocorre é que nem todos tem o mesmo número de pessoas e empresas interessadas em desenvolvê-lo. Assim alguns programas se tornam melhores do que outros.

- Quais são os defeitos do Linux?

O grande ponto falho no Linux em relação ao Windows são os jogos. No Windows há uma grande quantidade de lançamentos de jogos comerciais sofisticados e não Linux não.
Linux tem menos publicidade e acordos comerciais que o Windows, assim é quase desconhecido. Sendo menos conhecido, menos pessoas sabem utilizá-lo e alguns o hostilizam justamente por isso.
Algumas pessoas tiveram experiências ruins com o Linux e pensam nele como um sistema difícil de usar. De fato, só nos últimos anos é que várias distribuições Linux deram um salto de facilidade e permitiram que qualquer um possa usar sem dificuldades. Algumas distribuições continuam difíceis de usar propositalmente, já que o domínio do sistema é perdido na medida em que ele é simplificado.

16 de agosto de 2011

SliTaz3 remaster Adrian

Atualização:

Testei recentemente o Big Linux e creio que ele é melhor como liveCD do que essa versão do SliTaz3 que apresento aqui:
www.biglinux.com.br
Ele abre vários formatos de vídeos, textos e imagens e é em português. Possui vários aplicativos como pacote office e pode ser carregado para a RAM deixando o drive de CDs livre para usar outros CDs.

Mantenho este post pois para casos específicos talvez ainda seja preferível usar o liveCD apresentado aqui.


Introdução


Várias distribuições do Linux permitem a fácil criação de versões personalizadas. Essas versões são chamadas de 'remasters'. Este post é sobre uma versão liveCD que criei apartir da distribuição SliTaz3.
Este liveCD funciona num computador sem drive de disquetes, sem entrada USB, sem internet, sem disco rígido e sem teclado! Basta iniciar o computador pelo CD e as funcionalidades do computador estão disponíveis. Todo o conteúdo do sistema operacional vai para a memória RAM e o drive de CD/DVD fica livre para o uso.

Alguns artigos da Wikipédia que explicam do que estou falando:

SliTaz
http://pt.wikipedia.org/wiki/SliTaz

Remasterização
http://pt.wikipedia.org/wiki/Remasteriza%C3%A7%C3%A3o

Live CD
http://pt.wikipedia.org/wiki/Live_CD

Memória RAM
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_RAM

Linux
http://pt.wikipedia.org/wiki/GNU/Linux

Alguns programas que já estavam presentes no SliTaz3:

- Leafpad 0.8.17: Editor de textos simples (em inglês)
- Midori 0.2.4: Navegador de Internet simples (em inglês)
- mtPaint 3.30: Editor de imagens simples (em inglês)
- PCMan 0.5.2: Gerenciador de arquivos (em inglês)
- Transmission 1.76: Cliente Bitorrent (em inglês)
- mhWaveEdit 1.4.16: Editor de audio (em inglês)
- Asunder 1.9: Ripador de CD (em inglês)
- Galculator v1.3.4: Calculadora científica (em inglês)


Modificações


A idéia era criar um liveCD que depende-se menos da internet e fosse apto a abrir um número maior de arquivos.
Nenhum pacote do SliTaz3 foi excluido. Foram adicionados jogos do DOS e alguns mapas.
Foram acrescentados os seguintes pacotes:

- VLC 0.9.9a: Tocador de arquivos de video e audio (em inglês)
- Gnumeric: Planilha eletrônica (em inglês)
- Gimp 2.6.8: Editor sofisticado de imagens (em inglês)
- Abiword 2.6.8: editor sofisticado de Textos (em inglês)
- GPeriodic 2.0.10: Tabela periódica dos elementos (em inglês)
- DOSBox v0.73: Emulador de ambiente DOS (em inglês)
- xvkbd: Teclado virtual
- Firefox (Shiretoko): Navegador de Internet (em inglês)
- emelFM2: Gerenciador de arquivos alternativo (em inglês)
- get-flash-plugin: Complemento para o Firefox
- xfce4-mixer: Controle de volume (em inglês)
- GNUChess: Jogo de xadrez
- eBoard: Tabuleiro de xadrez para jogar na Internet ou com o GNUChess (em inglês)
- GTKTetris: Jogo de Tetris (em inglês)
- Sokoban: Jogo de raciocínio (em inglês)
- LBreakout2: Jogo de reflexos (em inglês)
- Xpat2: Jogo paciência (em inglês)
- Wormux: Jogo tipo batalha de minhocas (em inglês)
- Supertux: Jogo tipo Super Mario Bros (em inglês)


Limitações

Algumas deficiencias deste liveCD:

- Não abre arquivos .zip .ppt .rtf .rar entre outros
- Não roda DVDs
- Não abre videos ou audios no formato "geox".
- Não abre audio de arquivos .mp4
- Problemas no programa de criar liveUSB.
- Dificuldades em queimar CDs .ISO
- Programas em inglês.

Estou anotando as deficiencias e penso em criar uma nova versão.


Avisos:

Aviso que não me responsabilizo por nenhum dano que ocorra no hardware e/ou dados perdidos.
Não fiz testes em máquinas com menos de 1Gb de RAM mais creio que ele necessite de um mínimo de 500Mb de RAM.

Tamanho: 195Mb

Link para Download:
http://www.4shared.com/file/ZdoXKdt0/slitazAdrian.html


- Veja também

Informática Sustentável
Disquetes: Uso sustentável

28 de fevereiro de 2011

CDs - Uso Auto-sustentável

Por Adrian Rupp

Introdução

Este artigo tem informações úteis para usar CDs de forma mais livre e autonoma. Podemos ampliar as funcionalidades e durabilidade de um simples CD e reduzir os gastos com informática se tivermos os conhecimentos certos.


Racionamento de CDs

Quando você grava um filme de 700Mb em um CD de 702Mb isso significa que 1 CD = 1 filme. Você esgotou todo o potencial da mídia com apenas um arquivo. Basta um aranhão pequeno para que o CD fique inutilizável. Se você tivesse gravado no CD arquivos menores, o mesmo aranhão poderia permitir o acesso à uma parte destes arquivos. Assim o CD poderia continuar útil. Além disso, com arquivos menores você poderia ampliar as funcionalidades do CD.

Recomendo genericamente definir o tamanho máximo de cada arquivo como 1/21 do espaço da mídia. Assim em CDs o ideal seria usar arquivos com no máximo 34Mb. Arquivos maiores não são bons para CDs. O ideal é reduzir o tamanho dos arquivos, reduzindo dimensões, duração ou qualidade de videos, usar codecs melhores, usar outros formatos para imagens, sons e textos, etc.

No caso da impossibilidade de comprar novos CDs creio que o ideal seria ampliar o racionamento e usar CDs na função multisessão. Usando a função multisessão podemos deixar o espaço restante livre do CD para fazermos novas gravações.


LiveCDs

Live CDs são CDs contendo sistemas operacionais capazes de iniciar o computador. No caso do Linux eles vêm em forma de distribuições que incluem tanto o sistema operacional quanto os programas.

Os live CDs permitem que um computador seja útil mesmo que ele não tenha entrada USB, leitor de disquetes ou cartões, disco rígido e internet. Ou seja, mesmo em situações extremas o computador poderá ser útil com a ajuda de um live CD. Basta que o computador tenha um monitor, CPU, teclado ou mouse e um leitor de CDs.

Normalmente um live CD Linux possui:

- Leitor de arquivos .txt

- Leitor de arquivos .PDF

- Jogos

- Calculadora

- Visualizador de imagens

- Navegador de internet

- Gerenciador de arquivos

Existem funcionalidades adicionais que variam de acordo com a distribuição. Nem todas tem suporte para o Português. Algumas podem gravar as preferencias do usuário no próprio CD para uso após desligar o computador. É interessante escolher uma que deixe o leitor de CDs livre, assim você pode retirar o live CD e usar outros CDs também.

Você pode criar sua própria versão com os aplicativos que acha mais importantes no site:

www.slax.org

Pode também testar a versão do SliTaz3 que eu montei:

http://sustentacomuni.blogspot.com/2010/06/slitaz3-remaster-adrian.html

Sugiro possuir no mínimo 2 sistemas operacionais em Live CDs e no mínimo duas cópias de cada CD como medidas de segurança.

E é claro, em primeiro lugar verificar se estes live CDs possibilitam realmente o uso do computador em situações de contingências.


Criação de CDs bootaveis

Até mesmo um CD cheio de dados pode ser capaz de iniciar o computador na falta de outro dispositivo para boot. Basta que utilizemos um programa de gravação que permite a criação de CDs bootáveis, como por exemplo o K3b do Linux.

Neste caso precisamos de uma imagem de disquete de boot, que pode ser encontrada em:

Balder10:

http://www.finnix.org/files/balder10.img

ou DOS 6.22:

http://s93616405.onlinehome.us/bootdisk/622c.zip

ou KolibriOS:

http://www.kolibrios.org/load.cgi?f/releases/kolibri_0.7.7.0_img_en.7z

O KolibriOS possui um ambiente gráfico e programas, enquanto o Balder10 e Dos6 funcionam a parir de comandos DOS. Creio que o Balder10 seja melhor apesar de exigir conhecimentos em DOS. O sistema ocupará no máximo 1,44 Mb do CD.

Adicionando uma pasta com mini programas de DOS podemos ter um CD onde tanto os dados quanto o sistema e os programas para acessar os dados estão contidos no mesmo CD.

Alguns mini-programas DOS estão aqui:

http://sustentacomuni.blogspot.com/2011/01/disquetes-uteis.html

Assim o sistema operacional ocuparia apenas 1,4Mb, os programas outros 1,4Mb e o restante do CD continuaria livre para os dados.

Na primeira vez, criar um disco bootável é mais trabalhoso, mas depois é bem fácil e rápido. Fazendo isso o próprio CD seria mais auto-sustentável pois não precisaria de outro tipo de armazenamento para poder ser utilizado.


Cuidados com os CDs

- Não colar etiquetas

- Escrever neles com canetas para retroprojetor no lado correto, ou simplesmente não escrever neles.

- Manter em ambiente com humidade relativa entre 5% e 95%.

- Manter em temperatura entre -5C e 55C.

- Não molhar.

- Não tocar na parte sensível.

- Evitar arranhões.

- Quardar protegido do Sol.


Plano B

Para ser auto-sustentável você precisa resolver os problemas sem precisar recorrer a lojas ou empregados. Assim sempre tenha um plano secundário caso algo dê errado:

- Live CD perdido ou estragado: Usar live CD reserva.

- Live CD não tem uma funcionalidade importante ou não funciona num computador determinado: usar sistema em Live CD alternativo.

- Leitor de CDs estragou: usar leitor de CDs alternativo e consertar leitor de CDs estragado.

- Cabo do leitor de CDs estragado: usar cabo reserva.

- Todos live CDs perdidos ou não funcionam em computador específico: usar CD de dados bootável.

- Sem leitor de CDs funcionando: usar outra unidade de armazenamento (pen-drives, disco ridigo, etc.)

- Quem conserta o leitor de CDs está ocupado: Uma segunda pessoa treinada pode consertar


Descarte

Muitas vezes CDs são descartados de forma prematura, o que deve ser evitado ao máximo. Antes de descartar:

- Verifique se o CD não continua sendo legível em outro leitor de CDs.

- Verifique se alguns dados continuam legíveis.

- Utilize técnicas de recuperação, como o polimento, descritas em:

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/668

Se nenhuma destas alternativas funcionou você ainda pode aproveitar os CD reutilizando-os. Eles podem virar refletores de carros ou biclicletas, espelhos de ambientes, espelhos para fogão solar, enfeites, etc.

Exemplos:

http://www.revistaartesanato.com.br/reciclagem/13-maneiras-criativas-de-reciclar-cds-e-dvds/11


Links importantes

Dúvidas respondidas sobre CDs:

http://www.clubedohardware.com.br/duvidas/26

Como recuperar CDs arranhados:

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/668

Manutenção de Unidades de CD:

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/807

Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Gravadores CD-R:

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/916

Anatomia de uma Unidade Óptica:

http://www.clubedohardware.com.br/artigos/Anatomia-de-uma-Unidade-Optica/1068

29 de janeiro de 2011

Disquetes úteis



Por Adrian Rupp

Selecionando programas que ocupam pouca memória podemos criar um disquete com diversas funcionalidades. Mas nada impede que o mostrado aqui seja aplicado para outras mídias de armazenamento ou outros dispositivos digitais.

Recomendo que para disquetes sejam selecionados programas que ocupem no máximo 140 Kbytes. Isso significa que cada programa vai ocupar no máximo um décimo da mídia.


Lista de mini programas para DOS

Baixe todos da lista aqui (662Kb):
http://www.4shared.com/file/Uv3bIpyX/DiskUtil.html

CALC.EXE - 17Kb
Calculadora simples de inteiros. Em Português.

CDNTIMER.EXE - 73Kb
Contagem regressiva. Mínimo 1 minuto. Em Inglês.

CLOCK.COM - 9Kb
Para manter um relógio visível na tela.

DELAY.COM - 2Kb
Produz uma pausa que pode ser definida.

DIJKSTRA.EXE
implementa o algoritmo de Dijkstra (digrafos). Em Português.

DIRTEL.EXE - 40Kb
Agenda de telefones. Em inglês.
http://www.simtel.net/try/Major-Applications-Database-Programs/dt328en-zip/42886.html

FDISK.EXE - 69Kb
Particionador de disco rígido. Existem várias versões.
http://www.ibiblio.org/pub/micro/pc-stuff/freedos/files/dos/fdisk/fdisk131.zip

INSPECT.EXE - 27Kb
Editor hexadecimal de arquivos. Em inglês.

JOYKEYS.COM - 37Kb
Para ativar um joystick de modo a substituir o teclado em todos os programas. Em inglês.

LHA.EXE - 40Kb
Programa para compactar arquivos. Em inglês.

LXPIC.COM - 20Kb
Para visualizar fotos.
http://hplx.pgdn.de/lxpic.zip

LXVOX.COM - 3Kb
Para ouvir audio .wav.
http://hplx.pgdn.de/lxvox.zip

MATRIZES.EXE - 19Kb
Aplicação pratica da Teoria de Matrizes.

MOUSKEYS.COM
para usar mouse mesmo em programas que não permitem.
ftp://members.aol.com/bretjohn/programs/mousk305.zip

MPEG.EXE - 113Kb
visualizador de videos mpeg-1. Em inglês.
http://multimediaware.com/mpeg/mpeg.zip

MYFORMAT.EXE - 25Kb
formatar disquetes mesmo com defeito na trilha 0. Em inglês.
http://download.freewarefiles.com/files/myformat.zip

QV.EXE - 57Kb
visualizar imagens e videos.
http://www.multimediaware.com/qv/qv103b.zip

SERIAL.COM - 8Kb
mostra status da porta COM.

SLOWDOWN.COM - 17Kb
para deixar o pc mais lento.

THRUST.COM - 3Kb
Testa porta do joystick.

TREEORD.EXE - 30Kb
Implementa alguns algoritmos de ordenação de árvores binarias. Em Português.

WAV2COM.COM - 2Kb
Transforma .wav em .com.
http://hplx.pgdn.de/lxvox.zip

Outros tantos miniprogramas podem ser encontrados na Internet.
Alguns sites bons:
http://super.hplx.net/super.html
http://www.opus.co.tt/dave/indexall.htm



Criando um disquete inicializavel

Para criar um disquete que inicia com o DOS ou FreeDOS, utilize o programa de DOS:

FORMAT A:/S

Está operação apagará todos os arquivos do disquete. A opção "/s" indica que o sistema operacional deverá ser transferido para a mídia.

É possível também baixar na internet arquivos de imagens de disquetes (.img).



Criando um menu para o disquete

Podemos criar um menu personalizado que é carregado quando o sistema é iniciado. Basta editar o arquivo autoexec.bat

Exemplo:

@ECHO OFF
CLOCK
CLS
:BEGIN
ECHO XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
ECHO X 1) Visualizar pastas e arquivos X
ECHO X 2) Calculadora simples X
ECHO X 3) Visualizar imagens X
ECHO X 4) Formatar disquete com Myformat X
ECHO X 5) Matrizes X
ECHO X 6) Agenda de Telefones X
ECHO X 7) Contagem regressiva X
ECHO X 8) Ativar mouse para todos programas X
ECHO X 9) Sair X
ECHO XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
REM - THE BELOW LINE GIVES THE USER CHOICES (DEFINED AFTER /C:)
CHOICE /N /C:123456789
REM - THE NEXT LINES ARE DIRECTING USER DEPENDING UPON INPUT
IF ERRORLEVEL ==9 GOTO NOVE
IF ERRORLEVEL ==8 GOTO OITO
IF ERRORLEVEL ==7 GOTO SETE
IF ERRORLEVEL ==6 GOTO SEIS
IF ERRORLEVEL ==5 GOTO CINCO
IF ERRORLEVEL ==4 GOTO QUATRO
IF ERRORLEVEL ==3 GOTO TRES
IF ERRORLEVEL ==2 GOTO DOIS
IF ERRORLEVEL ==1 GOTO UM
GOTO END
:UM
DIR /p
GOTO END
:DOIS
calc
GOTO END
:TRES
QV
GOTO END
:QUATRO
MYFORMAT A:
GOTO END
:CINCO
MATRIZES
GOTO BEGIN
:SEIS
DIRTEL
GOTO END
:SETE
CDNTIMER
GOTO END
:OITO
MOUSKEYS
CLS
ECHO Mouse para todos programas ativado
GOTO BEGIN
:NOVE
CLS
GOTO END
:END

Combinando os arquivos básicos do sistema operacional, uma seleção de mini programas e fazendo um menu, temos como resultado uma espécie de "mini distribuição" DOS.
Não sei se os arquivos básicos do Linux são leves o bastante para permitir esse tipo de montagem para disquetes. Existem distribuições Linux para disquetes, porém não sei se é possível incluir tantas funcionalidades num único disquete.


- Veja também:
Informática Sustentável
Disquetes: Uso sustentável

29 de setembro de 2010

Eletrônica Sustentável

Por Adrian Rupp

Para utilizarmos uma tecnologia criada numa sociedade consumista numa comunidade auto-sustentável precisamos adaptá-la. A eletrônica foi desenvolvida dentro da idéia de que é normal as coisas virarem lixo com o tempo e normal utilizar produtos químicos perigosos ao meio ambiente.

Pretendo apresentar neste texto uma outra forma de usar a eletrônica. Uma forma mais sustentável e livre. Pois o sistema "compra -> uso -> descarte" nos mantem numa eterna dependência e numa eterna produção de lixo. Eu proponho alternativamente o sistema "compra/extração -> uso, reuso,... -> novo uso".


Considerações Iniciais

Em primeiro lugar, cada comunidade conscientemente decide se irá ou não desenvolver a eletrônica. Optar por este desenvolvimento representa um conjunto próprio de vantagens e desvantagens. De modo mais preciso, pode-se decidir por aplicar a eletrônica apenas em casos específicos. Vale lembrar que durante milênios todas as comunidades humanas sobreviveram sem desenvolver a eletrônica. Portanto esse desenvolvimento é dispensável. Provalmente seja indispensável para o desenvolvimento de colonias humanas extraterrestres. Desafio os leitores do blog a me citarem uma solução que depende da eletronica e não pode ser resolvida de outro modo.


Como tornar mais sustentável o uso da eletrônica

- Produza a eletricidade na comunidade.

Use fontes sustentáveis como biomassa, ventos, Sol, rios usando mini-hidrelétricas. Não produzir a própria eletricidade é uma falha bem séria de auto-sustentabilidade, visto que ela é consumível.

- Manter a documentação mais utilizada em versão impressa.

O armazenamento digital permite que um grande volume de informações num pequeno espaço de tempo. Porém, exige energia elétrica em cada consulta e equipamentos sofisticados para a armazenagem. Sendo assim, manter a documentação em versão impressa é mais sustentável.

- Montagem:

A técnica de montagem faz toda a diferença para termos uma eletrônica mais sustentável. Sugiro abandonar na medida do possível as montagens em placas de circuito impresso. E abandonar as montagens tipo besouro morto. Alternativamente preferir montar com matrizes de contatos (protoboards).

Protoboards podem ser reaproveitadas centenas de vezes, dispensam gastos de estanho, eletricidade, uso de produtos nocivos usados na confecção das placas, evitam o superaquecimento dos componentes e permitem a rápida substituição de componentes.

- Construir protoboards de diferentes tamanhos.

Matrizes de contatos podem ser muito caras e as vezes é difícil encontar em tamanho reduzido.

Instruções de como construir uma protoboard:
http://translate.google.com.br/translate?js=n&prev=_t&hl=pt-BR&ie=UTF-8&layout=2&eotf=1&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.instructables.com%2Fid%2FLarge-Bread-Board-from-IDE-Cables-breadboard-on-t%2F&act=url
e
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.instructables.com%2Fid%2FHomemade-Breadboard%2F
e
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.instructables.com%2Fid%2FBread-Board-from-IDE-Cables%2F
e
http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.instructables.com%2Fid%2FMake-a-Mini-Prototyping-Breadboard%2F



Eu cheguei a tentar montar uma mini protoboard seguindo as instruções acima. Porém achei a soldagem extremamente difícil. Optei por um método mais sustentável: Aproveitar os próprios cabos flat para fazer os contatos. Deste modo a montagem da protoboard dispensou qualquer soldagem. A arquitetura da protoboard foi alterada de modo que os pontos estão intercalados nas colunas. Apesar de eu não ter deixado um espaço para um circuito integrado isso pode ser feito. É preciso apenas deixar um vão entre os conectores que seja grande o bastante para produzir uma pressão já que os pinos são muitos finos para serem o bastante para manter o circuito integrado preso na matriz.



Componentes

Sugiro manter um estoque de componentes. Parte deles terá que ser comprada. Outra parte pode ser retirada de placas impressas defeituosas. Usando um sugador de solda e ferro de solda é possível retirar componentes de placas para reutilizá-los. Porém certifique-se primeiro de que tal circuito impresso está realmente inutilizado. Após teste o componente para saber se ele ainda está funcionando. A comunidade deve buscar ter mais componentes do que precisa para estar livre das oscilações do mercado. Falta do produto, retirada do mercado, proibição da venda, aumento no preço, são fenômenos que ocorrem freqüentemente. Somados aos eventos extraordinários, imaginar uma pronta disponibilidade no mercado é ignorar a instabilidade do mesmo.

Atenção a orientações de conservação e armazenagem. Manter os contatos dos componentes limpos da oxidação do ar. Usar uma faca ou estilete para fazer a limpeza. Vários componentes são sensíveis a altas temperturas, especialmente circuitos integrados. Muito cuidado ao soldar ou desoldar os componentes para não sobreaquece-lôs.

Conhecer a associação de componentes. Tendo dominio deste conhecimento pode-se utilizar combinações de componentes para fazer substituições. Por exemplo, podemos utilizar dois resistores no lugar de um resistor que não possuímos.


Multimetro

Atenção a orientações de conservação e armazenagem. Cuidar para usar as escalas apropriadas. Verificar a polaridade (vermelho (+) e preto (-)). Mantenha o medidor afastado de campos eletromagnéticos fortes.


Orientações sobre a oficina de eletrônica


- Ninguém deve trabalhar sozinho na oficina pois acidentes podem ocorrer e assim se faz necessário alguém para socorrer.

Para uma gestão sustentável dos conhecimentos sobre eletrônica o acesso a este conhecimento deve ser livre a todos membros da comunidade. Deste modo é uma falha de sustentabilidade comunitária trabalhar sozinho.

- Estar descansado quando for trabalhar com equipamentos elétricos.

- Manter a pele e a sola dos sapatos secas.

- Usar equipamentos de proteção individual (EPI) quando necessário.

- Não abandonar equipamentos elétricos ligados. Manter supervisão sobre eles.

- A oficina deve estar livre de excesso de umidade. Os equipamentos e componentes devem ser protegidos da poeira e umidade.

- Manter a oficina organizada. A organização facilita o acesso aos materiais, poupando tempo para encontrá-los e ajuda a evitar acidentes.


Considerações finais

Meus conhecimentos sobre eletrônica são superficiais e por isso alguém com conhecimentos profundos poderia trazer alternativas que eu não visualizei. Bastaria para tanto que olhasse para esse conhecimentos com olhos críticos, avaliando o que cada escolha representa em termos de auto-sustentabilidade. Sempre existe uma forma de fazer as coisas que é mais sustentável e outra que não é possível de ser mantida ao longo do tempo.

Os meios mais sustentáveis não exigem compras constantes de mais materiais, pois este acumulo acaba por tornar tudo descartável. Se estamos comprando algo que vai se tornar lixo, o que estamos comprando é de fato lixo. Muitas pessoas reclamam da falta de dinheiro, porém, não se dão conta de que aplicam seu dinheiro em lixo e só poderiam ter este resultado.

O que define se algo é lixo ou não é a sua descartabilidade. Quanto mais descartável, menos tem potencial como algo útil. Portanto prefira sempre comprar materiais que duram décadas. Descubra as alternativas que utilizam materiais de alta durabilidade e descarte os métodos que geram mais lixo.

Domine as técnicas de armazenagem e utilização. O retorno econômico de todo o investimento em materiais depende disso também. E quando falo em retorno econômico isso não se restringe ao retorno monetário.

Uma placa de circuito impresso estragada a princípio é lixo. Agora se dessoldamos os componentes e reutilizamos, se transformamos a placa numa capa de caderno, já não temos mais lixo. Mesmo uma placa de circuito impresso tendo muito mais vocação para lixo do que uma protoboard, mesmo assim podemos mudar nosso olhar e transformar lixo em algo útil.

Os componentes eletrônicos poderiam todos ter sistemas de engates em vez de usar soldas. Mas isso não seria interessante para as indústrias que tiram proveito da descartabilidade. Portanto os meios mais sustentáveis não possuem muita divulgação.

Por causa desta realidade é que se faz necessário a busca por alternativas. E diante daqueles que as encontram, está um mundo novo e muito mais livre.


- Veja também:
Informática Sustentável
Videos Energia Eolica

24 de maio de 2010

Disquetes: Uso sustentável



Por Adrian Rupp

Em primeiro lugar não estou sugerindo neste artigo o uso do disquete como única midia de armazenamento de um computador, mas que se garanta os meios para que seja possível usar um computador mesmo que a outra midia de armazenamento fique inutilizada.

Resolvi analizar a questão do disquete em particular pois esta midia está caindo em desuso, e sua potencialidade é desconhecida, principalmente em computadores mais antigos. Sempre é melhor aproveitarmos o que já possuímos então ignorem este artigo se já possuem computador com drive de CD, disco rígido, etc. e se teriam que comprar drive de disquete e caixas de disquetes. Prefiram usar mídias que estão bem estabelecidas na comunidade, ou seja, com várias unidades disponíveis.



Vantagens do uso de disquetes

Existe todo um discurso para nos convencer de que o que temos não serve e precisamos comprar coisas novas então nem vou tratar das desvantagens do uso de disquetes que é muito fácil descobrir. Prefiro citar as vantagens:

- Funciona em computadores antigos
Isto é uma grande vantagem pois é possível encontrar computadores antigos de graça ou por preços mínimos. Além disso, no geral computadores mais antigos consomem menos energia.

- Mídia desvalorizada
Por serem desvalorizados, os disquetes usados podem ser encontrados de graça ou por valores mínimos.

- Menor consumo de energia
Em valores absolutos, o drive de disquete consome menos energia do que o disco rígido ou drive de CD ou DVD.



Medidas para um uso sustentável e seguro

Para usar um sistema baseado em disquetes podemos tomar algumas medidas para utilizarmos esta tecnologia por um longo período de tempo. Algumas sugestões:

- Reserva de mídias: Sugiro que se compre um caixa de disquetes novos e se mantenha fora de uso. Os disquetes se desgastam com o uso, mas se estiverem fora de uso se conservam mais. No total sugiro 1 caixa de disquetes virgens, e 3 caixas de disquetes em uso.

- reserva de drive e cabo
Tanto o drive de disquete quanto o cabo flexível que ficam dentro do gabinete do computador podem estragar portanto sugiro ter um drive e um cabo reserva.

- Backups
Mantenha cópias de segurança de todos os programas e arquivos. Dependendo do caso, guarde as copias em ambiente diferente. No caso de conteúdos mais importantes, não mantenha uma, mas sim duas cópias de segurança.

- Manutenção
Siga as orientações de conservação de disquetes e drives para ampliar a durabilidade.

- Descarte
Não jogue fora nada! Sempre tente consertar. Guarde Peças que podem ser usadas para consertar outras unidades. Peças também podem ganhar novos usos criativos. Ou repasse para alguma comunidade onde seja útil. Em último caso desmonte e coloque no lixo reciclavel.



Opções de S.O.


Kolibri

KolibriOS é um sistema operacional que funciona a partir de um único disquete. Ele precisa apenas de 8Mb de RAM e CPU 586 ou Pentium. É impressionante ter um ambiente gráfico e tantas funcionalidades usando apenas um disquete. Uma vez carregado na memória RAM é possível abrir imagens .bmp .jpg .png, editar imagens .bmp, editar textos .txt, usar vários jogos, calculadora, calendário, etc. Ele dispensa teclado mas exige mouse.
Tenho dúvidas se é possível utilizá-lo como único sistema operacional, não consegui formatar um disquete com ele por exemplo, mas recomendo ter tres disquetes com este sistema. Um inconviniente é que só está disponível em Inglês e Russo, e outro é que não reconhece os teclados brasileiros (teclas ficam fora do lugar). Também não reconhece arquivos com acentuação.

Site do KolibriOS: www.kolibrios.org (em inglês)
Link para Download:
http://www.kolibrios.org/load.cgi?f/releases/kolibri_0.7.7.0_img_en.7z



DOS

DOS é provavelmente o sistema operacional mais usado para disquetes. Não tem ambiente gráfico por padrão e exige que os comandos sejam digitados. Recomendo que se mantenha 3 disquetes funcionando com esse sistema. Além de caber em apenas um disquete uma vantagem é a grande quantidade de aplicativos disponíveis. Dispensa o uso de mouse.

Alguns comandos básicos:

dir /p
exibe arquivos e pastas do local atual. A opção /p faz uma pausa cada vez q a tela é

totalmente preenchida.

type
apresenta conteúdo de arquivo .txt

format a:
Formata uma unidade apagando todos os dados, no exemplo a únidade de disquete.

c:
Vai para o disco c (disco rígido normalmente).

cd..
Vai para a pasta ou diretório raiz

cd\pasta1
Vai para a pasta chamada pasta1

md\pasta1
Cria a pasta ou diretório pasta1

rd\pasta1
Apaga a pasta 'pasta1'. Não funciona se o local atual for a pasta q será apagada.

del *.*
Apaga todos os arquivos do local atual

time
Exibe ou altera a hora

date
Exibe ou altera a data (calendário gregoriano)

copy arquivo.ext copia.ext
copia 'arquivo.ext' criando arquivo 'copia.ext'

copy /?
Exibe detalhes da sintaxe do comando copy

tree
exibe a arvore de diretórios

help
Exibe informações sobre os comandos

Link para baixar disquete DOS:
http://ms-dos7.hit.bg/dosware/msdos71b.zip



Como gravar uma imagem de disquete no Linux

Primeiro formate o disquete. Cuidado que a formatação apaga qualquer dado que possa haver no disquete. No console digite:

sudo superformat /dev/fd0

Se ocorreu algum erro peque outro disquete.
Depois vá para o diretório onde está a imagem do disquete (arquivo .img) e copie a imagem

com o comando:

dd if=kolibri.img of=/dev/fd0

Onde 'kolibri.img' é o nome do arquivo com a imagem. Aguarde a cópia dos arquivos e Pronto!
Pode reiniciar o computador e fazer boot pelo disquete para testar o sistema.



Racionamento de mídias

Como cada disquete tem capacidade de 1,4Mb e ninguém tem disquetes infinitos, sugiro que o uso seja racionalizado. Em primeiro lugar evite dividir arquivos e programas em vários disquetes. Digamos que um determinado programa use 3 disquetes. Você terá que colocar um após o outro para usar o programa e terá que usar mais 3 disquetes para ter apenas 1 backup.
Encontre programas alternativos que não ocupem tanta memória.

Segunda medida de racionamento: use como meta ocupar 70Kb por arquivo. Assim se o disquete apresentar um pequeno defeito não se perde tanto e fica mais fácil fazer backups dos arquivos. No caso de arquivos de texto, divida-os por capítulos ou assunto. No caso de imagens use um programa como o GIMP para converter em formatos que ocupam menos memória como o .jpg, reduze as dimensões da imagem, ou reduza a qualidade.



Cuidados com disquetes

- Não expor a umidade e ao sol
- Não tocar na película magnética
- Manter longe de campos magnéticos
- Armazenar em temperaturas entre 10ºC e 60ºC, e uma umidade relativa entre 8 e 80%.



Considerações finais

Este artigo não esgota o tema e é possível encontrar mais informações sobre o tema para um domínio maior. É importante entendermos que quanto mais mantemos o uso de uma mesma tecnologia mais dominamos ela. Enquanto que as constantes trocas não nos permitem um aprofundamento e assim entramos num uso alienadado e num aproveitamento superficial.

Para saber mais:
Como funcionavam os drives de disquete
http://informatica.hsw.uol.com.br/drives-de-disquete.htm

Anatomia de uma Unidade de Disquete
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1069/1

Como Instalar Uma Unidade de Disquete
http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1428/1



- Veja também:
Autossuficiência na Informática
Videos Energia Eolica

11 de novembro de 2009

Informática Sustentável

Por Adrian Rupp

O atual paradigma da informática, pouco tem relação com a sustentabilidade comunitária. Ele é marcado por:

- Compra constantes de equipamentos com maior capacidade.
- Descarte constante de equipamentos com menor capacidade.
- Desconhecimento por parte dos usuários de como usar de modo mais livre estas tecnologias.

Devo dizer que nenhuma comunidade é obrigada a utilizar a informática. Milhares de comunidades tiveram muito sucesso passando longe destas tecnologias. Existe uma forte campanha nos convencendo de que precisamos disso e que só existem vantagens na informatização. Mas existe uma lista de desvantagens que só são percebidas se olharmos de forma crítica. Portanto o que resta fazer é avaliar os prós e contras em utilizar a informática, para tomarmos consciência das consequências da escolha de usar ou não estas tecnologias. Acho que não é tão difícil fazer está avaliação em comparação a projetar a melhor forma de tornar o uso sustentável. Portanto vou ficar com a segunda opção neste texto.


Como manter a informática numa comunidade auto-sustentável

O funcionamento básico de um computador é o seguinte: Entra energia e dados, ocorre o processamento, saem dados. Essa máquina é muito exigente com relação a qualidade da energia o que faz necessário o uso de estabilizadores. Essa energia pode vir de qualquer fonte: eólica, solar, biomassa, lenha, etc. Os dados entram pelo teclado, mouse, scanner, tela sensível ao toque. O computador foi projetado de tal modo que o teclado é indispensável, enquanto mouse, scanner e outros periféricos de entrada são opcionais. Para a saída dos dados existe o monitor, os autofalantes, impressoras, etc. De modo similar a entrada de dados, a saída exige um monitor e trata os outros periféricos de saída como opcionais.

Portanto já sabemos que vamos necessitar obrigatoriamente de um teclado e monitor. Para escolher estes equipamentos necessitamos avaliar:

- Qual modelo tem mais durabilidade
- Qual modelo é compatível com a placa mãe
- Qual modelo tem uma manutenção mais viável
Em alguns casos ainda se faz necessário avaliar o consumo de energia.

O processamento dos dados exige a presença dos elementos: placa-mãe, memória RAM, processador e drive de mídia. A placa mãe é que vai definir como serão os outros componentes já que todos deverão ser compatíveis com ela. No geral placas mães mais modernas consomem mais energia.

Existem diferentes dispositivos para armazenar os dados: disco-rígido, disquetes, cd-roms, dvd-roms, pen-drives, etc. Cada um com seu conjunto próprio de vantagens de desvantagens. Penso que o melhor é projetar um conjunto utilizando no mínimo dois tipo de mídias, por exemplo: disco-rígido e cd-roms ou disco-rígido e disquetes. O disco rígido é um ótimo dispositivo para armazenar dados, mas ele é dispensável. Penso que o melhor seja projetar o uso da informática de tal forma que seja viável viver sem ele. Isso é feito usando sistemas operacionais e programas que são instalados em disquetes ou cd-roms. Assim, perdendo o disco-rígido e o disco rígido reserva, todo o conjuto (teclado, monitor, estabilizador, placa-mãe, memória RAM, processador e outros periféricos), ainda são úteis.

Assim o hardware (parte fisica do computador) seria o seguinte:
Estabilizador (x2)
Fonte (x2)
Placa mãe (x2)
Memória RAM (x2)
Processador (x2)
Drives de mídias (x2) que poderiam ser: disco-rígido e cd-roms ou disco-rígido e disquetes ou outra combinação
Drive de mídia principal (x2)
Drive de mídia secundário (x2)
Teclado (x2)
Monitor (x2)

Pode parecer muita coisa mas em apenas descrevi dois computadores com peças totalmente intercambiáveis. Um deles será o titular e o outro o reserva. Cada vez que uma destas partes tem uma falha irreparável ela é substituída usando a peça que estava no computador reserva. Tal ocorrência deve ter sua causa encontrada para que o mesmo não ocorra com a peça sobressalente. Várias medidas devem ser tomadas para garatir uma longevidade, para começar siga o manual de instruções de cada componente. Outra questão, quase óbvia, é que a comunidade precisa possuir uma oficina para manutenção de computadores. Talvez uma falha irreparável não seja realmente irreparável se houver alguém que olhe de novo para problema com mais carinho.


Uso racional de mídias de armazenamento

Toda a mídia de armazenamento possuí um limite de espaço. Tal limite pode ser vencido de duas formas: comprando mais mídia ou fazendo um uso racional. A primeira opção não é válida para comunidades auto-sustentáveis. Assim resta fazer um planejamento para que a comunidade não entre numa forte dependência externa. Existem várias maneiras de evitar essa dependência:

- Limitar o tamanho dos arquivos de acordo com a mídia
O que sugiro é que se considere a capacidade total da mídia para definir o tamanho dos arquivos que serão quardados. Deste modo a mídia será usada de acordo com sua vocação e a perda de arquivos será menos frequente. O calculo que sugiro é o seguinte:

Espaço total da mídia dividido por 50.Por Exemplo:
Pendrive de 1GB: Espaço total = 977MB / 50 = 19,54MB ou aproximadamente 20MB

Assim a vocação deste pendrive é quardar arquivos de até 20MB. Esse alvo pode ser atingido escolhendo programas e jogos menores, compactando programas e arquivos e convertendo vídeos, músicas, fotos, textos, etc., para que ocupem menos espaço.

Unindo essa estratégia e a função multi-seção da gravação de CDs e DVDs estas mídias podem ser utilizadas várias vezes para novas gravações.
O resultado é que o uso foi racionalizado e a mídia adquiriu mais funções. O risco de perda de arquivos por defeitos na mídia também se torna menor.

- Escolha dos arquivos importantes
Um uso racionalizado envolve em certa medida a opção entre um arquivo ou outro. Mesmo limitando o espaço máximo de cada arquivo, ainda assim podemos chegar numa superlotação. A estratégia passa a ser excluir arquivos que não são essenciais. Algum destes podem permanecer quardados em mídias de backup, mantendo as mídias de uso constante com espaço livre para a utilização. O ideal é previnir a superlotação fazendo faxinas antes de se chegar a situação limite, que fica mais difícil de ser enfrentada se for num momento inoportuno.


Opções de Softwares

Todo computadore precisa de um sistema operacional. Apesar de ser muito utilizado, o Windows tem falhas de sustentabilidade. Em primeiro lugar, o Windows XP exige um licença para cada computador onde é instalado e uma validação via Internet. Ele ainda exige um drive de CD-ROM. Talvez a pior limitação seja que ele não funciona a partir de mídias removíveis como pendrives, disquetes, CD-ROMs, DVD-ROMs, etc. Por outro lado existem sistemas operacionais que podem ser usados mesmo que o computador não tenha um disco rígido. Apartir de um LiveCD, por exemplo, várias distribuições de Linux podem ser acessadas. O sistema DOS é extremamente enxuto e permite o uso do computador a partir de disquetes. Assim, os dois tipos de dispositivos de armazanamento podem dar o boot na máquina e na falta de um, ainda teremos o outro.

Segue-se a mesma estratégia com relação aos programas. Cada função do computador, como por exemplo edição de imagens, tendo dois programas que são capazes de realizá-la. Deste modo, as limitações de um programa são compensadas pelo segundo.
Ainda pensando em não enforcar o uso do computador é necessário mais de uma pessoa capaz de usá-lo, mais de uma capaz de consertá-lo e mais de uma fonte de energia (eólica, solar, biogás, etc.).

Opções Avançadas

Observando as recomendações acima acredito que seja possível um uso independente e sustentável da informática por um longo período. Mas uma comunidade por optar por desenvolver-se dando ênfase nesta área. Isso pode se dar com o desenvolvimento de softwares, produção de placas de eletrônica, usinagem de peças, etc. Com isso a sustentabilidade se amplia para um nível além do essencial, o que gera custos maiores mas por outro lado permite ofertar essa produção em mercados de trocas com outras comunidades.
Este texto não esgota o tema. Mas já abre caminhos para pensar e planejar o uso de tecnologias sofisticadas em comunidades auto-suficientes.

- Para entender melhor:

Antigo texto que escrevi sobre isso:
http://br.groups.yahoo.com/group/sustentacomuni/message/51

Algumas páginas da Wikipédia que ajudam a entender o assunto:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Livecd
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivo_de_armazenamento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_ram
http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_r%C3%ADgido

Outros artigos neste blog:

CDs - Uso Auto-sustentável
http://sustentacomuni.blogspot.com/2011/02/cds-uso-auto-sustentavel.html

Disquetes úteis
http://sustentacomuni.blogspot.com/2011/01/disquetes-uteis.html

SliTaz3 remaster Adrian
http://sustentacomuni.blogspot.com/2010/06/slitaz3-remaster-adrian.html

Disquetes: Uso sustentável
http://sustentacomuni.blogspot.com/2010/05/disquetes-uso-sustentavel.html



Comentário de Victor Kerber, Analista de banco de dados:

Caros amigos e visitantes,

Creio este ser um assunto complexo (devido a sua dificuldade implantação e pelo número de possibilidades e opções oferecidas), com tudo, visualizando externamente o assunto, vejo a informática como uma dependência mundial, vendo a mesma, como ferramenta.

Ferramenta esta que pode ser para melhorar o ensino e a didática, administração, pesquisas e por ai vai... Sei que o foco de comunidades auto-sustentáveis é justamente não possuir qualquer tipo de dependência externa se possível, ou pelo menos tentar minimizar ao máximo, estas dependências.

No caso da informática, vejo como uma necessidade, que pode vir a se tornar uma dependência ou não, que pode vir a ferir os princípios de uma comunidade ou não... Digo isso pelo fato de estes acontecimentos estarem diretamente ligados a gestão dos recursos e a forma como os moderadores ou administradores da comunidade em questão cuidará e administrará tais recursos, a forma que conduzirão a informatização.
Resumindo, o uso da informática deve chamar telemática, pois já vejo como o setor que gerencia os recursos de informática e telecomunicações e os seus meios, deverão estar condicionadas a capacidade da comunidade como um todo de administrar e utilizar de forma racional os recursos desta área... Ou seja, depende de como será aplicado este recurso na comunidade.

Com certeza o primeiro grande passo para verificar a possibilidade, e decidir pelo uso da telemática ou não na comunidade, devera ser o estudo de caso e a definição exata do seu uso, assim como a disponibilização do recurso, realizando alguns dos seguintes questionamentos:

Por que, para que, quando, quanto, como, por quanto tempo, que tecnologia usar... são apenas algumas das questões que devem estar bem claras antes de iniciar qualquer implantação.

Apos a respostas destas e de outras questões, deve se analisar a capacidade, a necessidade e a possibilidade de montar ou eleger na comunidade uma equipe de telemática, que devera exercer toda implantação, manutenção e bem como estudo de investimentos futuro em novas tecnologias e claro proverem e fornecer o correto treinamento e suporte dos usuários e formar novos técnicos para atenderem as demandas conforme o crescimento e desenvolvimento da comunidade.

O passo seguinte devera ser a decisão por (quais equipamentos utilizar, quais programas utilizar, quais periféricos, mídias e acessórios utilizar, qual a forma de implantação e manutenção de tais tecnologias e principalmente os custos e a porcentagem de dependência externa que será causada por tais escolhas), para que se defina o que adquirir e comprar ou ainda em alguns casos produzir.

Depois de escolhidas e implantadas as tecnologias, devera ser feita toda documentação técnica (manuais e tutoriais sobre instalação, funcionamento e manutenção) de todos os equipamentos e softwares aplicados e utilizados, de forma que com o andar do tempo possa se realizar a sucessão da gerencia de telemática e sua equipe técnica sem dores de cabeça, prejuízos e perdas... Partindo do principio de comunidade auto-sustentável, será imprescindível que todo o material desenvolvido dentro e para a comunidade deva estar documentado conforme mencionado acima e disponível a todos de forma totalmente gratuita e desguarnecida de direitos autorais.

Finalizando a questão, vou lembrar que, é sim, plenamente viável ser auto-sustentável e ao mesmo tempo viver e utilizar a tecnologia, utilizando a como ferramenta para o desenvolvimento e administração da comunidade.

Vale lembra ainda, fazendo referencia a opção de equipamentos e softwares disponíveis, que também podemos rodar e armazenar dados e sistemas operacionais em cartões de memória flash (memory sticks) em discos virtuais na internet e em emails (citando o exemplo do Gmail, da Google que atualmente fornece o maior espaço em disco e ainda fornece ferramentas como agenda, editor de planilhas, editor de texto, editor de apresentações (vulgo Power Point da Microsoft) e ainda a possibilidade de salvar e armazenar estes documentos em seus servidores que possuem redundância na Europa, America do sul e America do norte, o que favorece a preservação dos dados mesmo que ocorram catástrofes em seus datacenters tudo totalmente gratuito ao usuário.

Temos também dentro da área de sistemas operacionais, alternativas gratuitas aos sistemas pagos (mediante compra de licença), como por exemplo, ao invés de utilizar o Windows da Microsoft temos uma excelente opção de Linux, com distribuição Ubuntu onde os desenvolvedores tomaram todo o cuidado para deixar o sistema mais gráfico e simples possível para que qualquer usuário com ou sem experiência possa fazer uso com tranqüilidade e a mesma produtividade que teria no sistema Windows.

Como base de dados, temos como exemplo gratuito o POSTGRESQL, um poderoso banco de dados relacional que vem nativamente em distribuições Linux, sendo totalmente gratuito e com suporte pela comunidade internacional de software livre.

E por ai vamos... Para conjunto de aplicações de escritório, editores de texto, planilhas e etc. Temos duas opções, o open Office e o Broffice sendo esta segunda, uma melhoria da primeira realizada por uma equipe brasileira e sendo totalmente em português.

Então deixo claro que sou a favor da telemática em prol da comunidade desde que bem gerenciada e que acredito poder utilizar tais recursos sem ferir ou ferindo minimamente os conceitos e valores das eco-vilas e comunidades auto-sustentáveis.

Lembro a todos que excelentes resultados dependem diretamente de excelentes escolhas!

- Veja também:
Videos Energia Eolica
Os males da Escrita

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